Exposições
Letícia Pimenta
Arte mineral
Wilton Montenegro/ Divulgação
Pedras, dessas que se encontram em todos os tamanhos e formas pelas ruas da cidade, inspiram o novo trabalho de Elizabeth Jobim. Depois de muito observá-las, e de reunir uma pesada coleção em seu ateliê, a artista carioca criou a mostra Sem Fim. Nela, usou tinta azul, aplicada com rolos, para criar uma pintura-instalação composta de vários painéis com 2 metros de altura, mas larguras e espessuras variadas. A idéia é que o visitante passeie pela criação, que vai ocupar todo o espaço da galeria, conferindo um fluxo contínuo de linhas e volumes. Com o mesmo conceito, Elizabeth Jobim vai exibir outro trabalho, a partir do dia 7 de outubro, na Lehman College Art Gallery, em Nova York.
Elizabeth Jobim. Lurixs Arte Contemporânea. Rua Paulo Barreto, 77, Botafogo,
2541-4935. Segunda a sexta, 14h às 19h; sábado, agendamento por telefone. Grátis. Até 1º de novembro. A partir de sexta (19).
ESTRÉIASLA MUERTE ILUSTRADA. Na cultura mexicana, o Dia dos Mortos é um dos mais importantes do país – nele, festeja-se o espírito do ente querido em vez de chorar sua ausência. Nas artes, o ilustrador mexicano José Guadalupe Posada (1852-1913) é uma das maiores referências sobre o tema, que aborda com humor e ironia na figura de caveiras travestidas de personagens históricos e literários como Zapata e Don Quixote. O Museu Histórico Nacional exibe cerca de cinqüenta zincografias do artista, inventor desta técnica de desenho sobre lâminas de material mais econômico, caso do zinco. Autor de uma obra marcada pela caricatura política e por cenas cotidianas do povo mexicano, Posada é considerado o pai da ilustração no México. O artista deixou um acervo de mais de 20.000 gravuras. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro,
2550-9220. Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriado, 14h às 18h. R$ 6,00. Grátis aos domingos. Crianças menores de 5 anos e pessoas maiores de 65 não pagam entrada. Até 19 de outubro. A partir de terça (16).
PAULO WERNECK. O desenhista e artista plástico carioca morto em 1987, aos 80 anos, é autor de mais de 300 painéis, fachadas e interiores de prédios públicos espalhados por todo o país. Levam sua assinatura criações marcantes da arquitetura moderna brasileira como os painéis da Pampulha, em Belo Horizonte, do Ministério da Fazenda, Maracanã, Monumento dos Pracinhas e Senado Federal. O legado de Werneck será revisto pela primeira vez na mostra Paulo Werneck – Muralista Brasileiro. Com curadoria de Carlos Martins e Claudia Saldanha, neta do artista, a exposição terá 110 projetos para painéis em guache sobre papel, além de fotografias, documentos e mobiliário assinados por ele. Durante a mostra serão exibidos o documentário Paulo Werneck – Arte e Raiz, da jornalista Paula Saldanha, também neta do muralista, e o vídeo P.W.: Pincéis e Painéis, da videoartista Vivian Ostrovsky. Paço Imperial. Praça XV de Novembro, 48, Centro,
2533-4407. Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 9 de novembro. A partir de sexta (19). www.pacoimperial.com.br.
SONETO PARA CAROLINA. Cartas inéditas e lembranças guardadas por Machado de Assis nos quatro anos após a morte de sua mulher, Carolina, compõem a exposição. Devastado pela perda da companheira, com quem viveu por 35 anos, o escritor revela sua dor em correspondências como a enviada ao político e historiador Joaquim Nabuco: "Foi-se a melhor parte da minha vida, e aqui estou só no mundo", escreveu. Além das cartas, serão expostos objetos pessoais de Machado como óculos, penas, canetas e o testamento deixado para Carolina. A mostra marca o início das comemorações pelos 100 anos da construção do prédio que abriga o centro cultural inaugurado em março de 1909. Centro Cultural Justiça Federal, Avenida Rio Branco, 241, Centro,
3261-2550, Metrô Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 9 de novembro. A partir de sexta (19). www.ccjf.trf2.gov.br.
