Exposições
Carlos Henrique Braz
Em nome do pai
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Descendente de família síria, Hilal Sami Hilal tem mais de três décadas de carreira e trabalhos em importantes acervos do país, como a Galeria do Século XX do Museu Nacional de Belas Artes. Esse artista plástico capixaba de 55 anos traz para o Rio a mostra Seu Sami, vista por 17?000 pessoas no Museu da Vale, em Vitória, e concebida em homenagem ao seu pai, que morreu quando ele tinha 12 anos. Espalhada por todo o 2º andar do MAM, a exposição é composta de seis enormes instalações, a exemplo de Sherazade (foto). Inspirada nos contos do clássico As Mil e Uma Noites, a obra foi construída com o entrelaçamento das páginas de 400 livros.
Hilal Sami Hilal. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 18 de maio. A partir de quarta (19). www.mamrio.com.br.
Os muitos talentos de Antônio Parreiras
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Pioneiro da decoração – foi um requisitado pintor de interiores –, famoso tanto por delicadas marinhas quanto pelos murais que criou em prédios públicos, Antônio Parreiras (1860-1937) tornou-se um dos artistas mais populares do país nos anos 20 do século passado. Sessenta de suas obras compõem a mostra que vai ocupar a Caixa Cultural nesta semana. O painel Alegoria a Apollo e às Deusas das Horas, que enfeita o Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, e afrescos presentes na Sala Leopoldo Miguez, na Escola de Música da UFRJ, serão representados por estudos em óleo sobre tela. Também integram a retrospectiva as pinturas Tormenta (foto) e Rochedo em Alto Mar, além de raridades como o auto-retrato que ilustra a capa do livro História de um Pintor Contada por Ele Mesmo, de Parreiras, publicado em 1926.
Antônio Parreiras – História de um Pintor Contada por Ele Mesmo. Caixa Cultural (Galeria 1). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro,
2544-7666, Metrô Carioca.
Terça a domingo, 10h às 22h. Grátis. Até 27 de abril. A partir de terça (18). www.caixacultural.com.br.
ESTRÉIA
BICHOS. Essa mostra com curadoria de Anna Paola Baptista reúne 88 obras da coleção dos museus Castro Maya inspiradas no mundo animal. É um acervo de respeito: Picasso comparece com a gravura O Cervo, Miró é o autor da tela O Galo e Matisse assina a gravura O Cavalo, a Amazona e o Palhaço. Carneiro Jassmin, tela de Portinari, e Vista da Vila de Itu, Caminho de Sorocaba, aquarela de Debret, também estarão presentes. Rica, a coletânea inclui ainda cerâmicas de Mestre Vitalino, livros do século XIX e esculturas como Carpas Enlaçadas, da dinastia Ming (século XIV-XVI). Museu da Chácara do Céu. Rua Murtinho Nobre, 93, Santa Teresa,
2224-8981. Segunda e quarta a domingo, 12h às 17h. R$ 2,00. Estac. Grátis para menores de 65 anos e grupos escolares. Grátis às quartas. Até 30 de junho. A partir de quinta (20). www.museuscastromaya.com.br.
EM CARTAZ
src="http://veja.abril.com.br/vejinhas_2002/imagens/estrelaFilmes.gif" /> CESARE BERLINGERI. São mais de 100 obras, pinturas e esculturas produzidas entre 1967 e 2007 por esse artista italiano que vive e trabalha na Calábria. Cores básicas, o azul e o vermelho predominam nos objetos de parede construídos em técnica mista, com telas pintadas a óleo e recheadas, num formato parecido com o de almofadas. Há também quadros de grandes dimensões, onde é possível notar as camadas de tecidos superpostos. O destaque é a instalação que ocupa uma parede lateral do salão, com 21 telas dobradas, todas brancas e desenhadas em preto. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944.
Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até domingo (23). www.mamrio.com.br.
DARWIN: DESCUBRA O HOMEM E A TEORIA REVOLUCIONÁRIA QUE MUDOU O MUNDO. Um rápido percurso pela vida e obra do naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) pode ser feito nessa mostra. São 400 itens, entre objetos, documentos, filmes e espécies vivas, como sapos, iguanas e orquídeas-. Na mostra, que tem curadoria de Niles Eldridge, diretor do Museu de História Natural de Nova York, também há reconstituições de cenários como a sala de estudos na famosa Down House, casa de campo na cidade de Downe, a 25 quilômetros de Londres, onde Darwin escreveu a Teoria da Evolução e o livro A Origem das Espécies, em 1859. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro,
2550-9220.
Terça a sexta, 9h às 18h; sábado, domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 10,00 (por aluno, em visita monitorada a grupos de até 24 pessoas) e R$ 15,00. Crianças menores de 7 anos, pessoas com mais de 60 anos e grupos agendados de escolas públicas não pagam. Até 13 de abril. www.darwinbrasil.com.br.
FILE RIO – FESTIVAL INTERNACIONAL DE LINGUAGEM ELETRÔNICA. Leia em Veja Rio Recomenda. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo,
3131-3060, Metrô Largo do Machado.
Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até dia 30.
MARCELLO GRASSMANN. Gravador, desenhista e ilustrador, esse paulista com 82 anos de idade apresenta retrospectiva com mais de 100 trabalhos produzidos em todas as fases de sua carreira de mais de seis décadas. Grassmann participou da badalada Bienal de Veneza, em 1950, e da primeira Bienal de São Paulo, em 1951, entre 427 individuais e coletivas, sendo 116 no exterior. Seus trabalhos construídos com nanquim, sépia, extrato de nogueira ou crayon costumam conjugar figuras humanas com animais. Nas produções mais recentes, imagens femininas aparecem ao lado de bichos exóticos, saídos da imaginação do artista. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea,
3284-7400.
Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até 4 de maio. www.ims.com.br.
MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES. Parcialmente aberto à visitação, enquanto prosseguem as complexas obras de restauro do prédio, o museu exibe o importante acervo da Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea. Inaugurado em dezembro de 2006, o espaço instalado no 3º e no 4º andar abriga exemplares de um período de rica produção nacional que vai de 1904 até 2006. Estão ali telas como Colonos, de Di Cavalcanti, além de trabalhos de Goeldi, Carlos Oswald, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Portinari, Fayga Ostrower, Pancetti, Abraham Palatnik, Daniel Senise, Gonçalo Ivo, Manfredo Souzaneto e Luis Áquila. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro,
2240-0068, Metrô Cinelândia.
Terça a sexta, 10h às 18h. Grátis. Entrada pela Rua Araújo Porto Alegre, 80. Exposição permanente. Fecha sexta (21).
UM NOVO MUNDO, UM NOVO IMPÉRIO: A CORTE PORTUGUESA NO BRASIL. Pinturas, gravuras, objetos e documentos, como a carta de elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves, estão expostos nessa grande mostra comemorativa pelos 200 anos da chegada da família real. Entre as peças de mobiliário, uma das mais curiosas é a cadeira acústica usada por dom João VI- – que tinha deficiência auditiva – para ouvir melhor os súditos. Também há belas pinturas como a Chegada de D. João VI a Salvador, pintada por Portinari em 1952, e Chegada da Família Real de Portugal, óleo sobre tela que reconstitui a entrada da frota na Baía de Guanabara, criada em 1999 pelo pintor da Marinha inglesa Geoff Hunt, com base em informações do diário de bordo dos viajantes da época. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro,
2550-9220.
Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriado, 10h às 18h. R$ 6,00. Menores de 5 anos e maiores de 65 anos não pagam. Grátis aos domingos. Até 8 de junho.
OSCAR NIEMEYER ARQUITETO BRASILEIRO CIDADÃO. Coletiva com trabalhos do próprio Niemeyer e de artistas plásticos que produziram esculturas, painéis e murais para várias construções assinadas por ele, como Bruno Giorgi, Alfredo Ceschiatti, Portinari, Athos Bulcão, Franz Weissmann, Tomie Ohtake e José Pedrosa. Com curadoria de Marcus Lontra e realização do Instituto Tomie Ohtake, a exposição conta com o acréscimo de criações de artistas pertencentes à Coleção João Sattamini, entre eles Aluísio Carvão, Beatriz Milhazes, Ione Saldanha, Ivan Serpa, Joaquim Tenreiro, Lygia Clark, Paulo Roberto Leal e Sérgio Camargo. Museu de Arte Contemporânea. Mirante da Boa Viagem, s/nº, Niterói,
2620-2400.
Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 4,00. A bilheteria fecha quinze minutos antes. Crianças de até 7 anos e estudantes até o ensino médio não pagam. Grátis às quartas. Até dia 30.
PREMIO PROJÉTEIS FUNARTE DE ARTE CONTEMPORÂNEA. Coletiva com trabalhos de cinco artistas, de um total de 24 selecionados entre 372 inscritos no projeto. Destaque para as duas séries de esculturas em cerâmica de Laerte Ramos, construídas em preto-e-branco e intituladas Acesso Negado e Acesso Negrado; além das duas séries de pinturas em técnica mista de Lívia Flores, chamadas Telas – Como Fazer Cinema sem Filme? Completam a mostra a série de objetos e fotografias sem título do carioca Romano, inspirada no universo da publicidade; a divertida videoinstalação do curitibano Goto, Desligare, misto de documentário e ficção, que reúne 115 situações nas quais um aparelho de TV é desligado; e a instalação Trajetória, da mineira Adriana Maciel, composta de 100 pinturas idênticas sobre madeira. Palácio Gustavo Capanema – Galerias da Funarte. Rua da Imprensa, 16, Centro,
2279-8085, Metrô Cinelândia.
Segunda a sexta, 10h às 18h. Grátis. Até 18 de abril. Fecha na sexta (21).
