Há boas novidades na cuidadosa seleção de 229 endereços a seguir. Três casas estreiam no pódio: o Feito a Grão, por seu café; a Coco Bahia, pelo beiju de tapioca; e o Shiro Temaki, graças aos elaborados cones preparados pela equipe do chef e sushiman Luciano Costa. Entre os veteranos, as baianas Cira e Regina reafirmam o prestígio de seus tabuleiros — a primeira com o acarajé e a segunda pelo abará. Aproveite a leitura e renda-se a essas e outras guloseimas.
O dia de Regina dos Santos da Conceição começa cedo. Quatro vezes por semana, lá pelas 5 da manhã, ela já está a caminho da Feira de São Joaquim. Vez ou outra, quando pede para um dos quatro filhos ir em seu lugar, faz questão de ligar antes a cada um dos fornecedores para garantir que vai levar o que há de melhor. Feijão-fradinho, tomate, cebola, ervas frescas, camarão seco, coco, azeite de dendê... Tudo tem de estar do jeitinho que a baiana gosta. Na cozinha, enquanto põe a mão na massa, Regina mantém o olhar atento no trabalho de filhos, netos e sobrinhos que a ajudam. O cuidado mantido há mais de quatro décadas, desde que assumiu o tabuleiro que já foi da avó e da mãe, é recompensado pelas filas constantes nas barracas montadas na Graça e no Rio Vermelho e também por prêmios. Eleito o melhor da cidade pela sexta vez, seu abará tem o sabor diferenciado pelo leve toque do gengibre adicionado à massa de feijão-fradinho. Cozido na folha de bananeira, o bolinho acompanhado de vatapá, salada e camarão custa R$ 5,00 ou R$ 4,00, se for servido sem o crustáceo. Os mesmos preços valem para o acarajé frito no azeite de dendê. Da lista de quitutes de Regina ainda fazem parte a passarinha (R$ 3,00), o bolinho de estudante (R$ 2,50) e as cocadas branca e de coco queimado (R$ 3,00 cada uma).
Largo de Santana, s/nº, Rio Vermelho,
3232-7542. 15h/22h30 (fecha seg.); Rua da Graça, s/nº, Graça,
3232-7542. 16h/21h30 (fecha seg., sáb. e dom.).
A casa de sucos deve seu sucesso ao fundador Raimundo Meirelles Neime, que inaugurou a primeira loja em 1975 em uma rua paralela à praia, na Barra. Naquela época, lanchonete 24 horas era novidade na cidade. Em 2002, após sua morte, o filho mais velho, André, assumiu o comando da loja. No ano seguinte, foi a vez do caçula, Davi, seguir os passos do pai e abrir a unidade do Rio Vermelho. Nos dois endereços, o público é dos mais ecléticos. Dependendo do horário, as mesinhas internas ou espalhadas na calçada podem abrigar jovens a caminho da balada, gente que levanta cedo para correr na praia, casais, grupos de estudantes, aposentados... Reconhecida pelas dezenas de combinações de vitaminas e sucos de 500 mililitros, como o de frutas vermelhas (amora, morango e framboesa; R$ 6,00 na Barra e R$ 7,00 no Rio Vermelho), a casa figura entre os campeões de VEJA SALVADOR neste ano por causa do açaí. Adquirida de diferentes fornecedores, sobretudo os do Pará, a polpa do fruto chega congelada em barras de 1 quilo, e pode ser combinada a qualquer uma das frutas do cardápio. O açaí puro, com xarope de guaraná, e a versão batida com banana, ambos servidos com granola, custam R$ 8,00 no pote de 500 mililitros.
Rua Miguel Burnier, 108, Barra,
3011-4741. 24 horas. Cc: A, H, M e V. Cd: M, R e V.
; Praça Augusto Severo, 266, Largo da Mariquita, Rio Vermelho,
3334-7077. 24 horas. Cc: A, D, H, M e V. Cd: M, R e V.
