Exposições
Carlos Henrique Braz
Placas em movimento
Divulgação
Argentina de 57 anos, radicada em Nova York desde 1980, Marta Chilindrón é uma produtiva e premiada escultora. Ela já fez mostras individuais, com destaque para Permanent Installation, no York College (Cuny), em 1986, e participou de coletivas como Up & Comming, na feira de arte espanhola Arco-2004, e Works on and Off Paper, na galeria nova-iorquina Cecilia de Torres, especializada em arte moderna e contemporânea latino-americana, em 2005. A artista constrói suas obras em placas articuladas de acrílico ou policarbonato, com inspiração na arquitetura de movimento. Embora não possam ser manipulados pelo público, os trabalhos têm versatilidade para ser exibidos de diferentes formas, em superposições ou variações geométricas espaciais. Marta apresentará sete instalações na galeria de Laura Marsiaj, duas delas de formatos maiores, como a Blue Cube (foto), feita há dois anos, com área interna de 1,22 metro cúbico quando fechada. O uso de materiais translúcidos permite que se vejam de uma só vez todos os lados das obras.
Marta Chilindrón. Laura Marsiaj Arte Contemporânea. US$ 2 000,00 a US$ 3 000,00. Rua Teixeira de Melo, 31 C, Ipanema,
2513-2074. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 15h às 20h. Grátis. Até 19 de julho. A partir de quarta (18). www.lauramarsiaj.com.br.
ESTRÉIAS
CLEMENS KRAUSS. Homônimo do falecido maestro alemão, esse pintor austríaco integrante da nova geração da arte contemporânea construiu uma imensa pintura no MAM, de 8 por 30 metros, com 100 quilos de tinta a óleo. Batizada Aufwand/Display, a obra, com curadoria da brasileira radicada em Berlim Tereza de Arruda, tem caráter muralista para representar, com a reduzida escala do corpo humano em relação ao trabalho, a disposição demográfica desigual da população brasileira. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 3 de agosto. A partir de quarta (18). www.mamrio.com.br.
PÉRFIDAS SALOMÉS. Dividida em catorze módulos, essa mostra fotográfica retrata o Rio e sua população que incorporavam novos hábitos e costumes trazidos pelo cinema, entre os anos de 1900 e 1930, a partir de antigas imagens eróticas, caricaturas, propagandas e textos de revistas ilustradas, como a Fon-Fon! e Para Todos, além de fragmentos literários. A curadoria faz a associação do mito bíblico de Salomé à mulher moderna e aborda no acervo temas como o comportamento feminino carioca naquela época, como as novas formas de amar, o flerte, o casamento e a separação, o entretenimento e a sociabilidade, a praia, os esportes, a dança e a moda, as doenças femininas, como a histeria, as drogas, as insatisfações e os novos desejos. Fundação Casa de Rui Barbosa, Rua São Clemente, 134, Botafogo,
3289-4645. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado e domingo, 14h às 18h. Grátis. Até 30 de julho. A partir de quinta (19).
EM CARTAZ
BICHOS. Essa mostra, com curadoria de Anna Paola Baptista, reúne 88 obras da coleção dos museus Castro Maya inspiradas no mundo animal. É um acervo de respeito: Picasso comparece com a gravura O Cervo, Miró é o autor da tela O Galo e Matisse assina a gravura O Cavalo, a Amazona e o Palhaço. Carneiro Jasmin, tela de Portinari, e Vista da Vila de Itu, Caminho de Sorocaba, aquarela de Debret, também estarão presentes. Rica, a coletânea inclui ainda cerâmicas de Mestre Vitalino, livros do século XIX e esculturas como Carpas Enlaçadas, da dinastia Ming (século XIV-XVI). Museu da Chácara do Céu. Rua Murtinho Nobre, 93, Santa Teresa,
2224-8981. Segunda e quarta a domingo, 12h às 17h. R$ 2,00. Estac. Grátis para maiores de 65 anos e grupos escolares. Grátis às quartas. Até dia 30. www.museuscastromaya.com.br.
