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Exposições

De volta para o futuro

 

Divulgação

Manifestações artísticas com tecnologia de ponta compõem o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), criado em São Paulo em 2000 e a caminho de sua quarta edição carioca. Novas expressões estéticas e interatividade são a tônica do acervo neste ano, dominado por inteligência artificial, animação computadorizada e engenhocas futuristas. Um dos trabalhos, do americano Sheldon Brown, é The Scalable City (foto), ou "a cidade escalável" – brincadeira inspirada no jargão de informática "escalar", que significa melhorar a performance do equipamento. Trata-se de uma espécie de game com imagens reais de seis cidades que o visitante desconstrói quando passa de uma para outra. Skinstrument, do holandês Daan Brickman, promete: um "instrumento de pele", em tradução literal, produz sons pelo contato entre duas pessoas.

File Rio 2009. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, 3131-3060, Metrô Largo do Machado. Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 19 de abril. A partir de terça (10).

 

ESTREIAS

ARTE AO CUBO. Coletiva de pinturas de seis novos artistas, com curadoria do artista plástico e professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage João Magalhães. Alessandro Sartore apresenta um díptico dourado de grandes dimensões. Bet Katona expõe uma tela com traços gráficos que remetem a figuras, paisagens e interiores. Felipe Fernandes utiliza retratos de amigos da infância, recriando essas imagens em tons de deboche. Raul Leal também explora a fotografia, porém retratando indivíduos como seres anônimos. Jimson Vilela experimenta diferentes suportes e pigmentos, apresentando a tela crua com pouca interferência de tinta. E Virgínia Paiva recorre à mistura de elementos esfumaçados em cores frias e em dourado. R$ 4 000,00 a R$ 6 000,00. Galeria Anna Maria Niemeyer. Rua Marques de São Vicente, 52, loja 205 (Shopping da Gávea), 2239-9144. Segunda a sábado, 10h às 22h. Grátis. Até 4 de abril. A partir de sexta (13). www.annamarianiemeyer.com.br.

A COLEÇÃO. Reunião de trabalhos de cinco nomes em ascensão no mercado de arte contemporânea: Divino Sobral, Luiz Hermano, Nazareno, a dupla PaulaGabriela e Rosana Ricalde. Cada um deles desenvolveu trinta exemplares de pequenas obras em tamanhos médios de 16 centímetros – serão vendidos, a princípio, em conjuntos de cinco peças, mas também podem ser comercializados por unidade. Uma das criadoras, Rosana contribui com uma serigrafia em duas cores. O paulista Nazareno comparece com o objeto Casa É o Local para Onde Eu Sempre Desejo Voltar, construído em madeira e plástico. R$ 500,00 a R$ 2 000,00. Galeria Arte em Dobro. Rua Dias Ferreira, 417, loja 205, Leblon, 2259-1952. Segunda a sexta, 10h às 18h; sábado, 12h às 16h. Grátis. Até 11 de abril. A partir de sexta (13). www.arteemdobro.com.br.

JOÃO BATISTA M. Nove pinturas em técnica mista e nove esculturas em mármore de Carrara e granito preto integram a individual deste artista plástico potiguar que vive e trabalha no Rio. Batizada Catedrais, a mostra apresenta telas inspiradas em traços arquitetônicos de grandes metrópoles, em tons pastel, cinzas e azuis, da série Novas Moradas. Já as esculturas têm formas e contornos com as mesmas inspirações das obras pictóricas, a exemplo do trabalho Esquinas. R$ 3 000,00 a R$ 25 000,00. H. Rocha Galeria de Arte. Avenida Atlântica, 4240, loja 333, 3º piso (Shopping Cassino Atlântico), Copacabana, 2227-1179. Segunda a sábado, 13h às 18h. Grátis. Até 5 de maio. A partir de sexta (13).