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Por volta das 10 da manhã, mal o azeite de dendê começa a esquentar, os primeiros clientes já se posicionam ao redor do tabuleiro que Jaciara de Jesus Santos, a Cira, herdou da mãe há mais de quatro décadas em Itapuã. Da hora do almoço em diante, sobretudo nos fins de semana, o movimento cresce e o tempo de fila aumenta, mas ninguém parece se importar. A espera, aliás, faz parte do programa de soteropolitanos e turistas que, não raro, já a caminho do aeroporto, param ali dispostos a levar para algum parente ou amigo distante o melhor acarajé da cidade, segundo o júri de VEJA SALVADOR. Com massa crocante por fora e leve em seu interior, o bolinho de feijão-fradinho frito ganha o generoso complemento de vatapá com tempero equilibrado, vinagrete e, se o cliente desejar, uma farta porção de camarões graúdos. O quitute sai a R$ 4,00 ou R$ 5,00, na versão completa, mesmos preços praticados para o abará. Entre os doces, tem bolinho de estudante (R$ 2,50) e cocada branca, preta ou puxa (R$ 3,00 cada uma). De sexta a domingo, a baiana é presença certa no local. A filha Jussara e a neta Aline, respectivamente, cuidam dos outros dois pontos que funcionam no Largo da Mariquita e em Lauro de Freitas.
Largo da Mariquita, s/nº, Rio Vermelho,
3249-4170. 15h/22h (sáb. e dom. 11h/23h); Estrada do Coco, s/nº, em frente ao Hospital Aeroporto, Lauro de Freitas. 15h/21h (fecha seg. a qua.); Rua Aristides Milton, s/nº, Itapuã,
3249-4170. 10h/22h (sáb., dom. e feriados até 0h).
Parte de uma rede com unidades também em outras três capitais, a casa tem móveis rústicos de madeira e chão de areia batida. Apesar do salão amplo, com capacidade para 450 pessoas, a fila de espera é comum. Nem bem começa a noite, casais e animados grupos de familiares ou amigos chegam atraídos pelo cardápio apoiado em três receitas à base de massa: pizza, crepe e tapioca. Esta última levou o título de sua categoria após uma disputa acirrada, decidida apenas pelo voto de Minerva. Na quantidade ideal, sem exageros, combinações como queijo de coalho, manteiga e coco (R$ 7,30), ricota, tomate seco e manjericão (R$ 10,20) e mussarela com carne de sol (R$ 12,20) recheiam o beiju de tapioca feito com massa fina. Por R$ 1,50 a mais, qualquer uma das 26 versões pode ser montada com massa integral, que é acrescida de linhaça. Bastante requisitadas, as 78 pizzas do cardápio têm como diferencial a borda dobrada, untada com manteiga de garrafa e salpicada de gergelim. A de peito de peru com catupiry sai por R$ 63,50, com oito fatias. Entre os drinques, faz sucesso o caipicoco bahia (R$ 14,70), frozen de vodca com leite de coco servido na casca da fruta.
Avenida Professor Magalhães Neto, 1273, loteamento Aquarius, Pituba,
3359-9000. 17h/0h (qui. até 1h; sex. e sáb. até 2h). Cc: M e V. Cd: M, R e V. E Manobr.
www.pizzariacocobahia.com.br.
Moka coffee shake (R$ 12,90): mistura de sorvete, café, Nutella, chantili e chocolate equivale a uma sobremesa
Os grãos da marca Orfeu, cultivados em uma fazenda do sul de Minas Gerais e moídos na hora, dão origem ao expresso encorpado e levemente adocicado (R$ 3,50, 35 mililitros) que faturou o título da categoria pela primeira vez. Comandada pelo casal Georgia e Marcelo Szporer, a cafeteria tornou-se parceira da livraria Saraiva em 2007, poucos meses depois de abrir uma loja piloto. Desde então, ampliou para quatro os endereços na capital baiana, ganhou lojas no Recife e em São Paulo e planeja inaugurar até o fim deste ano outros três pontos (um em Aracaju e mais dois em São Paulo). Além de garantir a qualidade do café campeão, o afiado time de baristas se esmera no preparo de drinques como o moka coffee shake (R$ 12,90, 300 mililitros), que combina sorvete de creme, expresso, Nutella, chantili e chocolate. Para comer, há quitutes como o muffin de queijo (R$ 4,50), a torta búlgara servida com creme de leite (R$ 9,80) e sanduíches. Pratos rápidos também fazem parte do cardápio nas unidades do Salvador Shopping e do Shopping Iguatemi. Neste último endereço, é possível comprar o café Orfeu em grãos (R$ 22,00, 250 gramas) e pedir para moer na hora de acordo com o processo que será utilizado em casa (cafeteiras italiana, french press e expressa ou com coador).