CARLOS VERGARA. Integrante do projeto Missões no Paço, com individuais de três artistas inspirados nas ruínas de São Miguel Arcanjo, no Rio Grande do Sul, as quatro salas ocupadas por Vergara destacam-se das demais e garantem as quatro estrelas. Em Sagrado Coração, Missão de São Miguel, esse gaúcho de Santa Maria radicado no Rio apresenta dezessete imensas pinturas em monotipia sobre lona crua. Também chamam a atenção a parede com trinta lenços de bolso pintados com a mesma técnica e a curiosa série de dez fotografias que, trabalhadas por computador, oferecem efeitos óticos em 3D. Completam a mostra quarenta fotografias em preto-e-branco do gaúcho Luiz Carlos Felizardo que compõem O Sonho e a Ruína São Miguel das Missões, e a instalação Reaparição, de João Eduardo Loureiro, com projeções de imagens da fachada da igreja encontradas no comércio e nos pontos turísticos da região e a maquete do monumento Jaz. Paço Imperial, Praça Quinze, 48, Centro,
2533-4407.
Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 27 de julho.
DANIEL SENISE. Considerado um dos ícones da Geração 80, esse artista carioca realiza duas individuais no Rio. No MAM, apresenta a maior exposição de sua carreira no Brasil, Vai que Nós Levamos as Partes que Te Faltam, com 34 telas criadas entre a década de 1990 até 2008. No acervo estão obras em técnica mista como Reino I, mesclando colagem e pintura em diversos estágios. Na outra mostra, na Galeria Silvia Cintra, Senise exibe criações repletas de referências pessoais, como a tela feita de colagens com a representação de uma das salas de aula da extinta Escola Pernalonga, no Arpoador, onde estudou. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 20 de julho. www.mamrio.com.br. e Silvia Cintra Galeria de Arte. R$ 8.000,00 a R$ 45.000,00. Rua Teixeira de Melo, 53, loja D, Ipanema,
2521-0426.
Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 16h. Grátis. Até 5 de julho. www.silviacintra.com.br.
XIX SALÃO CARIOCA DE HUMOR. Cartuns, charges, caricaturas e quadrinhos integram essa coletiva com 52 trabalhos selecionados entre 270 inscritos no tradicional concurso. Na lista dos premiados estão o cartum sem título do cearense Hemetério, que faz graça com uma mulher vestindo burca, a charge Maioridade Penal, do baiano Mineu, e as caricaturas Pedro Cardoso, do paulistano Baptistão, e Dilma PAC-Boop, criação de Osmani Simanca, cubano radicado em Salvador, que caracteriza a ministra Dilma Rousseff como a personagem do desenho animado Betty Boop. A categoria quadrinhos apresenta o único carioca vencedor, Daniel Lafayette, com a Coletânea de Tiras. Casa de Cultura Laura Alvim. Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema,
2267-1647.
Terça a domingo, 15h às 20h. Grátis. Até 31 de julho.
O ESPÍRITO DO BUDÔ – A HISTÓRIA DAS ARTES MARCIAIS NO JAPÃO. Com 87 peças originais trazidas de instituições do Japão, essa mostra comemorativa pelo centenário da imigração japonesa tem como enfoque a história das artes marciais. O acervo reúne espadas, vestuário completo utilizado em diferentes lutas tradicionais, como o kendô dos antigos guerreiros samurais, capacetes, armaduras e utensílios de lutas e outros objetos afins. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro,
2550-9220.
Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriado, 14h às 18h. R$ 6,00. Menores de 5 anos e maiores de 65 anos não pagam. Grátis aos domingos. Até 27 de julho.
