Exposição
Carlos Henrique Braz
Conversa colorida
Divulgação
Inspirado pelo diálogo artístico que mantém com seus colegas, mas bagunçando a conversa como na antiga brincadeira do telefone sem fio, o fotógrafo e pintor americano John Nicholson concebeu a coletiva Zoom. Foi dele o primeiro passo. "Em um encontro no caminho dos pescadores, no Leme, tirei uma foto dos outros seis artistas envolvidos no projeto e fiz uma aquarela baseada naquele retrato", conta o artista, de 57 anos, radicado no Rio há três décadas. Resultado do trabalho, a tela Zoom no Leme (foto) serviu para que Andréa Canto se apropriasse de elementos pictóricos de Nicholson e criasse sua própria obra. Completam essa ciranda coloridas pinturas de Jean-Baptiste Déchery, Cássia Castro, Ni da Costa, Ana Rondon e Patrícia Norman.
ZOOM – COLETIVA DE PINTURAS. Centro Cultural Candido Mendes. Rua Joana Angélica, 63, Ipanema,
2523-4141, ramal 206. Segunda a sexta, 14h às 20h; sábado, 16h às 20h. Grátis. Até 5 de abril. A partir de terça (11).
CESARE BERLINGERI. Italiano que vive e trabalha na Calábria, Berlingeri apresenta mais de 100 obras, pinturas e esculturas produzidas entre 1967 e 2007. Um dos destaques do acervo é a inédita instalação de 21 telas dobradas, todas brancas e desenhadas em preto, que fluem da parede para outros planos inclinados. Há também quadros de grandes formatos, nos quais é possível notar as camadas de tecidos superpostos. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944.
Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até dia 23. www.mamrio.com.br.
CLEONE AUGUSTO. Na mostra Busca, a artista plástica, discípula de Celeida Tostes na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, apresenta duas obras de forte apelo visual. Uma delas, em formato de poço, pesa 2,5 toneladas e está instalada dentro de uma antiga cela. Outra é constituída de 8.000 peças de cerâmica dispostas no chão, com tamanhos variando de poucos milímetros a 30 centímetros. Centro Cultural da Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro,
3212-2550, Metrô Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 30.
DARWIN: DESCUBRA O HOMEM E A TEORIA REVOLUCIONÁRIA QUE MUDOU O MUNDO. Vida e obra do naturalista inglês Charles Darwin (1809- 1882) são representadas em 400 itens, como objetos, documentos, filmes e espécies vivas, a exemplo de sapos, iguanas e orquídeas-. Na mostra, que tem curadoria de Niles Eldridge, diretor do Museu de História Natural de Nova York, há algumas curiosas reconstituições de cenários. Uma delas é a sala de estudos onde Darwin escreveu a teoria da evolução e o seu livro A Origem das Espécies, em 1859. Também são retratados os locais onde o cientista catalogou animais e plantas no Rio e em Salvador, durante sua expedição de 1832. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro,
2550-9220.
Terça a sexta, 9h às 18h; sábado, domingo e feriado, 10h às 18h. R$ 10,00 (por aluno, em visita monitorada de grupos de até 24 pessoas) e R$ 15,00. Crianças menores de 7 anos, pessoas com mais de 60 e grupos agendados de escolas públicas não pagam.. Até 13 de abril. www.darwinbrasil.com.br.
FILE RIO – FESTIVAL INTERNACIONAL DE LINGUAGEM ELETRÔNICA. Maior festival nacional de arte e tecnologia, a mostra rea-lizada há oito anos em São Paulo ganha sua terceira edição na cidade. Artistas do Brasil, Argentina, Bélgica, China, Estados Unidos e Venezuela apresentam trabalhos em vídeo, animação computadorizada, filmes interativos, fotografias em 360 graus, robótica e outras manifestações de novas mídias eletrônico-digitais, como net art e web art. A dupla de brasileiros Cicero Silva e Marcos Khoriati apresenta uma instalação em GPS art com intervenções em imagens de satélite das cidades de Porto Alegre e Rio captadas no site Google Maps. Também estão expostos os grafites eletrônicos do chinês Jiacong Yan, além de trabalhos do americano Jed Berk, do belga Yacine Sebti, do venezuelano Ernesto Klar e do argentino Leonardo Solaas, entre outros. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo,
3131-3060, Metrô Largo do Machado.
Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até dia 30.
GENEALOGIA E HERÁLDICA FONTES DOCUMENTAIS DA TORRE DO TOMBO PARA A HISTÓRIA DO BRASIL. Composta de 54 documentos originais, essa mostra, já exibida em Portugal em outubro de 2004, revela um pouco da nossa história através de registros heráldicos (brasões) e genealógicos de personalidades célebres. Entre as famílias antigas e tradicionais que se destacaram na construção do Brasil estão os Sousa, Pereira, Melo, Silva e Albuquerque. Uma das peças históricas é o Tratado de Paz e Amizade, assinado em 1825, que reconheceu a independência do Brasil. Arquivo Nacional. Praça da República, 173, Centro,
2179-1291. Metrô Central.
Segunda a sexta, 8h às 18h. Grátis. Até 30 de maio.
