Exposições
Carlos Henrique Braz
Cores do sul da França
Divulgação
Mais conhecido pela atuação nos bastidores, como curador de exposições e diretor do Centro de Arte Hélio Oiticica, o cearense Luciano Figueiredo tem quatro décadas de produção artística. Aos 60 anos, quarenta deles vividos no Rio, ele vai exibir dez trabalhos em técnica mista na mostra Terceto, dividida em duas séries. Seu lento processo criativo começa com papel francês Arches, bem rígido. Ele delimita com fac-símiles de jornal as três partes em que vai cortar a folha. Depois, monta com elas uma espécie de sanduíche, que ganha ainda seis camadas de papel e lona. Resultam dessa superposição as formas variadas da primeira série de telas, sem título, colorida com tinta acrílica. As obras da série que dá nome à mostra seguem princípio parecido, mas têm dimensões menores e a tinta acrílica é usada com técnica de aquarela, como se vê em Terceto Villa Costebelle # 0 (foto). "Os títulos e cores são inspirados nas temporadas que passo em Nice, no sul da França", conta Figueiredo.
Luciano Figueiredo. Lurixs Arte Contemporânea. R$ 6 000,00 a R$ 20 000,00. Rua Paulo Barreto, 77, Botafogo,
2541-4935. Segunda a sexta, 14h às 19h. Sábado, mediante agendamento. Grátis. Até 12 de julho. A partir de quarta (21). Fecha na quinta (22). www.lurixs.com.
ESTRÉIAS
GUSTAVO SPERIDIÃO. Desenhos a grafite e pinturas compõem essa individual do artista carioca batizada Sobre Desenho. Os temas dos trabalhos têm a irreverência como marca principal. R$ 2.000,00 a R$ 10.000,00. Galeria Artur Fidalgo, Rua Siqueira Campos, 143, sobrelojas, 147-149 (Shopping Cidade de Copacabana), Copacabana,
2549-6278, Metrô Siqueira Campos.
Segunda a sexta, 10h às 19h. Sábado, 10h às 14h. Estac. (Rua Figueiredo Magalhães, 598). Grátis. Até 19 de junho. A partir de terça (20). Fecha na quinta (22). www.arturfidalgo.com.br.
MIRIAN FICHTNER. Fotógrafa gaúcha radicada no Rio há 22 anos, Mirian apresenta quarenta registros de rituais de candomblé e umbanda na mostra Cavalo de Santo. A artista partiu da constatação do IBGE, levantada no Censo 2000, de que o Rio Grande do Sul é o estado que, proporcionalmente, concentra o maior número de adeptos de religiões afro-brasileiras no país – e não a Bahia, como muitos podem imaginar. Curiosamente, o trabalho mostra como o regionalismo influencia na prática do culto aos orixás, com o churrasco presente nas oferendas e as bombachas brancas usadas como o traje dos pais-de-santo dos pampas, no lugar das túnicas e abadás. Centro Cultural da Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro,
3261-2550, Metrô Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até 29 de junho. A partir de quarta (21).
EM CARTAZ
BABINSKI. Desenhista, gravador e pintor polonês, Maciej Babinski, 67 anos, está radicado no Brasil há mais de meio século. Nessa individual com curadoria de Elizabeth Nasser estão setenta obras, entre gravuras em metal, xilogravuras e litografias, em que a paisagem é um dos temas trabalhados. O acervo exposto representa grande parte da produção gráfica do artista. Destaque para os trabalhos Situação (1968), e Paisagem Com Figuras (1970), além de duas grandes xilogravuras sem título, de 1983, instaladas perto da entrada da galeria. Caixa Cultural (Galeria 1). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro,
2544-7666, Metrô Carioca.
Terça a domingo, 10h às 22h. Grátis. Até 15 de junho. www.caixacultural.com.br.
CARLOS VERGARA. Leia em Veja Rio Recomenda. Paço Imperial, Praça Quinze, 48, Centro,
2533-4407.
Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 27 de julho.