FÁBIO MIGUEZ E WAGNER MALTA TAVARES. Duas individuais simultâneas com trabalhos desses artistas paulistanos ocupam a grande galeria da Gávea. Ex-integrante do grupo Casa 7, Miguez apresenta no salão principal seis pinturas sem título e a instalação interativa Pingue-Pongue, construída em óleo e cera sobre madeira e vidro, que atinge 8 metros de diâmetro. Na sala multiuso, está o objeto Onde Valise, feito em escala menor com os mesmos materiais. O outro artista, Malta Tavares, expõe no 3º andar duas esculturas em ferro, intituladas Anúbis, além de nove fotografias com efeitos ópticos obtidos com mangueiras de lâmpadas usadas como enfeite de Natal. Completam a mostra o objeto Laço – 100 caixas com um DVD e sessenta imagens – e o vídeo O Barqueiro, exibido no contêiner do terraço. Anita Schwartz Galeria de Arte. R$ 500,00 a R$ 80 000,00. Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea,
2274.3873.
Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até 12de julho. www.anitaschwartz.com.br .
IVENS MACHADO. Desenhista e escultor consagrado, o esse catarinense radicado no Rio há mais de quarenta anos apresenta na mostra Encontro/Desencontro somente trabalhos em videoarte. Com a curadoria de Alberto Saraiva, é exibido um conjunto de três vídeos produzidos por Ivens em 1974 e restaurados nos Estados Unidos (Slavemaster/Slave, Versus e Dissolution), além de videoinstalações inéditas em direção conjunta com Samir Abujamra. A que dá nome à exposição é dividida em atos. No vídeo Ordem Unida, são projetados em uma tela em forma de "U" closes de 48 umbigos de pessoas que fazem movimentos simultâneos. Já Perseguição tem como tela o exterior do elevador, com projeções de cenas de ação de quatro homens correndo atrás de uma mulher. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo,
3131-3060, Metrô Largo do Machado.
Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Classificação etária 18 anos. Até 3 de agosto.
MARCOS CHAVES. Maior individual do artista carioca, a mostra É da Sua Natureza reúne cinqüenta trabalhos em três salões do Oi Futuro e arredores do centro cultural. Na saída da estação de metrô do Largo do Machado está Risos Contidos, instalação composta de um contêiner de onde saem sons de gargalhadas gravadas. Focada na interação das plantas e árvores com paredes, muros e calçamentos do espaço urbano, a exposição com curadoria de Alberto Saraiva é sintetizada em um painel sem título com doze fotografias com o Pão de Açúcar ao fundo, que mostram uma trepadeira entrelaçada a uma grade. Vale ressaltar o forte impacto visual das fotografias apresentadas em metacrilato, com textura de vidro que valoriza os detalhes das imagens, como pode ser percebido nos belos registros das séries Álbum e Os Nós. Completam o circuito as videoinstalações Talking Radio, Porrelise, Díptico e A Árvore que Caminha. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo,
3131-3060, Metrô Largo do Machado.
Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até dia 29.
MARCOS DUPRAT. Diplomata de carreira há quatro décadas, esse carioca de 63 anos tem a maior parte da sua vida dedicada às artes plásticas, desde que começou a estudar desenho e pintura na Escola Nacional de Belas-Artes, no começo dos anos 1960. Duprat, que tem obras nos acervos do Masp e da Pinacoteca do Estado de São Paulo, além do MAM carioca, apresenta na mostra Sonhos Diurnos oitenta desenhos, dos quais cinqüenta produzidos sobre papel artesanal, feito no Japão e no Brasil, mais vinte óleos sobre tela. Destaque para as séries Figura na Água, com quatro pinturas a óleo sobre papel e um desenho a lápis pastel, e Quatro Estações. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro,
2253-1580.
Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 20 de julho.
MULHERES REAIS – MODAS E MODOS NO RIO DE DOM JOÃO VI. Importante manifestação cultural e social do Rio, na época em que a cidade era capital do império português, a indumentária e seus usos são o enfoque dessa mostra. Há recriações de figurinos das mulheres da realeza, como D. Maria I, Carlota Joaquina e D. Leopoldina, que ajudaram a construir hábitos e costumes da sociedade carioca. Roupas de plebéias, como as mulheres de colonos com suas mantilhas e das escravas africanas, revelam o estilo despojado e sensual da população no período joanino. O acervo conta com roupas e acessórios autênticos do Museu Nacional do Traje de Lisboa, do Museo del Traje de Madrid e do Wien Museum – Mode Depot de Viena, além de jóias de escravas do acervo do Museu Costa Pinto, de Salvador. Casa França-Brasil. Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro,
2253-5366.