EM CARTAZ
ADRIANO DE AQUINO. Pintor e videoartista, o mineiro Adriano de Aquino, 62 anos, 45 de carreira, está com duas mostras individuais na cidade. Na Caixa Cultural, Pura Pintura reúne 27 trabalhos em médio e grande formatos. O acervo dá continuidade ao processo de pesquisa iniciado com a série Formas Magnéticas Transitórias, apresentada no ano passado. As obras em acrílica, óleo e tinta automotiva sobre placas de ferro e aço carbono têm partes removíveis que podem ser trocadas de lugar na tela. Na Galeria LGC, a exposição Pinturas Recentes apresenta dez peças de pequenas dimensões, completando o panorama da produção do artista radicado no Rio desde os anos 60. Caixa Cultural (Galeria 3). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro,
2544-4080, Metrô Carioca.
Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 5 de outubro. www.caixa.gov.br/caixacultural. LGC Arte Contemporânea. R$ 5.900,00 a R$ 20.000,00. Rua do Rosário, 38, Centro,
2263-7353. Terça a sexta, 11h às 19h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até 1º de novembro.
ANNA PAOLA PROTASIO. Primeira individual da arquiteta, designer de móveis e artista plástica, Labirinto e Ascensão ocupa, com duas instalações, uma área de 470 metros quadrados. Labirinto é constituída por 21 esculturas construídas com extensas chapas de alumínio enroladas em formato de flor. Para fazer Ascensão, Anna Paola distribuiu vinte escadas de pintor de parede formando composições como Escultura Tripé, que parece um ouriço gigante graças à junção de seis desses objetos. Fundação Casa França-Brasil. Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro,
2253-5366.
Terça a domingo, 10h às 20h. Grátis. Até 5 de outubro. www.fcfb.rj.gov.br.
ARTE E PATRIMÔNIO. Quatro mostras individuais e uma coletiva compõem a grande exposição da segunda série de artistas contemplados pelo Edital Arte e Patrimônio 2007, promovido pelo Ministério da Cultura. Os trabalhos-solo, todos instalações, são Anfiteatro Público, de Eduardo Coimbra; Estou Lá, concebida por Carlito Carvalhosa; a sonora Palavras Cruzadas, de Paulo Vivacqua; e F..., de Nuno Ramos, que se constitui de um amontoado de mato ladeado por duas grandes foices e um vídeo. Na coletiva Morro das Artes, com curadoria de Rafael Cardoso, merecem atenção especial as obras de Guga Ferraz, a exemplo de Mapeamento das Zonas de Conflito da Cidade, e de Renato Sant'Ana (Poças Quânticas), além das seis vitrines com trabalhos de artistas contemporâneos exibidos recentemente em ladeiras, ruas e fachadas de casas no Morro da Conceição, área histórica no centro da cidade. Paço Imperial, Praça XV de Novembro, 48, Centro,
2533-4407.
Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até domingo (21). www.pacoimperial.com.br.
ASCÂNIO MMM. Artista plástico que marca presença na paisagem carioca, com esculturas em espaços públicos como o pátio do Edifício Argentina, na Praia de Botafogo, e o jardim da sede da prefeitura, na Cidade Nova, Ascânio Maria Martins Monteiro está com duas individuais em cartaz na cidade. No MAM exibe nove trabalhos na mostra Qualas e Flexos, construídos com tramas flexíveis, bem diferentes das obras com curvas improváveis que, produzidas entre os anos 70 e 90, enfeitam a cidade. MMM também apresenta na galeria de Marcia Barrozo do Amaral nove criações em médias dimensões da série Estruturas, realizadas entre 2004 e 2006. Construídos com módulos de alumínio e pintados com cores vibrantes, os objetos formam uma espécie de renda metálica com aspecto transparente. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944.
Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 5 de outubro. www.mamrio.com.br. Marcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte. R$ 12.000,00 a R$ 60.000,00. Avenida Atlântica, 4240, sobreloja 129, Copacabana,
2267-3747. Segunda a sexta, 10h às 19h. Sábado, 13h às 17h. Grátis. Até sábado (20). www.marciabarrozodoamaral.com.br.
