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Veja Rio Recomenda
CINEMA
Fotos Divulgação
French Roast: a comédia francesa sobre um homem que esqueceu sua carteira é contada por meio do espelho
Diversidade: a sátira política do americano Unbelievable 4 (à dir.) e o humor de Wallace e Gromit (à esq.) ANIMA MUNDI. Começa na sexta (10) um dos eventos mais esperados da agenda cultural da cidade, o 17º Festival Internacional de Animação do Brasil. Além da tradicional sede no Centro Cultural Banco do Brasil, há mais quatro espaços – Centro Cultural Correios, Oi Futuro, Odeon Petrobras e Estação Botafogo – exibindo 401 filmes até o dia 19, entre longas e curtas-metragens de quarenta países. Em tempos de alta tecnologia digital, impressiona a qualidade técnica das produções. French Roast, de Fabrice Joubert, da França, chama atenção pelo enquadramento: toda a narrativa se desenvolve mostrando um cidadão sentado de costas para o espelho num café. Em A Matter of Loaf and Death, com os personagens Wallace e Gromit, do inglês Nick Park, o nível de detalhamento dos cenários é incrível. Alguns filmes se destacam pelo tema, como o americano Unbelievable 4, dirigido por Sukwon Shin, em que George W. Bush, Dick Cheney, Condoleezza Rice e Donald Rumsfeld formam um grupo de super-heróis roqueiros. A programação deste ano traz nove longas. Aída Queiroz, que dirige o festival ao lado de Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães, destaca o ucraniano O Bom Soldado Shweik, de Robert Crombie, sobre um idiota que consegue alto posto na hierarquia militar. "Depois de selecionado, ele acabou sendo proibido em seu país de origem", conta ela.
SHOW
O compositor: no palco do Canecão em família PAULINHO DA VIOLA. A voz mansa e os gestos contidos são marcas de um dos maiores nomes da história do samba. Presença bissexta nos palcos cariocas, Paulinho da Viola inicia, na sexta (10), uma temporada de duas semanas do espetáculo que deu origem ao DVD Acústico MTV. No repertório, em arranjos impecáveis, estão os grandes sucessos da carreira do cantor e compositor, entre eles Timoneiro, Coração Leviano e Pecado Capital, bem como uma inédita, Talismã, parceria com Marisa Monte e Arnaldo Antunes. A receptividade dessa canção surpreende o sambista. "As plateias acompanham a letra como se já conhecessem há muito tempo", espanta-se. Pai coruja, Paulinho toca ao lado do filho João Rabello, violonista, enquanto a filha Beatriz Faria participa do coro com Cristina Buarque e Muiza Adnet. O pianista Cristóvão Bastos é outro destaque da banda.
EXPOSIÇÃO
Pierre Verger/Divulgação
Semana Santa em Sevilha: flagrante do fotógrafo com olhar antropológico PIERRE VERGER – ANDALUCÍA, 1935. Maior mérito do fotógrafo francês, a habilidade de aliar rigor estético e sensibilidade antropológica está presente em boa parte das setenta imagens que compõem esta mostra, em cartaz no Museu Histórico Nacional. Multiprofissional que nasceu em Paris e morreu em Salvador, Pierre Verger (1902-1996) foi etnógrafo, jornalista e escritor, entre outras atividades. Nas décadas de 30 e 40, fez um périplo por quatro continentes, colaborando com jornais e agências de notícias, a exemplo da Alliance Photo. Numa de suas andanças, produziu farto material no percurso entre a Catalunha e a Andaluzia às vésperas da Guerra Civil Espanhola, em 1935. Em Sevilha, onde registrou festejos da Semana Santa e o movimento de mercados populares, Verger chegou a ser preso sob suspeita de ser espião alemão.