Carnaval

Para comprar abadá e camarote de última hora

Eles custam caro, mas ainda dá tempo de garantir um lugar na folia

Foliões atrás do trio elétrico do Camaleão: abadás a partir de 890 reais (Foto: Divulgação/Núcleo 55)

Foliões atrás do trio elétrico do Camaleão: abadás a partir de 890 reais (Foto: Divulgação/Núcleo 55)

02.fev.2015 17:55:15 | por Fábio Galib

Quase 300 blocos devem sacudir as ruas da capital baiana nos dois principais circuitos do Carnaval: Osmar (Campo Grande) e Dodô (Barra-Ondina). A expectativa é de que 700 000 foliões curtam a festa, seja no chão, atrás dos trios elétricos, ou no camarote, sem enfrentar a muvuca. Nesse caso, em vez de seguir o bloco, fica-se em um (confortável) ponto fixo, acompanhando uma parte de cada desfile. Nada que possa tirar o brilho dos trios em si, claro, que vêm arrastando multidões pelas ruas há mais de seis décadas.

Os canais oficiais de venda, como Central do Carnaval (www.centraldocarnaval.com.br) e Axé Mix (www.axemix.com.br), ainda têm abadás para todos os dias da festa.

 

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Comandado por Bell Marques, o bloco Camaleão reúne uma multidão de pessoas (Foto: Divulgação/Núcleo 55)

 

Que nem pipoca

Abadá, como bem se sabe, é aquela roupa que dá acesso à área em torno do trio, demarcada por cordas de isolamento, com bar, seguranças e banheiros. Quanto mais perto do Carnaval, mais difícil fica garantir um. Para se ter ideia de quão disputados eles são, a entrega só começa alguns dias antes do início do Carnaval, por questão de segurança. O bacana é que dá para sair todos os dias no mesmo bloco ou comprar um abadá diferente para cada noite – a economia é maior na primeira situação.

Entre os mais procurados estão o Vumbora (dias 13 e 14) e o Camaleão (dias 15, 16 e 17), que circularão no Barra-Ondina, ambos comandados por Bell Marques. Este último é também o mais caro: 890 reais, quase dez vezes o valor do mais em conta, o Tô Ligado (dia 14), com o cantor Pablo (90 reais). Sem abadá, dá para virar “pipoca”, espremido do lado de fora dos cordões de isolamento.

 

 

Milhares de foliões no bloco Vumbora, em 2014 (Foto: Fábio Cunha/Divulgação)

 

Rei do camarote

Funciona assim: há os camarotes só para convidados e também aqueles abertos ao público pagante. São megaestruturas, com sofás, sushibar, massagens e palcos – sim, uma balada paralela ao que acontece na rua, com concorrida programação própria. É o caso do Camarote Salvador, que completa quinze carnavais este ano. Com o ingresso mais caro da folia, que chega a custar 1 590 reais (o masculino, para o dia 16), incluídos aí comida e bebida, oferece uma estrutura de 9 000 metros quadrados com apresentações de DJs celebrados, como o holandês Tiësto, e shows em um palco pé na areia de nomes como Chiclete com Banana. “A ideia é fazer com que todo mundo se sinta vip”, afirma Luciana Villas Boas, diretora executiva da Premium Entretenimento, responsável pelo espaço. “Foram oito meses de preparação para esses seis dias de evento.” Na outra ponta da tabela está o camarote Axé Bahia, que tem a entrada mais barata: no dia 12, mulher paga 190 reais.