Exposições
Carlos Henrique Bra
Imagens sem truques
Alécio de Andrade/Instituto Moreira Salles
Pouco conhecido pelo grande público, o carioca Alécio de Andrade (1938-2003) integra a galeria dos grandes nomes da fotografia brasileira. Influenciada pelo mestre francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004), sua obra é marcada por registros em preto-e-branco sem uso de flashes nem retoques. Andrade criou, entre outras imagens únicas, retratos de personalidades como Vinicius de Moraes e o escritor Otto Lara Resende, além de flagrantes do universo infantil, a exemplo de Grand Palais, 1975 (foto). De Paris, onde viveu de 1964 até o ano de sua morte, trabalhou para a extinta revista Manchete e as estrangeiras Elle e Newsweek. Entre 1970 e 1976, ele também integrou a conceituada agência Magnum, fundada por Cartier-Bresson. De seu rico acervo – com 4.000 contatos, 120.000 negativos em preto-e-branco e 3.000 cromos – saíram as 265 imagens da mostra, selecionadas por um trio de curadores que incluiu Patrícia Newcomer, viúva do fotógrafo.
Alécio de Andrade. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea,
3284-7400.
Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até 23 de novembro. A partir de quarta (3). www.ims.com.br.
ESTRÉIASASCENSIÓN CHANQUÉS. Espanhola de Valencia, radicada há 61 anos no Rio, a artista graduou-se em escultura pela Escola de Belas Artes da UFRJ em 1969. Após longa viagem por seu país natal, Ascensión observou e fotografou diversas cadeiras características de cada região. Na mostra Cadeiras, Este Magnífico Objeto de Descanso, ela apresenta 27 esculturas de ferro e aço inoxidável, divididas pelas séries Espaços Ideais, com pernas compridas; Assentos Imprevisíveis, que lembram escadas de pintor ou formas torcidas; e Chegando ao Lugar Perfeito, que parecem com longas escadarias. Centro Cultural Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro,
3261-2550, Metrô Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 28. A partir de quarta (3).
VLADIMIR MACHADO. Professor do curso de Pintura da Escola de Belas Artes da UFRJ e pesquisador das relações entre a fotografia e as artes visuais, o artista já realizou várias individuais e participou de mais de dez coletivas por França, Holanda, Bélgica e Estados Unidos. Na mostra Banhistas de Copacabana II, Vladimir exibe vinte pinturas de grande e médio formatos e foto-pinturas sobre tela, inspiradas na beleza natural do Rio. Galeria de Arte IBEU. Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 690, 2º andar, Copacabana,
3816-9400, Metrô Siqueira Campos.
Segunda a sexta, 13h às 19h. Grátis. Até dia 26. A partir de quinta (4). www.ibeu.org.br.
EM CARTAZ
ADRIANO DE AQUINO. Pintor e videoartista, o mineiro Adriano de Aquino, 62 anos, 45 de carreira, exibe 27 trabalhos na mostra Pura Pintura, na Caixa Cultural. O acervo dá continuidade ao processo de pesquisa iniciado com a série Formas Magnéticas Transitórias, apresentada no ano passado. A coleção tinha obras feitas em óleo e acrílico sobre chapas de ferro móveis que se transformavam quando manipuladas pelo visitante. Nessa nova leva, com criações em médios e grandes formatos, foram usados materiais como aço-carbono, pigmentos de alta tecnologia e resinas acrílicas. A partir de terça (2), Aquino inaugura outra individual, na LGC Arte Contemporânea, batizada Pinturas Recentes, com dez trabalhos de pequenas dimensões. Caixa Cultural (Galeria 3). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro,
2544-4080, Metrô Carioca.
Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 5 de outubro. www.caixa.gov.br/caixacultural. LGC Arte Contemporânea. R$ 5.900,00 a R$ 20.000,00. Rua do Rosário, 38, Centro,
2263-7353. Terça a sexta, 11h às 19h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até 1º de novembro. A partir de terça (2).
