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Veja Rio Recomenda
Shows
Dani Gurgel /Divulgação
A cantora e o grupo Pau Brasil: Ricardo Mosca (bateria) e Teco Cardoso (sopros), ao fundo, Rodolfo Stroeter (baixo), Nelson Ayres (teclados) e Paulo Bellinati (violão) Mônica Salmaso. Estrela de poucas – e boas – apresentações no Rio, a cantora paulista cancelou em julho, por problemas na garganta, uma aguardada data na Sala Cecília Meireles. Recuperada, vai reencontrar o público carioca em três noites, na segunda (8), na terça (9) e na quarta (10), no Teatro Carlos Gomes. Ao lado do quinteto Pau Brasil, Mônica Salmaso interpretará os clássicos de diversas fases da carreira de Chico Buarque que gravou no CD Noites de Gala, Samba de Rua. A receita infalível, uma grande intérprete às voltas com a obra de um grande compositor, traz no roteiro preciosidades como Partido Alto, Morena dos Olhos d’Água e Construção. No que costuma ser um dos pontos altos do show, ela empresta a voz aveludada aos versos de Beatriz, parceria de Chico com Edu Lobo que é um desafio para qualquer cantor.
Cristina Granato/Divulgação
Figurino extravagante: volta aos tempos espalhafatosos do Secos & Molhados Ney Matogrosso. Aos 67 anos, com energia invejável e aquela eterna disposição para surpreender nos palcos, o cantor retoma, na turnê Inclassificáveis, o estilo espalhafatoso com que entrou em cena, nos anos 70, à frente do grupo Secos & Molhados. De sexta (12) a domingo (14), no Vivo Rio, Ney vai exibir um repertório que ousa ao trazer temas de compositores menos conhecidos – a exemplo de Um Pouco de Calor, do paulistano Dan Nakagawa. Entre os números de maior destaque estão a canção que batiza o show, de Arnaldo Antunes, a indignada O Tempo Não Pára (Cazuza e Arnaldo Brandão) e Divino Maravilhoso (Caetano Veloso e Gilberto Gil), esta cantada em tom desafiador. Com figurino extravagante assinado por Ocimar Versolato e cenário do carnavalesco Milton Cunha, o cantor divide o palco com Carlinhos Noronha (baixo), Júnior Meirelles (guitarra e violão), Sérgio Machado (bateria), Emilio Carrera (piano, teclado e direção musical), DJ Tubarão (percussão e pick-ups) e Felipe Roseno (percussão).
Exposição
Divulgação
Tela mutante: chapas imantadas podem ter sua posição trocada Adriano de Aquino. Com duas individuais na cidade, o pintor, 62 anos de idade e 45 de carreira, apresenta composições geométricas em versões inovadoras. Na Caixa Cultural, Pura Pintura reúne 27 trabalhos em médio e grande formatos. Com acrílica, óleo e tinta automotiva sobre placas de ferro e aço carbono, as obras reservam uma surpresa: têm partes removíveis, de vinil ou acetato magnetizados, que podem trocar de lugar na tela. Menores, as dez peças da exposição Pinturas Recentes, em cartaz na Galeria LGC, completam um bom panorama da produção do artista mineiro, radicado no Rio desde os anos 60.
Concerto
Vânia Laranjeira/Divulgação
Adriana Damato e Fernando Portari: juntos em cena na quinta (11) e no sábado (13) La Bohème. Última atração da temporada lírica do Teatro Municipal, a ópera de Giacomo Puccini ganha nova montagem, de quinta (11) até o dia 19, para celebrar os 150 anos de nascimento do compositor italiano. O elenco é forte: traz a brasileira Rosana Lamosa e a italiana Adriana Damato revezando-se no papel da sensível Mimi. Rodolfo, seu par, ganhará interpretações de Fernando Portari e do tenor americano Jesus Garcia, vencedor do prêmio Tony pela defesa do personagem na montagem de Baz Luhrmann para a Broadway, em 2003. Nas primeiras quatro récitas, Roberto Minczuk rege a orquestra do teatro. No cenário, projeções de pinturas impressionistas remetem à Paris de 1830, época em que se passa a trama.