SUZANA QUEIROGA. Primeira edição de 2009 do tradicional projeto Os Amigos da Gravura, dos museus Castro Maya, esta individual da artista carioca reúne 25 trabalhos inspirados em vias urbanas reais de Londres, Berlim, Milão, Rio e Brasília, entre outras cidades. Com curadoria de Fernando Cocchiarale, a mostra Velofluxo apresenta pinturas, gravuras, desenhos e objetos de produção recente. Egressa da Geração 80, Suzana também cria infláveis, a exemplo da maquete do balão Soft Velofluxo. Uma versão desse balão com 20 metros de altura e 19 metros de diâmetro, chamada Voo-Velofluxo, fará voos grátis com o público a 45 metros de altura, no Parque dos Patins, na Lagoa, mais adiante na temporada da exposição. Museu da Chácara do Céu. Rua Murtinho Nobre, 93, Santa Teresa, 2224-8981. Quarta a segunda, 12h às 17h. R$ 2,00. Estac. Grátis para menores de 12 anos, maiores de 65 anos e grupos escolares. Grátis às quartas. Até 29 de junho. A partir de quinta (12). www.museuscastromaya.com.br.

 

EM CARTAZ

ALÊ SOUTO. Carioca, 35 anos, ele produz e pesquisa arte contemporânea desde 2003, quando foi aluno de Anna Bella Geiger e de outros artistas na Uerj. Conhecido pelas criações geométricas em vermelho, Alê Souto apresenta, na mostra Tumulto, uma escultura em papelão, objetos, desenhos, colagens e pinturas. R$ 500,00 a R$ 10.000,00. Amarelonegro Arte Contemporânea. Rua Visconde de Pirajá, 111, loja 6, Ipanema, 2247-3086. Segunda a sexta, 11h às 19h; sábado, 11h às 16h. Grátis. Até sábado (14). www.amarelonegro.com.

BRASIL BRASILEIRO. Coletiva com 180 telas de setenta pintores expressivos do país que celebra o bicentenário do Banco do Brasil. As obras cobrem do século XIX aos dias atuais, abrangendo acadêmicos, modernos e contemporâneos. Selecionados de mais de cinquenta coleções particulares e públicas, foram reunidos trabalhos pouco vistos, como Lavadeiras do Abaeté (1957), de José Pancetti; Menino com Lagartixas (1924), de Lasar Segall, Praia de Botafogo (1816), de Nicolas-Antoine Taunay; Jardim Botânico (1937), de Guignard; Flora e Fauna Brasileiras (1934), de Portinari; e a pintura Atenção (1973), de Carlos Zilio. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, 3808-2020. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 5 de abril.

COLEÇÃO DOM JOÃO VI. Parte das comemorações dos 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Brasil, a mostra teve sua temporada prorrogada. São expostos exemplares da coleção formada por telas que o príncipe regente trouxe na viagem, em 1808 – e que inauguraram a coleção do Museu Nacional de Belas Artes –, e por outros trabalhos adquiridos durante sua permanência no país, até 1821. Produzidas, em sua maioria, entre os séculos XVII e XIX, as obras assinadas por nomes como Jan Boeckhorst (1604-1668), Francesco Cozza (1605-1682), Abraham Brueghel (1631-1697), Girolamo Donnini (1681-1743), Arcângelo Foschini (1771- 1834) e Giovanni Lanfranco (1582-1647) exibem temas religiosos, mitológicos e paisagísticos, além de retratos e naturezas-mortas. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro, 2240-0068, Metrô Cinelândia. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 17h. R$ 5,00. Grátis aos domingos. Até dia 22.

ETERNAMENTE DULCINAUMA VIDA DEDICADA AO TEATRO. Atriz, diretora, produtora e educadora, Dulcina de Moraes (1908-1996) tornou-se célebre ao interpretar personagens como Cleópatra (na peça César e Cleópatra, de Bernard Shaw), Sadie Thompson (na montagem de Chuva, de John Colton e Clemence Randolph) e Madame Vidal (no espetáculo O Amante de Madame Vidal, de Louis Verneuil). Montada em sua homenagem, esta mostra com curadoria do designer Nando Cosac reúne 39 fotografias que retratam aspectos profissionais e pessoais da artista, além de figurinos, adereços, baús de viagens, sapatos, cartas e documentos. Caixa Cultural – Teatro Nelson Rodrigues. Avenida Chile, 230, Centro, 2262-8152, Metrô Carioca. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado e domingo, 14h às 18h. Grátis. Até domingo (15).