GISELA MILMAN. São onze trabalhos inéditos entre pinturas, objetos e instalações inspirados no livro A Alma Imoral, de Nilton Bonder, e na peça homônima adaptada e interpretada por Clarice Niskier. Assim como na publicação e no espetáculo teatral, em que são reformulados os significados de corpo e alma, tradição e traição, Gisela busca plasticamente esse contraponto rasgando o suporte (a tela) e deixando aparente o chassi (base de madeira que sustenta a obra) para mostrar as estruturas formais e as características dos materiais. Centro Cultural Solar de Botafogo. Rua General Polidoro, 180, Botafogo,
2543-5411.
Terça a sexta, 15h às 20h; sábado, 16h às 21h. Grátis. Até 6 de maio. www.solardebotafogo.com.br.
MARCELLO GRASSMANN. Leia em Veja Rio Recomenda. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea,
3284-7400.
Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até 4 de maio. www.ims.com.br.
MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES. Enquanto prosseguem as complexas obras de restauro do prédio, o museu está parcialmente aberto à visitação. Inaugurada em dezembro de 2006, a Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea abriga exemplares de um período de rica produção nacional que vai de 1904 a 2006. Estão ali telas como Colonos, de Di Cavalcanti, além de trabalhos de Goeldi, Carlos Oswald, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Portinari, Fayga Ostrower, Pancetti, Abraham Palatnik, Daniel Senise, Gonçalo Ivo, Manfredo Souzaneto e Luis Áquila. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro,
2240-0068, Metrô Cinelândia.
Terça a sexta, 10h às 18h. Grátis. Entrada pela Rua Araújo Porto Alegre, 80. Exposição permanente.
UM NOVO MUNDO, UM NOVO IMPÉRIO: A CORTE PORTUGUESA NO BRASIL. Grande mostra que comemora os 200 anos da chegada da família real com objetos, pinturas, gravuras e documentos, como a carta de elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves. Entre as peças de mobiliário, uma das mais curiosas é a cadeira acústica usada por dom João VI- – que tinha deficiência auditiva – para ouvir melhor os súditos. Também há belas pinturas, como a Chegada de D. João VI a Salvador, feita por Portinari em 1952, e Chegada da Família Real de Portugal, óleo sobre tela que reconstitui a entrada da frota na Baía de Guanabara, criada em 1999 pelo pintor da Marinha inglesa Geoff Hunt a partir de informações do diário de bordo dos viajantes da época. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro,
2550-9220.
Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 6,00. Menores de 5 anos e maiores de 65 anos não pagam. Grátis aos domingos. Até 8 de junho.
OSCAR NIEMEYER ARQUITETO BRASILEIRO CIDADÃO. Obras de arte, fotografias e esboços de projetos compõem essa mostra coletiva com trabalhos do próprio Niemeyer e de artistas plásticos que produziram esculturas, painéis e murais para várias construções por ele assinadas, como Bruno Giorgi, Alfredo Ceschiatti, Portinari, Athos Bulcão, Franz Weissmann, Tomie Ohtake e José Pedrosa. Com curadoria de Marcus Lontra e realização do Instituto Tomie Ohtake, a exposição conta com o acréscimo de criações de nove artistas pertencentes à Coleção João Sattamini, entre eles Aluísio Carvão, Beatriz Milhazes, Ione Saldanha, Ivan Serpa, Joaquim Tenreiro, Lygia Clark, Paulo Roberto Leal e Sérgio Camargo. Museu de Arte Contemporânea. Mirante da Boa Viagem, s/nº, Niterói,
2620-2400.
Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 4,00. A bilheteria fecha quinze minutos antes. Crianças de até 7 anos e estudantes até o ensino médio não pagam. Grátis às quartas. Até dia 30.
PRÊMIO PROJÉTEIS FUNARTE DE ARTE CONTEMPORÂNEA. Terceira edição do projeto, exibe trabalhos de 24 artistas selecionados entre 372 inscritos, apresentados em cinco diferentes exposições ao longo do ano. O quinteto dessa coletiva é formado pelo carioca Romano, que traz uma série de fotografias sem título inspiradas no universo da publicidade; por Lívia Fores, com duas séries de pinturas em técnica mista chamadas Telas – Como Fazer Cinema sem Filme?; por Laerte Ramos em duas séries de esculturas em cerâmica e em branco-e-preto intituladas Acesso Negado e Acesso Negrado; pelo curitibano Goto com o vídeo Desligare, misto de documentário e ficção, que reúne 115 situações nas quais um aparelho de TV é desligado; e pela mineira Adriana Maciel com a instalação Trajetória, composta de 100 pinturas idênticas sobre madeira. Palácio Gustavo Capanema – Galerias da Funarte. Rua da Imprensa, 16, Centro,
2279-8085 e 2275-4362, Metrô Cinelândia.
Segunda a sexta, 10h às 18h. Grátis. Até 18 de abril.
