Exposições
Carlos Henrique Braz
A ciência imita a arte
Divulgação
Nas fotos coloridas, as imagens de formas bizarras e efeitos luminosos lembram inspiradas pinturas abstratas. Usando câmeras acopladas a potentes microscópios, neurocientistas fizeram esses registros examinando cérebros humanos e de animais. Cinquenta desses retratos inusitados compõem a mostra Paisagens Neuronais, já exibida na Espanha, nos Estados Unidos e em São Paulo. São fotos surpreendentes, como Hipocampo com Córtex Cerebral (abaixo), dos professores Tamily Weissman e Jeff Lichtman, da Universidade Harvard. Realizada pelo Instituto Cervantes, a exposição traz também vinte fac-símiles de desenhos feitos por Santiago Ramón y Cajal (1852-1934), considerado o pai da neurociência moderna e vencedor do Prêmio Nobel de Medicina em 1906.
Paisagens Neuronais. Casa da Ciência. Rua Lauro Müller, 3, Botafogo,
2542-7494. Terça a sexta, 9h às 20h. Sábado, domingo e feriados, 10h às 20h. Grátis. Até 15 de fevereiro. A partir de terça (6).
EM CARTAZ
O BARROCO NO POPULAR E O POPULAR NO BARROCO. Trabalhos confeccionados por artesãos anônimos e reconhecidos, como Mestre Vitalino e Osmundo Teixeira, integram essa exposição que pretende mostrar como o estilo barroco está presente na nossa cultura e influencia a produção da arte popular. O acervo reúne mais de sessenta peças ligadas à devoção, ao cotidiano, às festas e à fantasia, entre cerâmicas marajoaras, orixás, oratórios, presépios, imagens de santos e anjos da guarda. Caixa Cultural. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro,
2544-7666, Metrô Carioca.
Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 1º de fevereiro. www.caixacultural.com.br.
CARTOGRAFIAS DISIDENTES / VIDEOGRAFIAS INVISIBLES. Estas duas coletivas com trabalhos audiovisuais e em videoarte cumprem temporada simultânea no Oi Futuro. Com curadoria do espanhol José Miguel G. Cortés, Cartografías Disidentes é composta de criações de sete artistas e dois grupos ibero-americanos que, por meio de obras audiovisuais, lançam um olhar sobre as cidades de São Paulo, Caracas, Havana, Madri, Buenos Aires, Santiago do Chile e Bilbao. Videografías Invisibles exibe vídeos produzidos por importantes artistas contemporâneos latino-americanos divididos em cinco programas: Música para os Olhos, Exercícios contra o Esquecimento, Cine Impuro, Habitat e Imaginário Atuado. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo,
3131-3060, Metrô Largo do Machado.
Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até domingo (11).
COLEÇÃO DOM JOÃO VI. Encerrando as comemorações dos 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Brasil, essa mostra exibe alguns exemplares da coleção formada por telas que o príncipe regente trouxe na viagem, em 1808, e por outros trabalhos adquiridos durante sua permanência no país, até 1821. Produzidas, em sua maioria, entre os séculos XVII e XIX, as obras assinadas por nomes como Jan Boeckhorst (1604-1668), Francesco Cozza (1605-1682), Abraham Brueghel (1631-1697), Girolamo Donnini (1681-1743), Arcângelo Foschini (1771-1834) e Giovanni Lanfranco (1582-1647) exibem temas religiosos, mitológicos e paisagísticos, além de retratos e naturezas-mortas. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro,
2240-0068, Metrô Cinelândia.
Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 17h. R$ 5,00. Grátis aos domingos. Até 15 de fevereiro.
COLEÇÃO GILBERTO CHATEAUBRIAND MAM-RJ. Um dos mais representativos acervos do modernismo brasileiro ganhou exposição permanente. Pertencentes à Coleção Gilberto Chateaubriand, os 100 trabalhos selecionados integram a primeira de sete mostras inauguradas para comemorar o 60º aniversário do museu. Na galeria do 3º andar, o público encontra obras de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Guignard, Ismael Nery, Oswaldo Goeldi e Tarsila do Amaral, entre outros artistas, produzidas de 1915 a 1971. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944.
Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: paga-se apenas R$ 5,00 por grupo. Exposição permanente. www.mamrio.com.br.
