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Destaque de filmes
Espiral de desgostos
Nome Próprio enfoca a trajetória de erros de uma blogueira em São Paulo
Divulgação
Leandra Leal: à vontade em um papel difícil
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Trailer do filme
Segundo a famosa Lei de Murphy, "se algo pode dar errado, dará". Caminha por aí a trajetória da protagonista do drama Nome Próprio, sexto longa-metragem do diretor carioca Murilo Salles. Com base nos livros Máquina de Pinball e Vida de Gato, além de textos on-line da blogueira gaúcha Clarah Averbuck, o cineasta enfoca a espiral de descontentamentos de uma aspirante a escritora. O desenrolar da trama é bem captado por sua câmera enérgica, que privilegia os closes e os enquadramentos sufocantes.
Leandra Leal, que hoje tem 25 anos, mostra-se bem à vontade (inclusive para as cenas de nudez) e agarra com unhas afiadas o difícil papel de Camila. Ela se muda de Brasília para São Paulo decidida a tentar a carreira na literatura. Mas é expulsa do apartamento pelo namorado (Juliano Cazarré). Motivo: Camila o traiu com um desconhecido. Sem papas na língua e colérica, Camila esbraveja, dá tapas, xinga. Sente-se inconformada com o fim do relacionamento. A partir daí, trilhará um caminho árduo -- menos por obra do destino e mais por seus próprios erros. Em duas horas exaustivas, Salles propõe à platéia um embarque sem resgate nos desafios, nos delírios e nas frustrações da personagem, uma anti-heroína intensa, egocêntrica, de atitudes extremas e, por tudo isso, fascinante.
Nome Próprio, de Murilo Salles (Brasil, 2007, 114min). 18 anos. Estreou em 18/7/2008. Armazém Digital Leblon e Unibanco Arteplex 3.