CARLOS VERGARA. Palavra turca que significa algo próximo da nossa "saudade", Hüzün é o título da nova individual do artista. O projeto começou em 2006, com uma primeira visita de Vergara à Turquia, e se completou com outra excursão pela região da Capadócia e pela cidade de Istambul há pouco mais de quatro meses. O artista fotografou igrejas primitivas escavadas no arenito, moradias subterrâneas, antigos mercados de rua, mesquitas e minaretes. O videomaker Gustavo Moura editou o material, utilizando 400 imagens em uma projeção. Outros belos registros aparecem em monotipias sobre lenços, fotos com efeito de 3D e uma instalação sonora de Paulo Vivacqua. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo,
3131-3060, Metrô Largo do Machado.
Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 2 de novembro. www.oifuturo.org.br.
A CHINA DOS CAMPONESES. Quarenta aquarelas originais de camponeses chineses foram selecionadas e trazidas pela curadora Ladyce West. Uma curiosidade: com esse nome e diplomas de graduação e mestrado em história da arte pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, ela é carioca da Gávea. No acervo estão trabalhos de artistas, em sua maioria anônimos, das regiões chinesas de Jinshan, Huxian e Yunan, esta última fortemente influenciada pela estética tibetana. Completam a mostra pintores que se tornaram conhecidos fora da Ásia, como Cao Quantang, Wang Nailiang e Zhang Qingyi. R$ 350,00 a R$ 1.000,00. Galeria Ateliê FMourão. Rua Saturnino de Brito, 67, Jardim Botânico,
3206-0437. Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 10h às 17h. Grátis. Até dia 27.
CLARICE LISPECTOR – A HORA DA ESTRELA. Mostra caprichada sobre a obra e a vida da escritora Clarice Lispector (1920-1977), com curadoria de Ferreira Gullar e Júlia Peregrino e cenografia elaborada a quatro mãos por Daniela Thomas e Felipe Tassara. São nove ambientes temáticos, a exemplo do que reproduz uma sala de estar com um sofá e uma réplica da máquina de escrever usada por Clarice. Ali, na parede de fundo, são projetadas as únicas imagens existentes da autora em movimento, trechos de uma entrevista concedida em fevereiro de 1977 para o programa Panorama Especial, da TV Cultura. É bom visitar a exposição com tempo de sobra para se deleitar com o abre-e-fecha de 65 gavetas que guardam documentos pessoais, primeiras edições, correspondências com familiares e autores famosos na sala "Os Segredos de Clarice". Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro,
3808-2020. Metrô Uruguaiana.
Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até dia 28.
O DESIGN DO BRASIL NO IF DESIGN. Integrante da programação do Rio + Design, evento paralelo ao Brazil Design Week, essa mostra reúne dezesseis das dezoito peças assinadas por criadores brasileiros premiadas no IF Design Awards 2008. Considerada a principal premiação do setor na Europa, foi criada há 55 anos em Hannover, na Alemanha. Entre os produtos vencedores estão o anel Oxigênio, de Antonio Bernardo; a luminária Bossinha, de Fernando Prado; o sofá Ursa Maior, de Maria Bernadete Brandão; e a cuba para pia de lavabos Meia Lua, da Deca. Espaço AB. Rua Garcia d'Ávila 121, Ipanema,
2512-7204.
Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 10h às 16h. Grátis. Até 11 de outubro. www.brazildesignweek.com.br.
GEORGE ISO. Há oito anos vivendo entre o Rio de Janeiro e Paris, o artista plástico, arquiteto e poeta exibe doze pinturas que integraram um ciclo de mostras apresentadas em galerias de Paris, Londres e Washington nos últimos três anos. Marcadas pelo aproveitamento ousado das cores, as telas abstratas têm influência das cidades européias onde Iso viveu e trabalhou. Chamam atenção pelas pinceladas fortes em fundos monocromáticos – que vão do vermelho intenso a tons suaves de azul e verde. Galeria Patrícia Costa. R$ 3 000,00 a R$ 10 000,00. Shopping Cassino Atlântico, Avenida Atlântica, 4240, loja 266, Copacabana,
2227-6929. Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 12h às 19h. Grátis. Até dia 27.