CORPO HUMANO – REAL E FASCINANTE. Sucesso de público, com mais de 100 000 visitantes, a mostra que exibe dezesseis cadáveres e 225 órgãos humanos verdadeiros teve a temporada prorrogada. Criada pelo médico americano Roy Glover, reúne corpos e órgãos embalsamados, desidratados e submetidos a um processo conhecido como polimerização. Aplicações de silicone líquido deixam o material inodoro, com aparência e textura de plástico. Impactante, a exposição exibe, entre outros espaços, uma pequena sala com seis fetos, de sete a vinte semanas de gestação, além do módulo O Corpo Tratado, que mostra ao visitante os efeitos de procedimentos médicos e intervenções cirúrgicas. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro,
2550-9220. Terça a domingo, 9h às 18h. R$ 20,00 (às terças) e R$ 40,00. IR. A bilheteria fecha às 17h15. Até 1º de fevereiro. www.corpohumanorio.com.br.
HÉLIO OITICICA: PENETRÁVEIS. Leia em Veja Rio Recomenda. Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rua Luís de Camões, 68, Praça Tiradentes,
2242-1012, Metrô Presidente Vargas. Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, domingo e feriado, 11h às 17h. Grátis. Até 21 de junho.
JOSÉ BECHARA. O artista plástico carioca apresenta duas individuais. Nono convidado do Projeto Respiração, de intervenções de arte contemporânea no rico acervo da Fundação Eva Klabin, ele realiza ali a exposição Saudade. Em meio à coleção da casa-museu, Bechara introduziu uma série de peças, a exemplo da escada típica de área de serviço instalada na sala de jantar que dialoga com uma antiga arca em estilo gótico. Já na galeria Lurixs, ele leva ao salão principal e ao anexo as obras de Sobremirada, com trabalhos em grandes formatos como o díptico Cobre Duas, o objeto Gelosia e duas pinturas, além da escultura em alumínio Cega. A partir de R$ 9.000,00. Lurixs Arte Contemporânea. Rua Paulo Barreto, 77, Botafogo,
2541-4935. Segunda a sexta, 14h às 19h. Sábado, mediante agendamento. Grátis. Até dia 17. www.lurixs.com. Fundação Eva Klabin. Avenida Epitácio Pessoa, 2480, Lagoa,
3202-8550. Terça a domingo, 14h às 18h. R$ 10,00. Estudantes e pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 5,00. Grátis para crianças de até 10 anos. Até dia 18. www.evaklabin.org.br.
LAURA ERBER. Na mostra O Funâmbulo e o Escafandrista, a artista carioca apresenta trabalhos feitos em Paris, em 2007, durante um período de residência com bolsa da prefeitura da capital francesa. São duas instalações multimídia e um conjunto de objetos inspirados em manifestações ambivalentes que refletem o impulso para a morte. R$ 6.000,00 a R$ 16.000,00. Novembro Arte Contemporânea. Rua Siqueira Campos, 143, sobreloja 118, Copacabana,
2235-8347, Metrô Siqueira Campos. Terça a sexta, 12h às 19h; sábado, 11h às 15h. Estac. (R$ 5,00 por uma hora. Entrada pela Rua Figueiredo de Magalhães, 598). Grátis. Até sábado (10). www.novembroarte.com.
MAM 60 ANOS. Com o fim da temporada de três das exposições que celebram as seis décadas de atividades do museu – Construção, Cinemateca e Arte Brasileira 1963-1978 –, restam duas mostras de menor porte, mas de grande qualidade. Sob a curadoria de Reynaldo Roels Jr., permanecem em cartaz Formação de Coleções, que reúne obras de Anita Malfatti, Carlos Zilio, Bruno Giorgi, Jackson Pollock e Jorge de la Vega, e a remontagem parcial da mostra Pré-Bienal de Paris 1969, censurada na época pelo Departamento de Ordem Política e Social (Dops), com belíssimas fotografias de Evandro Teixeira, a exemplo de Baionetas e Libélulas (1967), a instalação de Antonio Manuel Repressão Outra Vez: Eis o Saldo, 1968, com reproduções de manchetes de jornais da época feitas em serigrafia sobre aglomerado, tecido e corda, além de um trabalho de Humberto Espíndola. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944.
Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 8 de fevereiro. www.mamrio.com.br.
ROBERTO BURLE MARX 100 ANOS – A PERMANÊNCIA DO INSTÁVEL. Grande retrospectiva com objetos, pinturas e projetos paisagísticos que marca o início das comemorações do centenário de Roberto Burle Marx (1909-1994) – ele nasceu no dia 4 de agosto. Com curadoria de Lauro Cavalcanti, a mostra reúne 335 peças entre cerâmicas, tapeçarias, esboços de cenários para teatro e oitenta pinturas, a exemplo de Mulher de Combinação Rosa (1933), um dos seus mais belos óleos da fase acadêmica, belíssimos painéis de tecido pintado e a última tela, inacabada, com motivos abstratos e sem título, de 1993. Paço Imperial, Praça Quinze, 48, Centro,
2533-4407.
Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 22 de março.
