Carnaval

Batatinha: circuito alternativo no Pelô

Bandas e fanfarras fazem um Carnaval à moda antiga

O bloco Filhas de Gandhy: exclusivo para as mulheres (Foto: João Ramos/Bahiatursa)

O bloco Filhas de Gandhy: exclusivo para as mulheres (Foto: João Ramos/Bahiatursa)

02.fev.2015 18:25:14 | por Marcela Besson

Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu... E também quem prefere um Carnaval nos moldes de antigamente, com bandinhas, pierrôs e colombinas. Em Salvador, esses foliões encontram refúgio nas vielas do Pelourinho, no chamado circuito Batatinha. O nome é uma homenagem a um ilustre morador do bairro, o músico Oscar da Penha (1924-1997). Batatinha, como era conhecido, gravou pouquíssimos discos, mas teve seus sambas e choros cantados por nomes importantes da MPB, como Maria Bethânia (O Circo e Toalha da Saudade), Caetano Veloso (Hora da Razão) e Alcione (Espera).
 


Como a ordem aqui é manter vivo o Carnaval das antigas, os trios elétricos ficam de fora. Só circulam pelas ruas do Pelô bandas de fanfarra, charangas, grupos folclóricos e desfiles de fantasia. Alguns blocos afro também agitam o circuito, que tem perfil familiar, bem diferente de seus “concorrentes” Dodô e Osmar. Confira alguns grupos curiosos que circulam no Batatinha.

Blocos de inspiração afro
- Abi Si Ayê: sexta (13)
- Afro Liberdade: sexta (13) e domingo (15)
- Tempero de Negro: domingo (15), segunda (16) e terça (17)

Onde só entra mulher
- Filhas de Gandhy: sábado (14)
- Filhas de Oxum: sábado (14)

 
 

 

Blocos de travestidos
- As Sapatonas: sábado (14)
- As Kuviteiras: sábado (14) e segunda (16)

Blocos infantis
- Commanche Erê: domingo (15)
- Exclusivas: domingo (15)

Para ouvir sambas e marchinhas
- Renascer 2000: terça (17)