O dia da casa de Regina dos Santos da Conceição começa cedo. Quatro vezes por semana, lá pelas 5 da manhã, ela já está a caminho da Feira de São Joaquim. Vez ou outra, quando pede para um dos quatro filhos ir em seu lugar, faz questão de ligar antes a cada um dos fornecedores para garantir que vai levar o que há de melhor. Feijão-fradinho, tomate, cebola, ervas frescas, camarão seco, coco, azeite de dendê... Tudo tem de estar do jeitinho que a baiana gosta. Na cozinha, enquanto põe a mão na massa, Regina mantém o olhar atento no trabalho de filhos, netos e sobrinhos que a ajudam. O cuidado mantido há mais de quatro décadas, desde que assumiu o tabuleiro que já foi da avó e da mãe, é recompensado pelas filas constantes nas barracas montadas na Graça e no Rio Vermelho e também por prêmios. Eleito o melhor da cidade pela sexta vez, seu abará tem o sabor diferenciado pelo leve toque do gengibre adicionado à massa de feijão-fradinho. Cozido na folha de bananeira, o bolinho acompanhado de vatapá, salada e camarão custa R$ 5,00 ou R$ 4,00, se for servido sem o crustáceo. Os mesmos preços valem para o acarajé frito no azeite de dendê. Da lista de quitutes de Regina ainda fazem parte a passarinha (R$ 3,00), o bolinho de estudante (R$ 2,50) e as cocadas branca e de coco queimado (R$ 3,00 cada uma).
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