Por volta das 10 da manhã, mal o azeite de dendê começa a esquentar, os primeiros clientes já se posicionam ao redor do tabuleiro que Jaciara de Jesus Santos, a Cira, herdou da mãe há mais de quatro décadas em Itapuã. Da hora do almoço em diante, sobretudo nos fins de semana, o movimento cresce e o tempo de fila aumenta, mas ninguém parece se importar. A espera, aliás, faz parte do programa de soteropolitanos e turistas que, não raro, já a caminho do aeroporto, param ali dispostos a levar para algum parente ou amigo distante o melhor acarajé da cidade, segundo o júri de VEJA SALVADOR. Com massa crocante por fora e leve em seu interior, o bolinho de feijão-fradinho frito ganha o generoso complemento de vatapá com tempero equilibrado, vinagrete e, se o cliente desejar, uma farta porção de camarões graúdos. O quitute sai a R$ 4,00 ou R$ 5,00, na versão completa, mesmos preços praticados para o abará. Entre os doces, tem bolinho de estudante (R$ 2,50) e cocada branca, preta ou puxa (R$ 3,00 cada uma). De sexta a domingo, a baiana é presença certa no local. A filha Jussara e a neta Aline, respectivamente, cuidam dos outros dois pontos que funcionam no Largo da Mariquita e em Lauro de Freitas.
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