ARTE & PATRIMÔNIO. Exibição de quatro mostras individuais e uma coletiva que reúnem a segunda série de artistas contemplados pelo Edital Arte & Patrimônio 2007, promovido pelo Ministério da Cultura. Os trabalhos-solo, todos instalações, são Anfiteatro Público, de Eduardo Coimbra, Estou Lá, de Carlito Carvalhosa, Palavras Cruzadas, de Paulo Vivacqua, e F..., de Nuno Ramos. A coletiva Morro das Artes, com curadoria de Rafael Cardoso, é constituída de trabalhos de artistas contemporâneos que participam de atividades no Morro da Conceição. Paço Imperial. Praça Quinze de Novembro, 48, Centro,
2533-4407.
Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até dia 21.
ASCÂNIO MMM. Leia em Veja Rio Recomenda. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944.
Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 5 de outubro. www.mamrio.com.br. Marcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte. R$ 12.000,00 a R$ 60.000,00. Avenida Atlântica, 4240, sobreloja 129, Copacabana,
2267-3747. Segunda a sexta, 10h às 19h. Sábado, 13h às 17h. Grátis. Até dia 20. www.marciabarrozodoamaral.com.br.
CLARICE LISPECTOR - A HORA DA ESTRELA. Nove salas com instalações de Daniela Thomas e Felipe Tassara compõem esta mostra caprichada sobre a obra e a vida da escritora Clarice Lispector (1920-1977), com curadoria de Ferreira Gullar e Júlia Peregrino. Logo no começo da visita, o olhar enigmático da autora de 26 livros chama atenção na série de retratos de seu rosto impressos em tecido transparente - através deles são lidos trechos, selecionados por Gullar, de romances como A Descoberta do Mundo, No Sopro da Vida e Esboço para um Possível Retrato de Olga Borelli. O ambiente seguinte é quase todo inspirado em A Paixão Segundo G.H. Traz uma cama no centro, rodeada de paredes que exibem partes do livro e de Água Viva, entre outros títulos. Também merece destaque a sala de estar estilizada com um sofá e uma réplica da máquina de escrever usada por Clarice. Na parede do fundo são projetadas as únicas imagens em movimento da escritora - trechos de uma entrevista concedida em fevereiro de 1977 ao programa Panorama Especial, da TV Cultura. Reserve um tempo especial para se deleitar com o abre-e-fecha de 65 gavetas com documentos pessoais, primeiras edições, correspondências com familiares e autores famosos na sala Os Segredos de Clarice. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro,
3808-2020. Metrô Uruguaiana.
Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até dia 28.
COLEÇÃO METRÓPOLIS DE ARTE CONTEMPORÂNEA. O belo prédio construído em 1892 passou a abrigar o centro cultural em abril. Desde junho, o espaço conta com a curadoria artística da Fundação Padre Anchieta. Primeiro resultado dessa mudança institucional, a bela exposição reúne dezesseis telas originais em grandes formatos e duas esculturas de chão. As obras pertencem ao extenso acervo de arte doado ao programa Metrópolis, exibido pela TV Cultura. Entre as pinturas estão preciosidades como Radical, de Antonio Dias, Dificuldades de Anchieta com a Pintura Jesuítica, de Luiz Áquila, uma imensa acrílica sobre tela em vermelho com listras verticais azuis assinada por Tomie Ohtake e outra obra sem nome produzida por Beatriz Milhazes em 1991. Também chamam a atenção Painel de Verão/95, de Rubens Gerchman (1942-2008), A Nova Fragrância, de Mônica Barki, e uma tela pintada a spray pela dupla OsGêmeos, formada pelos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo. Completam a visita as belas esculturas Rosácea, de Maria Bonomi, e Chicote, de Ana Maria Tavares. Centro Cultural da Justiça Eleitoral. Rua Primeiro de Março, 42, Centro,
2253-7566. Quarta a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até domingo (7).