CARLOS ZILIO. Há quatro anos sem apresentar uma individual no Rio, o artista plástico carioca exibe dezoito óleos sobre tela em grandes formatos, doze desenhos feitos com bastão de óleo e a carvão, além de quatro objetos. Entre as pinturas destacam-se imensos dípticos como Quem Tem Medo de Verde, Amarelo, Azul e Branco e de Barnett Newman III e Jardim, ambos em esmalte sintético, óleo e bastão de óleo sobre tela, medindo 1,4 metro por 2,94 metros. Há interessantes objetos, a exemplo de O Julgamento de Paris, curiosa reprodução de três maçãs em silicone, resina plástica e gesso sobre base de mármore. No terraço estão ainda belos desenhos sem título e óleos sobre tela – um deles é Rubens On The Beach II. A partir de R$ 10.000,00. Anita Schwartz Galeria de Arte. Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea,
2274.3873.
Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 11h às 17h. Grátis. Até sábado (24). Fecha na quinta (22). www.anitaschwartz.com.br.
GUGA FERRAZ. Na mostra A Cidade Repete o Homem, o artista exibe esculturas e instalações inéditas. Trata-se de uma novidade na carreira de Ferraz, mais conhecido por promover intervenções urbanas. São dele curiosos trabalhos como a obra Placa de Ônibus Incendiado e aqueles adesivos infiltrados em transportes coletivos (no mesmo modelo que costuma trazer procedimentos de segurança) com os dizeres "Em caso de assalto, não reaja.". A Gentil Carioca. Rua Gonçalves Lêdo, 17, sobrado, Centro,
2222-1651, Metrô Presidente Vargas. Terça a sexta, 12h às 19h; sábado, 12h às 17h. Até 21 de junho. Fecha na quinta (22). www.agentilcarioca.com.br.
GUILHERME SECCHIN E CARLOS FRANÇA. Capixaba radicado no Rio há trinta anos, Secchin apresenta vinte objetos de parede em médias dimensões, feitos em parceria com o artesão mineiro França, na mostra Árvore da Vida. Carlos recolheu tábuas abandonadas nas matas de Itaipava, na região serrana, e as transformou em suportes quadrados ou circulares para obras como Mandala Árvore da Vida. Guilherme criou as imagens com tinta acrílica e aplicações em metal que, pelos delicados detalhes, lembram trabalhos em marchetaria. R$ 1.200,00 a R$ 2.100,00. Way Design Contemporánea. Rua Ataulfo de Paiva, 270, lojas 106 e 107, subsolo (Rio Design Leblon),
2259-0357.
Segunda a sábado, 10h às 22h; domingo e feriado, 15h às 21h. Grátis. Até 8 de junho.
JOCY DE OLIVEIRA. Compositora erudita e artista multimídia, Jocy está comemorando quarenta anos de carreira com apresentações de ópera, teatro e a mostra Imersão. Este programa para aficionados no gênero traz instalações interativas, como Noturno de um Piano (com o instrumento suspenso sobre um espelho inclinado, referente à ópera Soif), A Bolha (que remete à ópera Fata Morgana) e Teatro Probabilístico 1967/68. No encerramento da exposição, domingo (25), às 18h30, os músicos Leonardo Fuks e Paulo Passos farão uma intervenção cênico-sonora nas obras tocando oboés feitos de gelo, acompanhados pelo oboísta Eliezer Santos, a bailarina Márcia Moraes e a atriz e soprano Gabriela Geluda. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo,
3131-3060, Metrô Largo do Machado.
Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até domingo (25).
LINHA DO HORIZONTE. Essa coletiva com trabalhos de 25 artistas portugueses de diferentes gerações traça um panorama da produção lusitana nos últimos cinqüenta anos. As 63 pinturas, fotografias e instalações vieram de importantes instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian, além de galerias e colecionadores particulares. Aproximações, primeiro dos três núcleos da mostra, reúne belas obras como o políptico em acrílica sobre madeira Paisagem (nº 4, nº 5, nº 6 e nº 9), de Albuquerque Mendes, e a têmpera sobre cartão Naniôra – Uma e Duas, de Mario Cesariny (1923-2006). No segundo setor, há impactantes telas de Álvaro Lapa e de Nikias Skapinakis. No terceiro, destaque para as pinturas fotográficas de Cruz Felipe e Costa Pinheiro. Caixa Cultural (Galerias 2 e 3). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro,
2544-7666, Metrô Carioca.
