Exposições
Carlos Henrique Braz
Esculturas reinventadas
Wilton Montenegro/Divulgação
Ascânio Maria Martins Monteiro, o artista plástico Ascânio MMM, marca presença na paisagem da cidade com esculturas em espaços públicos, como o pátio do Edifício Argentina, na Praia de Botafogo; a frente da sede da prefeitura, na Cidade Nova; e a Avenida Pepê, na Barra. Na mostra Qualas e Flexos, ele vai exibir nove trabalhos diferentes das obras com curvas improváveis que, produzidas entre os anos 70 e 90, enfeitam as ruas do Rio. Curador da exposição, Paulo Herkenhoff explica que essa mudança de rumo foi iniciada há cinco anos, quando MMM substituiu, na sustentação de suas criações, parafusos por arame de aço inoxidável e argolas metálicas. O uso de novos materiais resulta em tramas flexíveis, como a da peça sem título da série Qualas (foto), com pintura eletrostática sobre placa de alumínio.
Ascânio MMM. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944.
Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 5 de outubro. A partir de sexta (22). www.mamrio.com.br.
ESTRÉIAS
ARTE & PATRIMÔNIO. Exibição de quatro mostras individuais e uma coletiva da segunda série de artistas contemplados pelo Edital Arte & Patrimônio 2007, do Ministério da Cultura. Os trabalhos solo, todos instalações, são Anfiteatro Público, de Eduardo Coimbra, Estou Lá, de Carlito Carvalhosa, Palavras Cruzadas, de Paulo Vivacqua; e F..., de Nuno Ramos. A coletiva Morro das Artes, com curadoria de Rafael Cardoso, é constituída de obras de artistas contemporâneos que participam de atividades no Morro da Conceição. Paço Imperial. Praça Quinze de Novembro, 48, Centro,
2533-4407.
Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 21 de setembro. A partir de sexta (22).
CLARICE LISPECTOR – A HORA DA ESTRELA. Leia reportagem. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro,
3808-2020.
Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 28 de setembro. A partir de terça (19).
DA IDÉIA PINTURA. Coletiva com trabalhos de arte contemporânea desenvolvidos em duplas pelos pintores Ana Rondon, Ana Herter, Andrea Canto, Cássia Castro, Jean Baptiste Déchery, Ni Da Costa, Patrícia Norman e Nilton Pinho. O conceito da mostra teve como ponto de partida o trabalho conjunto dos muralistas Antônio Parreiras e Décio Villares, que fizeram a quatro mãos a decoração do Palácio do Catete, em 1897. Museu da República – Galeria do Lago. Rua do Catete, 153, Catete,
3235-2650, Metrô Catete. Terça a sábado, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 13h às 18h. Grátis. Até 19 de outubro. A partir de quarta (20). www.museudarepublica.org.br.
ISSO É BOSSA NOVA – 1958 A 1964. Mostra temática sobre o cinqüentenário do movimento musical, com enfoque no slogan juscelisnista de "cinqüenta anos em cinco". Composta por grandes painéis, com imagens, biografias de personagens e acervo musical com sucessos de João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Nara Leão, entre vários outros, a exposição pretende contextualizar a bossa nova como trilha sonora de uma época de euforia, que começou com a vitória na Copa do Mundo de 58, passando pela construção de Brasília, até a corrida espacial americana. Uma instalação cenográfica reproduz uma sala de estar da Zona Sul carioca, onde uma dona-de-casa bossa-novista toca LPs na radiola, muda os canais da TV pelo seletor manual e lê revistas dos anos 60. Bossa nova mesmo promete ser a sala de karaokê, onde o visitante escolhe clássicos como Insensatez, Corcovado e Samba de Verão para interpretar. Arte Sesc. Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo,
3138-1343, Metrô Flamengo.
Terça a sábado, 12h às 20h; domingo, 11h às 17h. Grátis. Até 26 de outubro. A partir de terça (19).
MESTRES DE ALAGOAS. Objetos moldados em cerâmica ou entalhados em madeira com personagens e cenários nordestinos compõem essa coletiva que reúne quinze artistas alagoanos de sete localidades. Entre os mestres-artesãos selecionados pela curadora Ana Maria Chindler estão Resendio, de Sampaio; José Nilson, de Viçosa; Raimundo, de Arapiraca; Irineia e Antonio Nunes, de Muquém; João, Sil, Leonilson, Nena e Gisé, de Capela. R$ 85,00 a R$ 3.800,00. Galeria Pé de Boi. Rua Ipiranga, 55, Laranjeiras,
2285-4395. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 13h. Grátis. Até 12 de setembro. A partir de sexta (22).