EXPOSIÇÃO DE VERÃO 6. Coletiva com novos talentos da arte contemporânea. Voltada na edição anterior para a pintura, a mostra exibe desta vez trabalhos tridimensionais de seis artistas selecionados pela curadora Juliana Cintra. André Komatsu apresenta uma série de desenhos em tinta látex descascada da parede. Débora Bolsoni participa com uma obra suspensa e uma instalação que cobre o chão da galeria de pipocas feitas de porcelana. Felipe Cohen exibe três esculturas; Daniel Steegmann comparece com 100 pequenas aquarelas; João Paulo Leite traz a instalação Água Mineral, recriação de uma queda-d'água com peças de acrílico, e o artista paulista Marcius Galan ocupa todo o espaço do Box 4 com uma escultura e a instalação Seção Diagonal. R$ 1.000,00 a R$ 15.000,00. Silvia Cintra Galeria de Arte e Box 4. Rua Teixeira de Melo, 53, loja D, Ipanema, 2521-0426. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 16h. Até sábado (14). www.silviacintra.com.br e www.galeriabox4.com.

FÁBIO CARDOSO. Individual do pintor paulistano radicado no Rio, Pas Toi ("patuá" na pronúncia e "você não", em uma livre tradução do francês) reúne dez trabalhos. Neles, o artista imprime silhuetas de objetos de seu ateliê como pincéis, espátulas e outras ferramentas sobre a tela coberta de tinta. Essas obras são o desdobramento da pesquisa desenvolvida por Cardoso desde 2002, quando participou da Bienal de São Paulo. A partir de R$ 11.000,00. Lurixs Arte Contemporânea. Rua Paulo Barreto, 77, Botafogo, 2541-4935. Segunda a sexta, 14h às 19h. Sábado, mediante agendamento. Grátis. Até 3 de abril.

GRÁFICOS RIO. A mostra promove um feliz encontro entre profissionais da ilustração e da gravura. Estão expostos cinquenta trabalhos de dezoito artistas de estilos e gerações diversos. Idealizador do projeto, o argentino Trimano exibe um belo múltiplo da série Estigmas. Rizza Conde, dedicada à xilogravura desde 1964, surpreende apresentando duas criações em metal. Um dos destaques em meio aos nomes mais novos, Pedro Sánchez, do grupo Cavalo Preto, comparece com uma instigante obra em técnica mista. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro, 2240-0068, Metrô Cinelândia. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 17h. R$ 5,00. Grátis aos domingos. Até dia 29.

HÉLIO OITICICA: PENETRÁVEIS. Individual póstuma com seis trabalhos de Hélio Oiticica (1937-1980), por ele batizados de manifestações ambientais – conceito que três décadas depois desembocou nas onipresentes instalações. Construídas com a junção de unidades denominadas penetráveis, ou PN, essas criações convidam o visitante a experimentar em seu interior diferentes texturas de materiais e variadas sensações com cores, sons e aromas. O percurso começa no 3º andar, com a PN 1, a famosa Tropicália e Éden. No 2º pavimento estão as inéditas no Brasil Rhodislândia e Macaleia, que homenageia o músico Jards Macalé. Fechando o circuito, no térreo, Rijanviera leva o observador a caminhar descalço sobre uma trilha d'água. Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rua Luís de Camões, 68, Praça Tiradentes, 2242-1012, Metrô Presidente Vargas. Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, domingo e feriado, 11h às 17h. Grátis. Até 21 de junho.