Shopping Barra, 2º piso, Livraria Saraiva, Barra,
3235-9264. 9h/22h (dom. 12h/20h). Cc: A, D, H, M e V. Cd: M, R e V.
Manobr. Ar.
; Shopping Iguatemi, 2º piso, Livraria Saraiva, Caminho das Árvores,
3450-7737. 9h/22h (dom. 13h/21h). Cc: A, D, H, M e V. Cd: M, R e V.
Manobr. Ar.
; Salvador Shopping, pisos L1 e L2, Livraria Saraiva e quiosque, Caminho das Árvores,
3011-3500. 9h/22h (dom. 12h/21h). Cc: A, D, H, M e V. Cd: M, R e V.
Manobr. Ar.
www.feitoagrao.com.br.
Concentrada na unidade da Rua Pernambuco, a produção artesanal de doces e salgados começa ainda no meio da madrugada e envolve uma equipe de quarenta pessoas. Assim que amanhece, a primeira das duas remessas que abastecem as vitrines das lojas está pronta. Só de bolos e tortas geladas são vendidas cerca de 200 unidades por dia. Enquanto o irmão Paulo Simões cuida da parte financeira, Maira Medeiros investiga o mundo de massas, recheios e coberturas com o propósito de manter o cardápio sempre com novidades. Atualmente, são mais de 140 receitas, incluindo sobremesas em taça e uma linha diet. A torta vevéu intercala massas de bolo de chocolate e de torta búlgara com recheio de chantili com cream cheese, morango fresco e geleia da fruta. Custa R$ 7,50 a fatia ou R$ 90,00 a versão inteira (rende de vinte a 22 fatias), mesmo preço da torta de amêndoa com morango. Já o brigadeiro chic (massa mole coberta com chocolate e flocos de arroz) sai a R$ 3,20 a unidade.
Avenida Pernambuco, 1974, Pituba,
3205-5774. 11h/21h. Cc: M e V. Cd: M, R e V.
Manobr. Ar.
; Avenida Sete de Setembro, 308, Vitória, % 3338-1611. 12h/21h. Cc: M e V. Cd: M, R e V. E Manobr. Ar.
Mais dois endereços. www.docessonhosdoceria.com.br.
Sob o comando do grupo chileno Cencosud desde o ano passado, o empório gourmet faz parte da vida dos soteropolitanos há quase cinco décadas. Em quatro das oito lojas da rede, as prateleiras exibem cerca 20 000 produtos, dos quais mais de 2 000 são de fabricação própria. As opções vão do trivial pão francês (R$ 9,80 o quilo) e do macio brioche com uvas passas (R$ 35,00 o quilo) a itens importados, caso do queijo holandês Prima Donna Azul (R$ 73,90 o quilo), do azeite italiano de trufas brancas Savitar (R$ 119,82, 250 mililitros) e dos mais de 1 400 rótulos de vinho oriundos de onze países. Há também o sorvete de marca própria, elaborado em sabores como chocolate, açaí e frutas silvestres, por R$ 6,00 a bola. Mas são os salgados, disponíveis nas vitrines de todas as unidades, que mais uma vez colocam a casa entre os campeões de VEJA SALVADOR. Líder de pedidos, a coxinha de frango (R$ 4,50 ou R$ 5,50 na versão acrescida de catupiry) é presença garantida na seleção que pode incluir quitutes como o croquete de bacalhau (R$ 5,50) e a recém-lançada empadinha espanhola com recheio de atum (R$ 29,90 o quilo).