SANDRA CINTO E LIVIA FLORES. A paulista Sandra e a carioca Livia apresentam duas individuais em espaços distintos na galeria. A primeira exibe a instalação A Travessia Difícil, constituída de seis telas de diferentes tamanhos, com reproduções da pintura A Balsa da Medusa, do francês Théodore Géricault (1791-1824), e um painel em tons de azul pintado na parede da galeria e outros em telas. Já Livia expõe sete painéis em colagens de papel de presente, com motivos geométricos de efeitos ópticos. Há ainda o trabalho Rebatedor, objeto com os mesmos padrões gráficos impressos sobre um espelho. R$ 6.000,00 a R$ 40.000,00. Galeria Progetti. Travessa do Comércio, 22, Arco do Telles,
2221-9893 ou 9426-6292. Terça a sábado, 11h às 19h. Grátis. Até 21 de fevereiro.
A SEDUÇÃO DO ORIENTE: A ARTE ASIÁTICA NA COLEÇÃO DO MHN. São 210 peças procedentes da China, Japão, Coreia, Índia e da antiga Pérsia (atual Irã), de onde veio uma escultura de ferro que retrata um pavão, feita no século XIV. Também merece destaque o leque chinês do século XIX, com a representação da cena do incêndio no Palácio Imperial de Hong Kong. Dono de um dos maiores acervos do país, com cerca de 20.000 itens, o museu mantém 80% desse patrimônio guardado na reserva técnica por falta de espaço para exposição. Mostras temáticas como esta foram a solução adotada para amenizar o problema. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro,
2550-9220.
Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 6,00. Grátis para crianças menores de 5 anos e pessoas com mais de 60 anos. A bilheteria fecha às 17h15. Grátis aos domingos. Até 1º de novembro. www.museuhistoriconacional.com.br.
SEGALL REALISTA. Maior individual póstuma já realizada na cidade sobre o artista lituano, naturalizado brasileiro, Lasar Segall (1891-1957), a mostra reúne 190 trabalhos, entre pinturas, gravuras, esculturas, aquarelas e desenhos. Logo na primeira sala estão preciosidades como as telas Morro Vermelho (1926), Eternos Caminhantes (1919) e Aldeia Russa (1917). Mais adiante no percurso veem-se as enormes telas Guerra (1942), Máscaras (1938, uma alegoria inspirada na famosa Guernica, de Picasso), Pogrom (1937) e Emigrantes III (1936). Na recém-inaugurada galeria do espaço cultural foi instalada a mostra Segall e o Rio, com belíssimas gravuras, a exemplo de Rio de Janeiro I (1927), pinturas como Rua das Erradias I (1956) e, entre outros desenhos, Paisagem do Rio de Janeiro (1926). Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea,
3284-7400.
Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até 8 de fevereiro. www.ims.com.br.
VENTOS FORTES: 50 ANOS DE TEATRO OFICINA. Mostra temática que marca o cinquentenário de fundação do grupo criado pelo diretor José Celso Martinez Corrêa. O acervo reúne vídeos de espetáculos e ensaios, roteiros, cadernos de anotações, cartazes, citações e fotos, além de projeções de filmes inéditos sobre montagens como As Bacantes, Hamlet!, Cacilda! e Os Sertões. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro,
2253-1580.
Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 25.
FOTOGRAFIA
DANIELA DACORSO. Primeira individual da estilosa fotógrafa carioca, Totoma! Dez Anos de Funk reúne trabalhos em cor e em preto-e-branco captados entre 1998 e 2008 nos bailes pela cidade. Estão ali registros de noites no Chapéu Mangueira, da cantora Tati Quebra Barraco em início de carreira, do MC Mr. Catra em família, de Deize Tigrona na Cidade de Deus, Serginho e Lacraia, Gorila e Preto, além dos bailes da Vila Mimosa. Galeria do Ateliê da Imagem. Avenida Pasteur, 453, Urca,
2541-3314. Segunda a sexta, 10h às 21h30; sábado, 10h às 17h30. Grátis. Até 14 de fevereiro de 2009. www.ateliedaimagem.com.br.
RENAN CEPEDA. Esse experiente fotógrafo carioca exibe 28 trabalhos na individual Light Paintings, com registros noturnos de paisagens do sertão nordestino, do cerrado e da serra fluminense. Cepeda utiliza a técnica light painting (pintura com a luz), em que mantém a câmera com o diafragma aberto durante vinte minutos e "desenha" o objeto fotografado com a ajuda de uma lanterna. R$ 800,00 a R$ 5 000,00. Galeria Tempo. Avenida Atlântica, 1782, loja E, Copacabana,
2255-4586. Terça a sexta, 12h às 19h; sábado, 14h às 18h. Grátis. Até dia 26. www.galeriatempo.com.br.