LUCIA LAGUNA. Incluída entre os cinco vencedores do prêmio CNI-Sesi Marcantonio Vilaça de 2006, esta campista radicada no Rio apresenta sua segunda individual. Lucia Laguna mostra trabalhos inspirados nos ambientes de seu próprio ateliê. Da produção iniciada há três anos foram escolhidas três telas em técnica mista e de grande escala, como Estúdio Nº 23 e Estúdio Nº 24, além de uma instalação constituída de seis obras da série Pequenos Formatos. R$ 5.000,00 a R$ 30.000,00. Laura Marsiaj Arte Contemporânea. Rua Teixeira de Melo, 31 C, Ipanema, 2513-2074. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 16h. Grátis. Até sábado (14). www.lauramarsiaj.com.br.

RICO LINS. Designer carioca radicado em São Paulo, o artista premiado mundo afora realiza a retrospectiva Rico Lins: uma Gráfica de Fronteira, com curadoria de Agnaldo Farias. A mostra reúne 100 trabalhos produzidos em quase trinta anos de carreira, iniciada nos jornais Le Monde e Libération, em Paris, nos idos de 1979. Estão no acervo ilustrações criadas para revistas como a americana Time e a alemã Kultur Revolution, além de capas elaboradas para livros – entre outros, A Menina e o Boto, de Dira Paes – e CDs de Miles Davis a Gilberto Gil. Caixa Cultural. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, 2544-7666, Metrô Carioca. Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até domingo (15).

RITA MANHÃES. Individual da pintora fluminense, Impuro Jardim reúne onze trabalhos em grandes formatos, sendo três dípticos. Rita utiliza tinta acrílica, a óleo, esmalte sintético e colagem sobre lona automotiva para produzir as obras. Suas telas mesclam elementos figurativos – paisagens do Rio – com temas abstratos. Galeria de Arte IBEU. Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 690, 2º andar, Copacabana, 3816-9400, Metrô Siqueira Campos. Segunda a sexta, 13h às 19h. Grátis. Até 3 de abril. www.ibeu.org.br.

ROBERTO BURLE MARX 100 ANOSA PERMANÊNCIA DO INSTÁVEL. Grande retrospectiva com objetos, pinturas e projetos paisagísticos que marca o início da celebração do centenário de Roberto Burle Marx (1909-1994) – ele nasceu no dia 4 de agosto. Com curadoria de Lauro Cavalcanti, a mostra reúne 335 peças entre cerâmicas, tapeçarias, esboços de cenários para teatro, belíssimos painéis de tecido pintado e oitenta pinturas, a exemplo de Mulher de Combinação Rosa (1933), um dos seus mais belos óleos da fase acadêmica, e a última tela, inacabada, com motivos abstratos e sem título, de 1993. Reserve disposição para acompanhar os textos da linha do tempo que explicam um bocado sobre o artista e sua época. Paço Imperial, Praça Quinze, 48, Centro, 2533-4407. Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até dia 22.

RUBEM GRILO. Um dos mais importantes gravadores brasileiros, o artista mineiro de 62 anos assina a curadoria de sua maior individual, Rubem Grilo Xilográfico (1985-2009). São 180 trabalhos produzidos no período em que ele acredita ter conquistado a autonomia artística. Além de 167 xilogravuras, o acervo reúne treze matrizes em madeira, a exemplo de Náufragos Anônimos e Gnosis. Caixa Cultural. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, 2544-7666, Metrô Carioca. Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 12 de abril. www.caixacultural.com.br.

SAMSON FLEXOR. Individual do romeno naturalizado francês, e depois brasileiro, Samson Flexor (1907-1971). Batizada Aquarelas e Desenhos, a mostra reúne 98 criações, produzidas em sua maioria na década de 60. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, 3284-7400. Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até 19 de abril. www.ims.com.br.

VINTE ANOS SEM CHICO MENDES. Mostra integrante da série de eventos que marca as duas décadas de morte de Francisco Alves Mendes Filho (1944-1988), o líder seringueiro e ecologista Chico Mendes. Com curadoria de Elenira Mendes – filha mais velha do homenageado, atualmente com 24 anos – e cenografia assinada pelo arquiteto João Uchôa e pela artista plástica Ana Durães, a exposição pretende contar a história do ambientalista em quatro espaços temáticos. Jardim Botânico – Museu do Meio Ambiente. Rua Jardim Botânico, 1008, 3874-1808. Terça a domingo, 10h às 18h. Grátis. Estac.: R$ 7,00 (carros) e R$ 2,00 (motos). Até domingo (15). www.jbrj.gov.br.