Terça a domingo, 10h às 20h. Grátis. Até 6 de julho.
NICOLAS-ANTOINE TAUNAY NO BRASIL: UMA LEITURA DOS TRÓPICOS. Pinturas e desenhos de Taunay (1755-1830) compõem essa mostra com 71 obras cedidas por prestigiosos museus internacionais e brasileiros, como o Victoria & Albert Museum, de Londres, e o Museu Nacional, no Rio. Com curadoria da historiadora Lilia Moritz Schwarcz, o acervo é distribuído em cinco setores, como As Grandes Telas Napoleônicas, com óleos de grandes formatos pertencentes ao acervo do Musée National des Châteaux de Versailles et de Trianon, entre eles Entrada de Napoleão I em Munique, à Frente do Exército Francês, em 24 de Outubro de 1805. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro,
2240-0068, Metrô Cinelândia.
Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 17h. R$ 5,00. Grátis aos domingos. Até 6 de julho.
NIPPON – 100 ANOS DE INTEGRAÇÃO BRASIL-JAPÃO. Quimonos cerimoniais, armaduras de samurais, objetos como leques e porcelanas Imari e documentos, além de setenta gravuras japonesas do século XVIII, estão entre os cerca de 300 itens que ocupam todos os espaços expositivos do CCBB. Com curadoria de Denise Mattar, a mostra apresenta um amplo panorama cultural dos dois países, passando por ikebanas, ideogramas até produções de alta tecnologia. Na rotunda do centro cultural, dez pipas de diferentes formatos, como a centopéia de 16 metros, ficam suspensas sobre o palco circular onde estão programados desfiles de quimonos, demonstrações de artes marciais e performances de pequenos robôs. No 1º andar está uma impressionante galeria com obras de artistas contemporâneos nipo-brasileiros consagrados, como Manabu Mabe e Tomie Ohtake, além de talentos que despontam na cena internacional, como Yutaka Toyota e a ceramista Kimi Nii. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro,
3808-2020.
Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 13 de julho.
POÉTICA DA PERCEPÇÃO. Leia em Veja Rio Recomenda. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 13 de julho. www.mamrio.com.br.
FOTOGRAFIA
A BAHIA DE JORGE AMADO NO ACERVO DO IMS. Registros fotográficos de paisagens e costumes baianos em cidades como Ilhéus e Salvador, ligados à obra de Jorge Amado, integram essa mostra. O percurso começa com trabalhos realizados ainda no século XIX, como Ladeira do Pau da Bandeira, ligando a Rua Direita do Palácio com a Ladeira da Conceição, de Benjamin Mulock, e outros de Marc Ferrez e Albert Henschel. No setor seguinte estão flagrantes do Carnaval, candomblé, procissões, capoeira e músicos realizados entre 1940 e 1980 por Marcel Gautherot e José Medeiros. Completam o circuito fotografias de Edu Simões feitas para uma edição dos Cadernos de Literatura Brasileira publicada na década de 1990. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea,
3284-7400.
Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até 20 de agosto. www.ims.com.br.
FOTOENCONTRO 2008. Nova edição anual da coletiva fotográfica promovida pela galerista Mercedes Viegas, com dezessete trabalhos em médios formatos de Flávio Colker, Matheus Rocha Pitta, Mauro Restiffe e Otávio Schipper. Entre imagens coloridas e em preto-e-branco, Flávio exibe quatro realizações, como Estrada; Matheus também apresenta quatro obras, entre elas Câmara de Compensação # 3; Mauro expõe três, como Reflexão # 1; e Otávio, seis, como Estofa. R$ 3.500,00 a R$ 26.000,00. Mercedes Viegas Arte Contemporânea. Rua João Borges, 86, Gávea,
2294-4305. Segunda a sexta, 13h às 19h; sábado, 16h às 20h. Grátis. Até 19 de julho.