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SHOW

Fotos Divulgação

O cantor: Pimenteira no palco do Rival

Pedro Miranda. Pandeirista dos grupos Semente e Cordão do Boitatá, Pedro Miranda é também um cantor de voz límpida e notável senso de divisão rítmica. Sai-se bem tanto no divertido samba sincopado Hello, My Girl quanto na dolente Baticum, duas das doze faixas do recém-lançado Pimenteira, seu segundo disco-solo. Essas e outras ele mostra ao vivo, na terça (3), no Teatro Rival. O repertório reúne criações de diferentes épocas. Entre elas estão Samba da Moreninha, de Pedro Amorim (cavaquinho e bandolim), músico da banda que o acompanha; Na Cara do Gol, de Elton Medeiros e Afonso Machado; e Velhice, raridade até então inédita em disco, de autoria de Nelson Cavaquinho e Alcides Lopes. A apresentação conta com a participação da cantora Teresa Cristina.

 

CINEMA

Allen vestido de espermatozoide: no set de Tudo o que Você Sempre Quis Saber sobre Sexo e Tinha Medo de Perguntar (1972)

A Elegância de Woody Allen. De quarta (4) até o dia 29, o CCBB apresenta a maior mostra já realizada no país sobre a obra do diretor americano Woody Allen. Na seleção estão seus 39 longas-metragens lançados no cinema. A programação vai das comédias rasgadas do começo, como Um Assaltante Bem Trapalhão (1969) e Bananas (1971), ambas estreladas por ele, aos filmes recentes, nos quais se manteve atrás das câmeras, a exemplo de O Sonho de Cassandra (2007) e Vicky Cristina Barcelona (2008). Entre as curiosidades estão sua fita de estreia, What’s Up, Tiger Lily? (1966), produção japonesa de espionagem que o cineasta comprou, remontou e dublou em forma de comédia, documentários e o pouco conhecido Rei Lear (1987), de Jean-Luc Godard, com Allen no elenco.

 

EXPOSIÇÃO

Tela de Di Cavalcanti: esquecida por 25 anos

Os Caminhos da Arte entre França e Brasil. Em cartaz na galeria Pinakotheke Cultural, em Botafogo, a mostra exibe oitenta obras de criadores forjados na cultura dos dois países. Três ambientes abrigam uma produção variada de pinturas, esculturas e fotografias. No primeiro, as atrações são pintores do século XIX, a exemplo de Visconti e Castagneto. Na sala ao lado encontram-se preciosidades como Cabeça Feminina, escultura de Brecheret exposta na Semana de Arte Moderna de 1922, e uma natureza-morta de Di Cavalcanti – em 1940, durante a II Guerra, o artista saiu às pressas de Paris e deixou-a no porão da embaixada brasileira. A tela ficou esquecida por 25 anos. Completa a visita o ambiente ocupado por fotos de Alécio de Andrade e trabalhos de Lygia Clark e Sergio Camargo, entre outros artistas fotografados por ele.

TEATRO

Beti Niemeyer/Divulgação

Luciana Braga: vida passada a limpo
em cena


Além do Arco-Íris.
Luciana Braga e Flávio Marinho comemoram em cena 25 anos de carreira e parceria. Foi especialmente para a amiga que ele escreveu e dirigiu a comédia dramática em cartaz no Teatro Maria Clara Machado, na Gávea. Luciana brilha na pele de Rita, atriz abalada pela morte do marido, um diretor teatral com quem foi casada durante 26 anos. Depois da missa de sétimo dia, a personagem evoca as lembranças de um passado em comum cheio de alegrias, dramas e frustrações. O texto é delicado, inteligente e de identificação imediata com a plateia. A atriz divide o palco com Luciano Borges, no papel de um faz-tudo do casal, que chega ao apartamento com a missão de embalar objetos e roupas para a mudança. Sua discreta presença (ele quase não tem falas) conduzirá o espectador a um final inesperado.

 

 


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