GONÇALO IVO. Quem ainda não teve a oportunidade de conferir a individual desse pintor, aquarelista, desenhista e gravador pode aproveitar a prorrogação da temporada da mostra até domingo (21). Em A Cor-Espaço, o carioca de 49 anos exibe oito telas em grandes formatos e 47 objetos de pequenas e médias dimensões. Lado mais conhecido de seu trabalho, a variada paleta cromática aparece nas telas em acrílica da série Tissu D'Afrique que exibem ricas combinações de tons quentes, neutros e frios. Os objetos, construídos com madeira de demolição – dormentes de linhas férreas e tábuas encontradas por Ivo às margens do Rio Sena, em Paris – , são trabalhados com processos que vão da calcinação à pintura com têmpera e à colagem de folhas de ouro, prata e bronze. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro,
2240-0068, Metrô Cinelândia.
Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 17h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Grátis aos domingos. Até domingo (21). www.mnba.gov.br.
A HISTÓRIA DO VOTO. Catorze ilustrações de vinil com cerca de 3 metros de altura assinadas pelo artista plástico Ciro Cozzolino representam de forma interativa a história da democracia brasileira. Anexada aos painéis, uma linha do tempo com gravuras, fotos e textos do historiador Jorge Caldeira descreve o processo de escolha dos governantes desde a colônia, passando pelo império e as várias fases da república. Completa o programa a mostra audiovisual Olhar Eletrônico da Democracia. Oito monitores de TV exibem imagens dos momentos políticos mais marcantes do Brasil no século XX. A mostra será transformada em exposição permanente. Centro Cultural da Justiça Eleitoral. Rua Primeiro de Março, 42, Centro,
2253-7566. Quarta a domingo, 12h às 19h. Grátis. www.tse.gov.br/servicos_online/centrocultural.
ISSO É BOSSA NOVA – 1958 A 1964. O cinqüentenário do movimento musical, com enfoque no slogan juscelisnista de "cinqüenta anos em cinco", é o tema desta mostra. Composto de grandes painéis, com imagens, biografias de personagens e acervo musical com sucessos de João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Nara Leão, entre vários outros, o acervo pretende contextualizar a bossa nova como trilha sonora de uma época de euforia, que começou com a vitória na Copa do Mundo de 58 e passou por momentos históricos como a construção de Brasília. Logo na entrada, uma sala com videokê permite ao visitante mais desinibido soltar a voz em clássicos como Insensatez, Corcovado e Samba de Verão. O destaque maior vai para a instalação cenográfica que reproduz uma sala de estar, onde uma dona-de-casa bossa-novista recebe o visitante mostrando LPs na radiola, oferecendo revistas dos anos 60, como O Cruzeiro e Manchete, e convidando-o a sentar-se no sofá com pés de palito para assistir, em um aparelho de TV em preto-e-branco, a oito minutos de antigos comerciais. Na telinha figuram estrelas como a cantora Dóris Monteiro e os atores Glória Menezes e Tarcício Meira, além de peças publicitárias memoráveis em desenho animado. Arte Sesc. Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo,
3138-1343, Metrô Flamengo.
Terça a sábado, 12h às 20h; domingo, 11h às 17h. Grátis. Até 26 de outubro.
IVAN SERPA. Um dos primeiros brasileiros a abraçar a pintura geométrica, Ivan Serpa (1923-1973) ganhou uma retrospectiva que celebra um ano de atividades da galeria Amarelonegro. A mostra Ivan Serpa – Quantos Percursos?, com curadoria das sócias do espaço, Áurea Katsuren e Nara Reis, reúne trinta trabalhos em nanquim e guach e sobre cartão. As obras apresentam um panorama das séries desenvolvidas pelo artista carioca entre os anos 50 e 70. Fundador do Grupo Frente, criado em 1954 no Museu de Arte Moderna, Serpa também ajudou a introduzir a arte construtivista no país, outra faceta do artista presente na exposição. Amarelonegro Arte Contemporânea. Preços sob consulta. Rua Visconde de Pirajá, 111, loja 6, Ipanema,
2247-3086. Segunda a sexta, 11h às 19h; sábado, 11h às 16h. Grátis. Até 4 de outubro.