ENSAIOS. Coletiva com cinqüenta desenhos das artistas plásticas Ana Basbaum, Elisa Bracher, Lica Cecato, Malu Fatorelli e Regina Silveira. A curadora Martha Pagy reuniu trabalhos inspirados em objetos de uso cotidiano. Malu Fatorelli apresenta dezoito telas em técnica mista sobre papel artesanal, com superfícies vazadas, em baixo-relevo ou desenhadas com formato de chaves em que o lado do segredo reproduz contornos da paisagem carioca. São retratados cartões-postais como o Morro Dois Irmãos e a Pedra da Gávea, além do horizonte recortado por edifícios de Ipanema e do Leblon. Regina Silveira exibe cinco desenhos com estudos preparatórios para o grande adesivo Armarinho, maior peça do acervo, com 2,5 metros de altura por 2,5 metros de largura, que conferem uma feição quase escultórica a colchetes de gancho, além de duas gravuras sobre o mesmo tema. Elisa Bracher comparece com três telas em grande formato criadas também em técnica mista. Estreantes nas artes visuais, a cantora Lica Cecato expõe doze desenhos a lápis sobre diferentes tipos de papel, e a produtora musical Ana Basbaum surpreende com dezessete telas construídas em colagem e pintura. R$ 1.200,00 a R$ 10.000,00. Largo das Artes. Rua Luís de Camões, 2, Largo de São Francisco, Centro,
2224-2985, Metrô Uruguaiana. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até 4 de outubro.
EXPOSIÇÃO 68- ELES QUE AMAVAM TANTO A REVOLUÇÃO. Mostra que marca a passagem dos quarenta anos de um dos mais conturbados períodos da história contemporânea. Painéis com linhas do tempo, acontecimentos políticos relevantes no Brasil e no exterior, as bandeiras defendidas na época e perfis das personalidades que inspiraram aquela juventude contestadora compõem a exposição realizada pela União Nacional dos Estudantes e a Fundação Roberto Marinho, em parceria com a Petrobras e o Museu da República. Museu da República. Rua do Catete, 153, Catete,
3235-2650. a Catete. Terça a sexta, 12h às 17h; sábado e domingo, 14h às 18h. R$ 6,00. Grátis às quartas e domingos para todos e, nos demais dias, para pessoas maiores de 65 anos e menores de 10 anos. Até quarta (3).
FEBEARIO. Inspirados no Febeapá - Festival de Besteiras que Assola o País -, criação literária de Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo do jornalista Sérgio Porto, 49 artistas plásticos tarimbados e da nova geração criaram trabalhos em diferentes técnicas para esta mostra. Na coletiva organizada pelo Grupo Py, merecem observação mais atenta o vídeo Água de Coco, de Ernesto Neto, também autor do engraçadíssimo funk que completa a obra, a instalação sem título de João Emmanuel com a reprodução de um rosto em um feixe de lâmpadas fluorescentes, a fotografia Rio Made In China, em que a artista visual Chang Chi Chai substitui pela imagem de Buda a estátua do Cristo Redentor na paisagem carioca, e uma tela de pequeno formato assinada por Xico Chaves. Espaço Cultural Sérgio Porto - Galerias Marcantonio Vilaça. Rua Visconde Silva, s/nº, Humaitá,
2266- 0896. Terça a domingo, 13h às 20h. Grátis. Até domingo (7).
GONÇALO IVO. Radicado em Paris desde o ano 2000, o artista carioca de 49 anos construiu as oito pinturas em grandes dimensões e os 47 objetos de pequenos e médios formatos exibidos na mostra A Cor-Espaço ao longo de seis anos de idas e vindas entre a França e seu ateliê em Teresópolis. Lado mais conhecido de seu trabalho, a variada palheta cromática aparece nas telas em acrílica da série Tissu D'Afrique, que exibem ricas combinações de tons quentes, neutros e frios. Os objetos, construídos com madeira de demolição - dormentes de linhas férreas e tábuas encontradas por Ivo às margens do Rio Sena, em Paris -, são trabalhados com processos que vão da calcinação à pintura com têmpera e à colagem de folhas de ouro, prata e bronze. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro,
2240-0068, Metrô Cinelândia.
Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 17h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Grátis aos domingos. Até domingo (7).
ISSO É BOSSA NOVA- 1958 A 1964. Mostra temática sobre o cinqüentenário da bossa nova, com enfoque no slogan juscelinista dos "cinqüenta anos em cinco". Composto por grandes painéis, com imagens, biografias de personagens e acervo musical com sucessos de João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Nara Leão, entre vários outros, o acervo pretende contextualizar a bossa nova como trilha sonora de uma época de euforia, que começou com a vitória na Copa do Mundo de 58 e a construção de Brasília. Uma instalação cenográfica reproduz uma sala de estar da Zona Sul carioca, onde uma dona-de-casa bossa-novista toca LPs na radiola, muda os canais da TV pelo seletor manual e lê revistas dos anos 60. Bossa nova mesmo promete ser a sala de karaokê, onde o visitante escolhe clássicos como Insensatez, Corcovado e Samba de Verão para interpretar. Arte Sesc. Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo,
3138-1343, a Flamengo.
Terça a sábado, 12h às 20h; domingo, 11h às 17h. Grátis. Até 26 de outubro.
JOÃO MAGALHÃES. Leia em Veja Rio Recomenda. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944.
Terça a sexta, 12h às 18h; sábado e domingo, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 5 de outubro. www.mamrio.com.br.
A MÁSCARA TEATRAL NA ARTE DOS SARTORI - DA COMMEDIA DELL'ARTE AO MASCARAMENTO URBANO. Promovida pelo Instituto Italiano de Cultura, esta mostra inédita na América Latina exibe 186 peças dos acervos do Centro Maschere e Struture Gestuali, do Museu Internazionale della Maschera Amleto e do produtor teatral Donato Sartori. A instalação Bosque de Máscaras é composta de dezenas de exemplares utilizados por Amleto Sartori para montagens de Oréstea, trilogia do grego Ésquilo. Entre as peças mais antigas destaca-se Grotesco, de 1928. Há ainda oito esboços de máscaras pintados a nanquim por Donato Sartori e 23 fotografias de intervenções em espaços públicos. Feitas com uso de longos tecidos coloridos e batizadas de "mascaramento urbano", as imagens foram registradas nas cidades italianas de Veneza e Alghero, na francesa Reims e na espanhola Palma de Maiorca. Caixa Cultural - Teatro Nelson Rodrigues. Avenida Chile, 230, Centro,
2262-5483, Metrô Carioca. Terça a sexta, 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, 11h às 15h. Grátis. Até domingo (7).
MARIA KLABIN. Trabalhos inéditos em desenho e pintura compõem esta segunda individual da artista carioca. No acervo estão cinco painéis de madeira que, apesar de serem tecnicamente pinturas em grande escala, são classificados por Maria Klabin como esboços de desenhos - parecem ter sido feitos em folhas de um caderno. Também integra a exposição uma série de doze pequenos desenhos figurativos feitos em crayon, com cenas de praia, figuras humanas e objetos cotidianos. R$ 1.000,00 a R$ 12.000,00. Silvia Cintra Galeria de Arte e Box 4. Rua Teixeira de Melo, 53, loja D, Ipanema,
2521-0426.
Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 16h. Até dia 20. www.silviacintra.com.br
MIMMO PALADINO. Leia em Veja Rio Recomenda. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944.
Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até domingo (7). www.mamrio.com.br.
PAULO PASTA. Primeira individual no Rio do pintor, desenhista, ilustrador e professor paulista. Com 34 trabalhos produzidos entre 2005 e 2007 - catorze deles, inéditos -, o acervo ocupa três salas do primeiro andar do CCBB. Estão na mostra óleos sobre tela em grandes e médias escalas, além de obras em técnica mista com óleo e pastel sobre tela em pequenos formatos e cores que variam de vermelhos e amarelos ousados a cinzas neutros e azuis pálidos. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro,
3808-2020. Metrô Uruguaiana.
Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até dia 21.
RONALDO TORQUATO. Individual do artista carioca, traz dez trabalhos divididos em duas vertentes. Na série Urbano, Torquato exibe cinco instigantes pinturas em acrílica sobre lona, com estilo expressionista, mesclando paisagens de cidades a figuras humanas e bichos. A metade restante do acervo tem retratos de personagens anônimos em contexto fauvista, em que cores fortes são usadas como recurso para aumentar a dramaticidade das telas. R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00. Galeria Café. Rua Teixeira de Melo, 31, lojas E e F, Ipanema,
2523-8250. Quarta a sábado, 9h às 13h e a partir das 22h30; domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 8 de outubro. www.galeriacafe.com.br.
O TEMPO SOB MEDIDA. Mostra com 200 relógios raros, produzidos na Europa entre os séculos XVII e XIX, pertencentes à coleção da Fundação Medeiros e Almeida, de Lisboa. Curador do acervo, que deixa Portugal pela primeira vez, Luiz Geraldo Dolino selecionou preciosidades como um exemplar assinado por Michael Shedelock, que associa mecanismos e ampulheta de âmbar com aplicações de marfim e ébano. Outras peças em destaque são relógios franceses fabricados pela Casa Breguet; modelos de bolso Barwise (1790-1842), como o que figura em pinturas representando o príncipe dom João VI em sua chegada ao Brasil em 1808; além de inventivos despertadores. Um deles, criado por Godfrie Poy (1718-1750) em bronze dourado com aplicações de prata, é equipado com uma engenhoca que aciona um punhado de pólvora capaz de acender uma vela no candelabro que integra a peça. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro,
3808-2020. Metrô Uruguaiana.
Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até dia 14.
THEREZA MIRANDA. Leia em Veja Rio Recomenda. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944.
Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: paga-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até dia 14. www.mamrio.com.br.
TRAVESSIAS CARIOCAS. Doze artistas que vivem e trabalham no Rio participam da coletiva. Com curadoria do poeta e crítico espanhol Adolfo Montejo Navas, radicado no Brasil há treze anos, a mostra reúne trabalhos inéditos, como o objeto sem título de Fernanda Gomes, construído com tecido de algodão, tubos e fios de cobre, nos moldes das criações de Lívia Flores. Raul Mourão criou quatro esculturas com ferro e pintura, como Daisy e Eu, mirando-se na obra de Daisy Xavier. Eduardo Coimbra fez a escultura de chão Piso-Puzzle, que reproduz uma palheta de pintura com tacos agrupados, com base na trajetória artística de Tatiana Grinberg. Ela, por sua vez, desenvolveu objetos em porcelana branca que remetem às criações de Barrão. Próximo à entrada do salão, um diagrama ajuda localizar os trabalhos e indica as correlações entre os participantes da mostra - que também inclui Brígida Baltar, Carlos Bevilacqua, Ernesto Neto, João Modé e Marcos Chaves. Caixa Cultural (Galeria 2). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro,
2544-4080, Metrô Carioca.
Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até dia 28. www.caixa.gov.br/caixacultural.
FOTOGRAFIA
TAZIO SECCHIAROLI. Noventa imagens feitas pelo fotógrafo de celebridades italiano Tazio Secchiaroli (1925-1998) compõem esta mostra que celebra o primeiro dos paparazzi. Com talento e oportunidade, Secchiaroli criou belos e surpreendentes registros de Claudia Cardinale, Marlon Brando, Ursula Andress e Gregory Peck, entre outras estrelas. Sophia Loren e Marcello Mastroianni são as presenças mais assíduas no acervo, que inclui registros de longas como Um Dia Muito Especial, de Ettore Scola. O passeio é embalado por empolgante trilha sonora com temas da tela grande. Caixa Cultural (Galeria 1). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro,
2544-7666, Metrô Carioca.
Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até dia 21. www.caixa.gov.br/caixacultural.