RAFAEL ALONSO. Individual do artista plástico carioca com pinturas e objetos influenciados pelo neoconcretismo brasileiro e pela minimal art americana. Na mostra, Linhas é um painel de 1,5 metro por 2,1 metros composto por 35 tabuleiros de madeira recobertos por elásticos usados em bancos para atar maços de dinheiro. Na série de pinturas-objetos intitulada Tampas são reproduzidos os grafismos das fitas adesivas usadas por camelôs para reforçar caixas de isopor. R$ 1.500,00 a R$ 8.000,00. Amarelonegro Arte Contemporânea. Rua Visconde de Pirajá, 111, loja 6, Ipanema,
2247-3086. Segunda a sexta, 11h às 20h; sábado, 10h às 14h. Grátis. Até quinta (20).
RIO DE JANEIRO, CAPITAL DE PORTUGAL. Calcada nas comemorações pelos dois séculos da chegada da família real, essa mostra tem enfoque no impacto da vinda de dom João e sua corte na transformação dos costumes, na economia, na moda, na culinária e no urbanismo da cidade no começo do século XIX. Além de gravuras de Debret, o acervo iconográfico oferece um toque de bom humor, exibindo, por exemplo, uma série de retratos de dom João e Carlota Joaquina que, retocados a pedido dos clientes, resultam em uma galeria de personagens embelezados. Ao fim do percurso o visitante poderá levar duas receitas de 200 anos criadas por Lucas Rigaud, que foi cozinheiro de dona Maria, a Louca. Arte Sesc. Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo,
3138-1343, Metrô Flamengo.
Terça a sábado, 12h às 20h; domingo, 11h às 17h. Grátis. Até 5 de maio.
RUGENDAS, UM OLHAR INAUGURAL. Pintor e desenhista alemão, Johann Moritz Rugendas (1802-1858) esteve no Brasil em 1821, contratado pela expedição científica do barão de Langsdorff para registrar paisagens, costumes, habitantes das cidades e índios. Parte desse material foi reunida no livro Voyage Pittoresque Dans le Brésil (Viagem Pitoresca Através do Brasil), editado pela primeira vez em 1835, em Paris. Nesta mostra estão cinqüenta litografias extraídas da publicação, como Índios em Acampamento, Casal de Negros em uma Plantação e Capitão-do-Mato. Através de projeções dessas mesmas obras, em grande escala, é possível perceber a riqueza dos detalhes dos registros. Centro Cultural da Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro,
3212-2550, Metrô Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 28. Fecha na sexta (21).
OS TRÓPICOS VISÕES A PARTIR DO CENTRO DO GLOBO. Relíquias trazidas do conceituado Museu Etnológico de Berlim e trabalhos de 23 artistas contemporâneos dividem o espaço para representar culturas díspares de países na África, na Ásia, nas Américas e na Oceania, todos na faixa do planeta entre os trópicos de Capricórnio e de Câncer. São ao todo 130 antiguidades, além de 87 pinturas, desenhos, fotografias, esculturas, vídeos e instalações. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro,
3808-2020.
Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 4 de maio. Fecha sexta (21).
FOTOGRAFIA
CHRISTIANA CARVALHO. Na mostra Galeões do Asfalto, a fotógrafa paulistana apresenta 35 registros digitais, com impressionantes imagens captadas daquelas telas de náilon que recobrem edifícios em obras. Christiana produziu os trabalhos entre 2006 e 2007 em ruas de São Paulo e de Buenos Aires, a partir da constatação de que esses materiais lembram imensas velas de galeões quando infladas pelos ventos. R$.3.000,00 a R$ 6.000,00. Grátis. Até 1º de abril. Fecha sexta (21).
FAMÍLIA FERREZ: NOVAS REVELAÇÕES. Ampla mostra que ocupa quatro salas do 2º andar do CCBB, com 396 registros inéditos feitos por três gerações dos Ferrez entre 1912 e 1958, Marc (1843-1923), seus filhos Luciano (1884-1955) e Júlio (1881-1946) e o neto Gilberto (1908- 2000). Antigas paisagens cariocas estão entre as 170 ampliações nas paredes e as 226 restantes estão distribuídas em dez álbuns que podem ser manuseados. Há retratos de França, Suíça e Senegal e dos estados da Bahia, Minas, Goiás, Pernambuco e Acre, mas o destaque da mostra é a sala com trinta fotografias que documentam o desmonte do carioca Morro do Castelo. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro,
3808-2020.
Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 27 de abril. Fecha sexta (21).
O RIO DE JANEIRO DE AUGUSTO MALTA NO ACERVO DO INSTITUTO MOREIRA SALLES. Nesta mostra estão cinqüenta fotografias e uma projeção multimídia com imagens feitas por Augusto Malta (1864-1957), considerado o autor da mais importante documentação fotográfica do Rio feita nas três primeiras décadas do século XX. Contratado pelo prefeito Pereira Passos em 1903, Malta registrou a construção da Avenida Central (atual Rio Branco), a inauguração do Campo de São Cristóvão, a Exposição Nacional de 1908, a Exposição do Centenário da Independência de 1922 e o desmonte do Morro do Castelo, além de festas populares, como o Carnaval. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea,
3284-7400.
Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até 15 de junho. www.ims.com.br.