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ESPECIAL

Fotos Divulgação

Heath Ledger em seu último papel: no telão de 282 metros quadrados

Vale Open Air. O nome muda de acordo com o patrocinador, mas o evento é o mesmo: a partir de quarta (25), e até 13 de dezembro, parte do Jockey Club, na Gávea, volta a se transformar em gigantesca área de lazer. Com 282 metros quadrados e a altura de um prédio de quatro andares, o telão trazido da Suíça é a atração principal. Nas projeções ao ar livre, para 1400 espectadores, serão exibidas dezenove fitas, a exemplo dos inéditos Tudo Pode Dar Certo, novo de Woody Allen, e O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, último trabalho do ator Heath Ledger (1979-2008). Depois do cinema, festas e shows, de atrações como Monobloco e Mart’nália, animam a tenda para 3 000 pessoas

 

CONCERTOS

O quinteto: recital e lançamento de CD no museu batizado com o nome do maestro


Turíbio Santos: à frente de uma nova série dedicada a Villa-Lobos

Villa-Lobos. Entre os muitos tributos inspirados pela passagem dos cinquenta anos da morte do maestro, ocorrida em 17 de novembro de 1959, duas apresentações de especialistas em sua obra chamam atenção. Na terça (24), começa, no CCBB, a série Villa-Lobos: Serestas, Choros e Crianças (50 Anos de Saudade). O primeiro concerto reúne os violonistas Turíbio Santos, Fábio Zanon e Paulo Pedrassoli. No programa, eles vão dividir quase a íntegra das criações do maestro para violão-solo. No sábado (28), é a vez do Quinteto Villa-Lobos. No museu batizado com o nome do homenageado, em Botafogo, o grupo fará recital gratuito de lançamento do CD Villa-Lobos, um Clássico Popular. O repertório contempla peças obrigatórias em coletâneas, como as Bachianas Brasileiras (n°s 2, 4 e 5) e a Floresta do Amazonas.


 

SHOW

O gaitista: especialista em roubar a cena com seus solos

Aquarela Carioca e Gabriel Grossi. De uma talentosa geração de músicos brasilienses – a do bandolinista Hamilton de Holanda e do violonista Rogério Caetano –, o gaitista Gabriel Grossi, 30 anos, vem roubando a cena ao dividir o palco com colegas mais tarimbados. Foi assim em recente temporada do clarinetista Paulo Moura, na Lapa, e tem tudo para voltar a acontecer no projeto Selo Instrumental, no Centro Cultural Correios. No sábado (28), Gabriel vai exibir sua vocação para o improviso sobre o repertório do grupo Aquarela Carioca – um programa sem amarras que vai de Led Zeppelin a música indiana. Além do gaitista-prodígio, o público vai ouvir as feras do quinteto formado por Mário Sève (sax), Paulo Muylaert (guitarra e flauta), Lui Coimbra (cello e violão), Paulo Brandão (baixo) e Marcos Suzano (percussão).

 

 

EXPOSIÇÃO

Philodendron martianum:
pintado pela artista

Margaret Mee. Fascinada pela floresta tropical, a inglesa Margaret Mee (1909-1988) fez quinze viagens à Amazônia. Em várias ocasiões, deparou com o botão da flor-da-lua, exemplar raro que se abre à noite e morre antes do alvorecer. Na última visita, no ano de sua morte, realizou o antigo desejo de vê-la desabrochar. Exibidas em vídeo, essa e outras histórias narradas pela artista plástica e botânica são um dos trunfos da mostra comemorativa de seu centenário de nascimento. Os depoimentos ajudam a compreender a figura doce, frágil e determinada de Mee, que dedicou a vida a retratar espécies da flora brasileira. Além disso, ensinam sobre as obras expostas no Centro Cultural Correios. Entre desenhos e aquarelas, há 54 imagens de bromélias, uma série inédita de 23 orquídeas e outra de espécies da caatinga.

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