TRAVESSIAS CARIOCAS. Doze artistas que vivem e trabalham no Rio foram convidados pelas idealizadoras dessa coletiva, Amanda Bonan e Luiza Baldan, a criar obras, cada uma inspirada no trabalho de um colega. Com curadoria do poeta e crítico espanhol Adolfo Montejo Navas, radicado no Brasil há treze anos, a mostra reúne trabalhos inéditos como o objeto sem título de Fernanda Gomes, construído com tecido de algodão, tubos e fios de cobre, nos moldes das criações de Lívia Flores. Também participam Barrão, Brígida Baltar, Carlos Bevilacqua, Daisy Xavier, Eduardo Coimbra, Ernesto Neto, João Modé, Marcos Chaves, Raul Mourão e Tatiana Grinberg. Caixa Cultural (Galeria 2). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro,
2544-4080, Metrô Carioca.
Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 28 de setembro. A partir de terça (19). www.caixacultural.com.br.
EM CARTAZ
ART BREAKS: A MTV E A CULTURA VISUAL CONTEMPORÂNEA. Elaboradas por artistas visuais e animadores gráficos de todo o mundo, as inspiradas vinhetas institucionais exibidas pelo canal MTV – no Brasil, pertencente ao Grupo Abril, que também edita Veja Rio – estão reunidas pela primeira vez em uma mostra. Com curadoria do designer André Stolarski e realização da produtora Tecnopop, são exibidas mais de 200 dessas obras, também conhecidas como art breaks, criadas com linguagens das artes visuais, do cinema, do design, dos quadrinhos, dos desenhos animados, da publicidade e da própria televisão. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo,
3131-3060, Metrô Largo do Machado.
Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até dia 31.
COLEÇÃO METRÓPOLIS DE ARTE CONTEMPORÂNEA. Leia em Veja Rio Recomenda. Centro Cultural da Justiça Eleitoral. Rua Primeiro de Março, 42, Centro,
2253-7566. Quarta a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 24.
ENSAIOS. Coletiva com cerca de cinqüenta desenhos das artistas plásticas Ana Basbaum, Elisa Bracher, Lica Cecato, Malu Fatorelli e Regina Silveira. A curadora Martha Pagy reuniu trabalhos inspirados em elementos do dia-a-dia, como chaves, e separou o acervo em pequenos conjuntos, como breves ensaios autorais. R$ 1.200,00 a R$ 10.000,00. Largo das Artes. Rua Luís de Camões, 2, Largo de São Francisco, Centro,
2224-2985, Metrô Uruguaiana. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até 4 de outubro.
FEBEARIO. Inspirados no Febeapá – Festival de Besteiras que Assola o País –, criação literária de Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo do jornalista Sérgio Porto, 49 artistas plásticos tarimbados e da nova geração criaram trabalhos em diferentes técnicas para essa mostra. Na coletiva, organizada pelo Grupo Py, merecem observação mais atenta o vídeo Água de Coco, de Ernesto Neto, também autor do engraçadíssimo funk que completa a obra; a instalação sem título de João Emmanuel, com a reprodução de um rosto em um feixe de lâmpadas fluorescentes; a fotografia Rio Made in China, em que a artista visual Chang Chi Chai substitui pela imagem de Buda a estátua do Cristo Redentor na paisagem carioca; e uma tela de pequeno formato assinada por Xico Chaves. Espaço Cultural Sérgio Porto – Galerias Marcantonio Vilaça. Rua Visconde Silva, s/nº, Humaitá,
2266-0896. Terça a domingo, 13h às 20h. Grátis. Até 7 de setembro.
GONÇALO IVO. Radicado em Paris desde o ano 2000, o artista carioca de 49 anos construiu as oito pinturas em grandes dimensões e os 47 objetos de pequeno e médio formatos exibidos na mostra A Cor-Espaço ao longo de seis anos de idas e vindas entre a França e seu ateliê em Teresópolis. Lado mais conhecido de seu trabalho, a variada palheta cromática aparece nas telas em acrílica da série Tissu d'Afrique, que exibem ricas combinações de tons quentes, neutros e frios. Os objetos, construídos com madeira de demolição – dormentes de linhas férreas e tábuas encontradas por Ivo às margens do Rio Sena, em Paris –, são trabalhados com processos que vão da calcinação à pintura com têmpera e à colagem de folhas de ouro, prata e bronze. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro,
2240-0068, Metrô Cinelândia.
Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 17h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Grátis aos domingos. Até 7 de setembro.
ILUSTRANDO EM REVISTA. Foram distribuídos por três andares do Centro Cultural da Justiça Federal trabalhos de 195 artistas que vêm contribuindo nos últimos 40 anos para as publicações da Editora Abril, que edita Veja Rio. No acervo estão 267 obras originais, feitas com técnicas como aquarela, grafite, lápis, pintura, colagem, massa de modelar e até esculturas em Lego, além de caricaturas e ilustrações. A visita é dividida entre os módulos Mostra Histórica, da produção entre 1969 e 1999; Prêmio Abril de Jornalismo, com os vencedores; Mostra Contemporânea, com as ilustrações de 2000 a 2008; e Mostra Digital, com 416 criações feitas por computador nas últimas duas décadas. Centro Cultural Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro,
3261-2550, Metrô Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 31.
J. BEZERRA. Imagens delineadas com pinceladas fortes e tonalidades neutras compõem esta individual com quinze óleos sobre tela de grandes e médios formatos e inspiração surrealista. No acervo, chamam a atenção trabalhos como Entre o Céu e a Terra, Apocalipse, Encontro com Van Gogh e O Músico Fantástico. R$ 5.000,00 a R$ 18.000,00. Realidade Galeria de Arte. Avenida Ataulfo de Paiva, 135, loja 226, Leblon,
2259-6348. Segunda a sábado, 16h às 19h. Grátis. Até sábado (23).
JANNIS KOUNELLIS. Boa oportunidade para apreciar trabalhos da arte povera – em português, arte pobre – criados no Rio por este grego de 72 anos radicado há mais de meio século em Roma. Para sua primeira individual no Brasil, Kounellis construiu seis instalações compostas de dezenas de instrumentos musicais usados, adquiridos em lojas da Saara e nos barracões da Grande Rio e da Mocidade Independente de Padre Miguel, na Cidade do Samba. No andar térreo aparecem cinco obras em que conjuntos de dois e três surdos, bumbos, caixas e outras peças de bateria são sustentados por ganchos de açougueiro em chapas quadradas de aço. Três dessas peças estão dispostas no sentido vertical, explorando o pé-direito de 14 metros no fundo da galeria. O segundo pavimento é dominado por outra obra sem título que agrupa flautas diversas, violões de diferentes tamanhos, gaita e cítaras no sentido horizontal, formando uma cruz com trombones, trompetes, cornetas e outros metais alinhados na vertical. Preços sob consulta. Galeria Progetti. Travessa do Comércio, 22,
2221-9893. Terça a sábado, 11h às 19h. Grátis. Até 1º de novembro.
JOÃO MAGALHÃES. Integrante da Geração 80 – dividia ateliê com Daniel Senise, Luiz Pizarro e Angelo Venosa –, o artista exibe 23 acrílicas sobre tela, de médias e grandes dimensões, produzidas em preto-e-branco. Suas fontes de inspiração vão de banalidades, como pastilhas na parede de um bar, às obras de grandes mestres, a exemplo de Claude Monet. Em um dos trabalhos, Haacke 1, Magalhães transformou em pintura a imagem do objeto Cubo de Condensação, uma caixa de vidro repleta de água criada pelo artista conceitual alemão Hans Kaacke. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240- 4944.
Terça a sexta, 12h às 18h; sábado e domingo, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 5 de outubro. www.mamrio.com.br.
JOSÉ OLYMPIO: O EDITOR E SUA CASA. Para contar a história de José Olympio Pereira Filho (1902-1990) e de sua editora, uma das mais importantes do Brasil no século XX, foi reunido um acervo com 150 peças. Dispostos em compridas vitrines estão exemplares de primeiras edições, de clássicos como Sagarana e Noites do Sertão, de Guimarães Rosa, ao lançamento de estréia da companhia, uma pioneira publicação de auto-ajuda chamada Conhece-te pela Psicanálise, de J. Ralph. Outro dos setores da mostra presta homenagem a artistas plásticos que criaram capas para livros da José Olympio, a exemplo de Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, ilustrado por Cícero Dias; Viagem, de Graciliano Ramos, que ficou a cargo de Candido Portinari; e Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, com capa elaborada por Carybé. Fundação Biblioteca Nacional – Espaço Eliseu Visconti. Rua México, s/nº, Centro,
3095-3862, Metrô Cinelândia. Segunda a sexta, 10h às 17h; sábado, 10h às 15h. Grátis. Até sexta (22).