A MÁSCARA TEATRAL NA ARTE DOS SARTORI – DA COMMEDIA DELL'ARTE AO MASCARAMENTO URBANO. Com temporada prorrogada, a mostra promovida pelo Instituto Italiano de Cultura exibe 186 peças dos acervos do Centro Maschere e Struture Gestuali, do Museu Internazionale della Maschera Amleto e do produtor teatral Donato Sartori. A instalação Bosque de Máscaras é composta de dezenas de exemplares utilizados por Amleto Sartori para montagens de Oréstea, trilogia do grego Ésquilo. Entre as peças mais antigas destaca-se Grotesco, de 1928. Há ainda oito esboços de máscaras pintados a nanquim por Donato e 23 fotografias de intervenções em espaços públicos na Europa. Caixa Cultural – Teatro Nelson Rodrigues. Avenida Chile, 230, Centro,
2262-5483, Metrô Carioca. Terça a sexta, 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, 11h às 15h. Grátis. Até domingo (21).
RUBENS E SEU ATELIÊ DE GRAVURA. Mostra extensa com trabalhos do mestre da pintura Peter Paul Rubens (1577-1640). As gravuras selecionadas abrangem grande parte de sua obra nesta técnica, incluindo ilustrações para edições da Bíblia, além de mitologia greco-romana, retratos, paisagens e séries históricas. Compõem a exposição oitenta peças pertencentes ao Museu Siegerland Oberen Schloss, da cidade natal de Rubens, Siegen, na Alemanha – nascido em tempo de exílio político de seus pais, o artista flamengo passou a maior parte de sua vida na região de Flandres, na Bélgica. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro,
2253-1580.
Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 19 de outubro.
O TARÔ DE ANTONIO MAIA. Expostas pela primeira vez há quinze anos, na extinta Galeria Bonino, em Copacabana, as 22 telas de grandes dimensões pintadas por Antonio Maia (1928-2008) exibem representações dos arcanos maiores do tarô. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro,
2253-1580.
Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 19 de outubro.
WLADEMIR DIAS-PINO E REGINA POUCHAIN. Um dos pioneiros da poesia visual brasileira, Dias-Pino participou da gestação da poesia concreta, em meados dos anos 50, junto a nomes como Ferreira Gullar, Ronaldo Azeredo, Décio Pignatari, Haroldo e Augusto de Campos. Em parceria com a poetisa, filósofa e artista multimídia carioca Regina Pourchain, ele vai apresentar 5.000 obras cibernéticas que produziu ao longo dos últimos doze anos. A mostra Contrapoemas & Anfipoemas, com curadoria de Adolfo Montejo Navas e Alberto Saraiva, exibe 3?000 contrapoemas – poesias abstratas e informais sem palavras nem forma – e 2?000 anfipoemas – poesias geométricas, com o emprego das palavras "luz" e "cor" em todas elas. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo,
3131-3060, Metrô Largo do Machado.
Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 2 de novembro.
FOTOGRAFIA
ALÉCIO DE ANDRADE. Leia em Veja Rio Recomenda. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea,
3284-7400.
Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até 23 de novembro. www.ims.com.br.
TAZIO SECCHIAROLI. Individual com noventa imagens feitas pelo fotógrafo de celebridades italiano Tazio Secchiaroli (1925-1998), o primeiro dos paparazzi – ele inspirou o personagem Paparazzo, criado por Federico Fellini para o clássico do cinema La Dolce Vita (1960). Com talento e oportunidade, Secchiaroli criou belos registros de Claudia Cardinale, Marlon Brando, Ursula Andress e Gregory Peck, entre outras estrelas. Sophia Loren e Marcello Mastroianni são as presenças mais assíduas no acervo, que inclui registros de longas como Um Dia Muito Especial, de Ettore Scola. O passeio é embalado por empolgante trilha sonora com temas da tela grande. Caixa Cultural (Galeria 1). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro,
2544-7666, Metrô Carioca.
Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até domingo (21). www.caixa.gov.br/caixacultural.