Avenida Princesa Leopoldina, 398, Graça,
3444-0004. 6h/22h. Cc: A, D, M e V. Cd: M, R e V.
Manobr. Ar.
; Avenida Vasco da Gama, 3051, Brotas,
3203-0062. 6h30/22h (dom. até 14h). Cc: A, D, M e V. Cd: M, R e V.
Manobr. Ar.
Mais seis endereços. www.perini.com.br.
É verdade que a mais antiga sorveteria em atividade da cidade, localizada na saída do Elevador Lacerda, na Cidade Alta, não ostenta mais o glamour de 1930, quando foi inaugurada pelo cubano Baltazar Moas. Na época, vestir-se elegantemente para acompanhar o pôr do sol de suas mesinhas era um dos programas preferidos da alta sociedade. Mas a marca, que desde 1941 está sob o comando da família do empresário Marcos Bouzas, nem de longe perdeu sua majestade. Eleito o melhor da cidade pela segunda vez consecutiva, o sorvete da casa tem a qualidade atestada pelo entra e sai constante de turistas e soteropolitanos em suas três lojas. Na fábrica, que funciona junto à unidade do Pelourinho, a produção diária do gelado soma 350 litros. O preparo artesanal e o uso de ingredientes selecionados garantem a cremosidade dos quarenta sabores — 32 deles preenchem e colorem as vitrines a cada dia. Coco, cajá, ameixa e banana caramelada estão entre as opções vendidas por R$ 4,00 a bola no copinho ou R$ 4,50, na casquinha. Na unidade da Pituba, o preço sobe para R$ 4,50 e R$ 5,00, respectivamente. Também mereceram a distinção do júri de VEJA SALVADOR o açaí (R$ 6,50 com banana e granola na tigela de 500 mililitros) e salgados como a coxinha de frango e o quibe (R$ 2,80) oferecidos na loja do Pelourinho.
Praça Thomé de Souza, 1, Elevador Lacerda, Cidade Alta, Pelourinho,
3322-7000. 9h/22h. Cc: A, D, M e V. Cd: M, R e V; Rua Portas do Carmo, 12, Pelourinho,
3321-6162. 9h/22h30. Cc: A, D, M e V. Cd: M, R e V.
; Rua Pernambuco, 2269, Shopping Madison Plaza, Pituba,
3013-0304. 9h/21h30 (sex. e sáb. 9h/22h; dom. 11h/22h). Cc: A, D, M e V. Cd: M, R e V.
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Campeã da categoria pela primeira vez, a temakeria inaugurada há três anos ocupa a varanda do Shiro, um dos mais prestigiados restaurantes japoneses de Salvador. Apesar de dispor de entrada independente, ambiente mais despojado e cardápio próprio, repete a fórmula de sucesso da casa-mãe: na cozinha têm vez apenas ingredientes frescos e que são manipulados por uma habilidosa equipe de sushimen comandada pelo chef e sócio-proprietário Luciano Costa. Ao lado de sugestões clássicas a exemplo do temaki filadelphia (salmão empanado, cream cheese, cebolinha e arroz, R$ 13,00), o cardápio relaciona cones como o parma na folha (R$ 15,50), que reúne presunto cru, salmão, rúcula, cream cheese e alho crocante envolvidos por folha de acelga e arroz. Outra receita nada trivial é o temaki do chef (R$ 27,00), servido no prato e que deve ser comido de garfo e faca. Em vez de alga, uma manta de salmão faz as vezes do cone preenchido por brócolis, shimeji, cream cheese e arroz. À espera do pedido e de olho no movimento da rua, a clientela formada principalmente por jovens pode bebericar água de coco (R$ 3,50, 300 mililitros) e cerveja Bohemia (R$ 4,20 a long neck).
Rua Flórida, 41, Graça,
3337-3732. 12h/0h. Cc: A, M e V. Cd: M, R e V. www.shirorestaurante.com.br.
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