LUIZ FERRAZ. Após quatro anos sem expor no Rio, o pintor nascido em Manaus e radicado na França desde 1968 volta à cidade para apresentar a individual De um Extremo ao Outro. São 25 telas. Inspiradas em paisagens e agressões ao meio ambiente, as obras chamam a atenção pela boa utilização de relevos e luminosidade. Construídos em técnica mista, os trabalhos são pintados com uma mistura de gelatina acrílica e pó de mármore, coberta por camadas de tinta, betume e ouro em pó. No acervo destacam-se La Grande Fissure, Traces de La Coulée de Lave, que reproduz uma cratera vulcânica; Coulée de Bronze, L'État Originel de L'Universe e La Poesie au Milien des Décombres I, em que tons dourados contrastam com um azul anil. Fundação Casa França-Brasil. Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro,
2253-5366.
Terça a domingo, 10h às 20h. Grátis. Até sexta (22).
A MÁSCARA TEATRAL NA ARTE DOS SARTORI – DA COMMEDIA DELL'ARTE AO MASCARAMENTO URBANO. Promovida pelo Instituto Italiano de Cultura, esta mostra inédita na América Latina exibe 186 peças dos acervos do Centro Maschere e Struture Gestuali, do Museu Internazionale della Maschera Amleto e do produtor teatral Donato Sartori. No percurso da exposição, o visitante faz uma espécie de viagem através das fases históricas da máscara e de seu uso no teatro, da Grécia antiga ao Império Romano, da era medieval à commedia dell'arte, até Goldoni e o teatro novo. Um dos destaques do acervo é a máscara de resina Erinni, personagem da tragédia Orestea, de Ésquilo, para uma montagem realizada em 2001 na Suécia. Caixa Cultural – Teatro Nelson Rodrigues. Avenida Chile, 230, Centro,
2262-5483, Metrô Carioca. Terça a sexta, 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, 11h às 15h. Grátis. Até 7 de setembro.
MIMMO PALADINO. Este importante artista contemporâneo italiano apresenta, na individual Obra Gráfica, trinta gravuras em grandes formatos produzidas entre 1992 e 2003 sobre papel – em técnicas como água-forte, serigrafia, litografia e xilografia. Atualmente com 60 anos, Paladino foi um dos integrantes do movimento conhecido como transvanguarda italiana, na década de 1980, juntamente com nomes como Sandro Chia, Francesco Clemente e Enzo Cucchi. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944.
Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pa–gam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 7 de setembro. www.mamrio.com.br.
NOVÍSSIMOS 2008. Com o objetivo de revelar novos talentos das artes plásticas, a coletiva criada em 1962 pelo crítico de arte Marc Berkowitz ajudou a impulsionar a carreira de nomes hoje conhecidos, como Ascânio MMM, Ivens Machado, Márcia
e Alessandra Migani. Nesta edição estão expostos pinturas, fotografias, gravuras, objetos e esculturas de 23 artistas. Ana Luísa Flores e Raul Leal foram os grandes vencedores da premiação, que assegura aos dois a realização de individuais em 2009. Na mostra também se encontram interessantes criações de Marcelo Jacome G, Mabel Spinola, Fábio Celassis, Marilda Rezende e Roberto Barciella, entre outros. Galeria de Arte IBEU. Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 690, 2º andar, Copacabana,
3816-9400, Metrô Siqueira Campos.
Segunda a sexta, 13h às 19h. Grátis. Até sexta (22). www.ibeu.org.br.
PAULO PASTA. Primeira individual no Rio do pintor, desenhista, ilustrador e professor paulista. Com 34 trabalhos produzidos entre 2005 e 2007 – catorze deles, inéditos –, o acervo ocupa três salas do 1º andar do CCBB. Estão na mostra óleos sobre tela em grande e média escalas, além de obras em técnica mista com óleo e pastel sobre tela em pequenos formatos e cores que variam de vermelhos e amarelos ousados a cinzas neutros e azuis pálidos. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro,
3808-2020.
Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 21 de setembro.
PROJETO TECHNÔ. Sob a curadoria de Alberto Saraiva, a mostra reúne individuais dos artistas visuais Júlio Rodrigues e Mauro Espíndola na terceira edição do Projeto TechNô. Os trabalhos seguem um conceito que conjuga tecnologia e tradição, representada pelo tradicional teatro nô japonês. Julio Rodrigues exibe videoinstalações interativas, obras inspiradas em videogames. Mauro Espíndola apresenta uma instalação criada com base em um conjunto de anotações, imagens e objetos, uma série de pesquisas e intervenções cirúrgicas que investigam um corpo formado por anatomias fragmentadas. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo,
3131-3060, Metrô Largo do Machado.
Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até dia 31. www.oifuturo.org.br.
RONALDO TORQUATO. Individual do artista carioca, com dez trabalhos divididos em duas vertentes. Na série Urbano, Torquato exibe cinco pinturas em acrílica sobre lona, de grandes formatos e em preto-e-branco, com estilo expressionista, mesclando paisagens de cidades com figuras humanas e bichos. Bem diferente da anterior, a metade restante do acervo tem retratos de personagens anônimos em contexto fauvista, em que cores fortes são usadas como recurso para aumentar a dramaticidade das telas. R$ 3.000,00 a R$ 10.000,00. Galeria Café, Rua Teixeira de Melo, 31, lojas E e F, Ipanema,
2523-8250. Quarta a sábado, 9h às 13h e a partir das 22h30; domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 8 de outubro. www.galeriacafe.com.br.
O TEMPO SOB MEDIDA. Mostra com 200 relógios raros, produzidos na Europa entre os séculos XVII e XIX, pertencentes à coleção da Fundação Medeiros e Almeida, de Lisboa. Curador do acervo, que deixa Portugal pela primeira vez, Luiz Geraldo Dolino selecionou preciosidades como um exemplar assinado por Michael Shedelock, que associa mecanismos e ampulheta em âmbar com aplicações de marfim e ébano. Outras peças em destaque são relógios franceses fabricados pela Casa Breguet, modelos de bolso Barwise (1790-1842) como o que figura em pinturas representando o príncipe dom João VI em sua chegada ao Brasil em 1808, além de inventivos despertadores. Um deles, criado por Godfrie Poy (1718-1750) em bronze dourado com aplicações em prata, é equipado com uma engenhoca que aciona um punhado de pólvora capaz de acender uma vela no candelabro que integra a peça. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro,
3808-2020.
Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 14 de setembro.
TINA VELHO. Na mostra Livearth.tinavelho, a artista visual apresenta cinco trabalhos que abordam a noção de memória e paisagem de forma abrangente através da internet. Imagens de webcams espalhadas pelo mundo são capturadas, reconfiguradas e exibidas em tempo real, registrando o que está acontecendo no mundo naquele exato momento. Espaço Furnas Cultural. Rua Real Grandeza, 219, Botafogo,
2528-3634. Terça a sexta, 14h às 18h. Sábado, domingo e feriado, 14h às 19h. Grátis. Até 12 de setembro.
TRAJETÓRIAS EM PROCESSO. Sete artistas emergentes da cena contemporânea brasileira integram essa coletiva com instalações, vídeos, pinturas, fotografias e esculturas. No acervo há belos desenhos e duas esculturas de Felipe Cohen: uma em granito e papelão, da série Meio Dia, e outra em granito e vidro chamada A Queda. Também chamam atenção as fotografias de Wagner Morales. Com cenas antológicas do cinema projetadas em cômodos de sua casa, Morales faz com que Brigitte Bardot apareça deitada em sua cama e Janet Leigh surja estampada em preto-e-branco no banheiro dele, na inesquecível seqüência de Psicose. Completam a mostra, que tem curadoria de Guilherme Bueno, trabalhos assinados por Cristina Ribas, Gilberto Mariotti, Marcos Abreu, Romano e Wagner Malta Tavares. R$ 800,00 e R$ 14.000,00. Anita Schwartz Galeria de Arte. Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea,
2274-3873.
Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 11h às 17h. Grátis. Até 13 de setembro. www.anitaschwartz.com.br
FOTOGRAFIA
MILTON GURAN. Fotógrafo e antropólogo com doutorado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, na França, Guran exibe algumas de suas imagens na individual O Refluxo da Diáspora – As Comunidades Agudá e Tabom da África Ocidental. O trabalho exposto é resultado de pesquisas realizadas no Benin e em Gana, no continente africano. Composto de 23 painéis, o acervo trata da saga dos escravos libertos no Brasil que voltaram para a África no século XIX e construíram uma nova identidade cultural, com os elementos adquiridos no lado de cá do Atlântico. Nas imagens aparecem manifestações folclóricas originalmente brasileiras, como a festa de Nosso Senhor do Bonfim, o Carnaval de Porto Novo (a capital do Benin) e o folguedo da Burrinha. Centro Cultural José Bonifácio. Rua Pedro Ernesto, 80, Gamboa,
2233-7754. Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 10h às 17h. Grátis. Até 20 de setembro.