 

FOTOGRAFIA

DIREITOS HUMANOSA DECLARAÇÃO DA VIDA. Mostra temática que marca os sessenta anos da Declaração dos Direitos Humanos, assinada em Paris durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. O acervo reúne 64 fotografias selecionadas pelos curadores Milton Guran e Melanie Guerra, separadas em oito módulos. No maior deles aparecem trinta imagens realizadas por catorze profissionais, entre eles Evandro Teixeira e Custódio Coimbra, que representam artisticamente o número de artigos da declaração universal. Completam o acervo sete ensaios, a exemplo dos impactantes Micro-ondas, de Rogério Reis, e Universidade Federal, de Walter Carvalho, e do poético Bala Perdida, de Anna Kahn. Centro Cultural da Justiça Eleitoral. Rua Primeiro de Março, 42, Centro, 2253-7566. Quarta a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 9 de abril.

ITINERARIUM: PELO CAMINHO DE SANTIAGO EM CASTILLA E LEÓN. A peregrinação realizada a Santiago de Compostela, desde o século IX, por milhares de fiéis que percorrem a pé 800 quilômetros de leste a oeste na Espanha, no famoso Caminho de Santiago, é o tema desta coletiva com trabalhos de cinco artistas. Os brasileiros Guy Veloso, Rodrigo Petrella e Vik Muniz apresentam 34 fotografias, enquanto os espanhóis Ángel Marcos e Eduardo Margareto exibem 32 imagens. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, 2253-1580. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 29.

LINGUAGEM DE TRAVESSIA. Coletiva com trabalhos de doze tarimbados fotógrafos integrantes do Ñ Grupo. Há interessantes criações, a exemplo do objeto em alto-relevo Sem Saída 3, de Valéria Costa Pinto; da composição Negativo VI, de Ana Vitória Mussi; e de duas obras sem título, com flagrantes borrados do Carnaval, realizadas pela dupla Soundsystem, de Franz Manata e Saulo Laudares. Ainda merecem atenção as duas imagens com nuvens de Leonardo Ramadinha, da série Cúmulus, as obras em light painting de Renan Cepeda, Casa e Árvore e Árvore e Casa, além da ousada série Blue Azul, de Vitor Arruda, que também é curador da mostra. Centro Cultural Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro, 3212-2550, Metrô Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 22.

OTTO STUPAKOFF. Individual do paulistano de 73 anos, considerado um profissional pioneiro em ensaios fotográficos de moda no Brasil. Stupakoff conquistou fama internacional em 1965, quando se mudou para Nova York e passou a publicar editoriais em revistas como Harper's Bazaar, Vogue, Life e Cosmopolitan. Registros desse período integram as 65 imagens expostas, entre elas curiosos retratos da atriz Sharon Tate (1979), do escritor americano Truman Capote (1970) e de um ainda jovem Jack Nicholson (1952), além da instigante Medusa, feita para o livro Art to Wear, de 1986. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, 3284-7400. Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até 19 de abril. www.ims.com.br.

VIK MUNIZ. Grande retrospectiva com trabalhos do artista paulistano de 47 anos, radicado nos Estados Unidos há 25. Batizada apenas como Vik, a mostra reúne 131 trabalhos fotográficos constituídos de mais de 200 imagens – há vários trípticos – em médios e grandes formatos. Marca registrada de Muniz, suas obras figurativas são compostas de materiais inusitados, como sucata de equipamentos de informática, brinquedos, geleia, chocolate, caviar e diamantes. Pedras preciosas, por exemplo, reproduzem o rosto da atriz Elizabeth Taylor na série Diamond Divas, de 2004. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, 2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 8,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 4,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se apenas R$ 8,00 por grupo. Até dia 22. www.mamrio.com.br.


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