RAFAEL ALONSO. Primeira individual do jovem artista plástico carioca cuja produção é influenciada pelo neoconcretismo brasileiro e pela minimal art americana. Ele exibe os trabalhos Linhas, um painel de 1,5 metro por 2,1 metros composto de 35 tabuleiros de madeira recobertos por elásticos usados em bancos para atar maços de dinheiro, e a série de pinturas-objetos intitulada Tampas, que reproduz os grafismos das fitas adesivas usadas por camelôs para reforçar caixas de isopor. R$ 1.500,00 a R$ 8.000,00. Amarelonegro Arte Contemporânea. Rua Visconde de Pirajá, 111, loja 6, Ipanema,
2247-3086. Segunda a sexta, 11h às 20h; sábado, 10h às 14h. Grátis. Até dia 20.
RIO DE JANEIRO, CAPITAL DE PORTUGAL. Outra mostra que marca os dois séculos da chegada da família real. O enfoque, porém, vai para o impacto da vinda de dom João e sua corte na transformação dos costumes, na economia, na moda, na culinária e no urbanismo da cidade no começo do século XIX. Além de gravuras de Debret, o acervo iconográfico oferece um toque de bom humor, exibindo, por exemplo, uma série de retratos de dom João e Carlota Joaquina que, retocados a pedido dos clientes, resultam em uma galeria de personagens embelezados. Ao fim do percurso o visitante poderá levar duas receitas de 200 anos criadas pelo ex-cozinheiro de dona Maria, a Louca, Lucas Rigaud: a sopa de abóbora à brasileira (com pedaços de toucinho e lascas de presunto) e a sopa à portuguesa (com salsa, coentro, hortelã, pão, caldo de carne e perdiz). Arte Sesc. Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo,
3138-1343, Metrô Flamengo.
Terça a sábado, 12h às 20h; domingo, 11h às 17h. Grátis. Até 5 de maio.
RUGENDAS, UM OLHAR INAUGURAL. São cinqüenta litografias do pintor e desenhista alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858). Ele esteve no Brasil em 1821, contratado pela expedição científica do barão de Langsdorff, para registrar paisagens, costumes, habitantes das cidades e índios. Parte desse material foi reunida no livro Voyage Pittoresque dans le Brésil (aqui, traduzido como Viagem Pitoresca através do Brasil), editado pela primeira vez em 1835, em Paris. Através de projeções das obras em grande escala, é possível perceber a riqueza dos detalhes de imagens como Índios em Acampamento, Casal de Negros em uma Plantação e Capitão-do-Mato. Centro Cultural da Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro,
3212-2550, Metrô Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 28.
OS TRÓPICOS – VISÕES A PARTIR DO CENTRO DO GLOBO. Trata-se de uma instigante volta ao mundo através de 130 antiguidades, ao lado de 87 pinturas, desenhos, fotografias, esculturas, vídeos e instalações. Relíquias, trazidas do conceituado Museu Etnológico de Berlim, e invenções de 23 artistas contemporâneos dividem espaço para representar culturas díspares de países da África, da Ásia, das Américas e da Oceania, todos na faixa do planeta entre os trópicos de Capricórnio e de Câncer. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro,
3808-2020.
Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 4 de maio.
FOTOGRAFIA
CHRISTIANA CARVALHO. São 35 fotografias digitais captadas pela fotógrafa paulistana a partir daquelas telas de náilon que recobrem edifícios em obras. Infladas pelo vento, lembram velas de embarcações. Na mostra Galeões do Asfalto, Christiana apresenta registros feitos entre 2006 e 2007 em ruas de São Paulo e de Buenos Aires. R$.3.000,00 a R$ 6.000,00. LGC Arte Contemporânea. Rua do Rosário, 38, Centro,
2263-7353. Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até 1º de abril.
FAMíLIA FERREZ: NOVAS REVELAÇÕES. Antigas paisagens cariocas e do interior do estado do Rio estão entre os 396 registros inéditos feitos pelas três gerações dos Ferrez de 1912 a 1958: Marc (1843-1923), seus filhos Luciano (1884- 1955) e Júlio (1881-1946) e o neto Gilberto (1908-2000). Pelas paredes de quatro salas do 2º andar do CCBB estão 170 ampliações. As 226 imagens restantes estão distribuídas em dez álbuns que podem ser manuseados. Além de retratos da França, da Suíça e do Senegal e dos estados da Bahia, de Minas, de Goiás, de Pernambuco e do Acre, a estrela da mostra é a sala com trinta fotografias que documentam o desmonte do Morro do Castelo. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro,
3808-2020.
Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 27 de abril.
O RIO DE JANEIRO DE AUGUSTO MALTA NO ACERVO DO INSTITUTO MOREIRA SALLES. Autor da mais importante documentação fotográfica do Rio, feita nas três primeiras décadas do século XX, Augusto Malta (1864-1957) foi contratado pelo prefeito Pereira Passos em 1903. Nesta mostra estão cinqüenta imagens e uma projeção multimídia com registros como os da construção da Avenida Central (atual Rio Branco), da inauguração do Campo de São Cristóvão, da Exposição Nacional de 1908, da Exposição do Centenário da Independência de 1922 e do desmonte do Morro do Castelo, além de festas populares como o Carnaval e outras atividades de lazer. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea,
3284-7400.
Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até 15 de junho. www.ims.com.br.