Terça a domingo, 10h às 22h. Grátis. Até 15 de junho. www.caixacultural.com.br.
MARCO VELOSO. Individual do artista carioca com quinze séries de desenhos abstratos de carvão sobre papel, pertencentes à coleção de Gilberto Chateaubriand. Com curadoria de Reynaldo Roels Jr., esse acervo é apresentado em painéis que reúnem entre dezesseis e vinte trabalhos, cada um. Merecem especial atenção os conjuntos Série # 1, no térreo, e, no segundo pavimento, Série # 4, com passe-partout preto e tons escuros, e Série # 90, com traços geométricos abstratos. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: paga-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 29 de junho. www.mamrio.com.br.
MARCOS CHAVES. Maior individual do artista carioca, a mostra É da Sua Natureza reúne cinqüenta trabalhos em três salões do centro cultural e seus arredores. Na saída da estação de metrô do Largo do Machado está Risos Contidos, instalação composta de um contêiner de onde saem sons de gargalhadas gravadas. As reações do público são as mais variadas – e divertidas. Focada na interação das plantas e árvores com paredes, muros e calçamentos do espaço urbano, a exposição com curadoria de Alberto Saraiva é sintetizada em um painel sem título com doze fotografias que, com o Pão de Açúcar ao fundo, mostram uma trepadeira entrelaçada a uma grade. Vale ressaltar o forte impacto visual das fotografias apresentadas com um material sintético chamado metacrilato. Aplicado sobre as imagens, proporciona uma textura de vidro e valoriza os detalhes, como pode ser percebido nos belos registros das séries Álbum (a raiz do oiti que surge entre pedras portuguesas) e Os Nós, com retratos de cipós encontrados na Floresta da Tijuca. Completam o circuito as videoinstalações Talking Radio, Porrelise, Díptico e A Árvore que Caminha. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo,
3131-3060, Metrô Largo do Machado.
Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 29 de junho.
MARCOS DUPRAT. Na mostra Sonhos Diurnos, o artista apresenta oitenta desenhos, cinqüenta deles produzidos sobre papel artesanal, mais vinte óleos sobre tela. Diplomata de carreira há quatro décadas, esse carioca de 63 anos dedicou boa parte da vida às artes plásticas, desde que começou a estudar desenho e pintura na Escola Nacional de Belas Artes e no ateliê do MAM, no início dos anos 1960. Duprat tem obras nos acervos do Masp e da Pinacoteca do estado de São Paulo, além do MAM carioca. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro,
2253-1580.
Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 23 de junho.
MARTA JOURDAN. Instalações de grandes formatos, desenhos e objetos da série Derramados integram a primeira individual dessa artista carioca. Marta já participou de prestigiadas coletivas, como o Projeto Multiplicidade, no Oi Futuro, e Estados de Metáforas, ao lado de Brígida Baltar e Claudia Bakker, no Projeto Respiração. Exibido nessa mostra realizada na Fundação Eva Klabin, em 2007, o trabalho Zona de Lançamento #2 está na galeria ao lado de outras instalações em grandes formatos, construídas com eletrodomésticos e ferramentas, como Líquidos Perfeitos, Máquinha de Estanho # 1 e Estanho. R$ 1.500 a R$ 10.000,00. Mercedes Viegas Arte Contemporânea. Rua João Borges, 86, Gávea,
2294-4305. Segunda a sexta, 13h às 19h; sábado, 16h às 20h. Grátis. Até sábado (24). Fecha na quinta (22).
MISSÕES NO PAÇO. Mostra com individuais integradas que têm como tema central o sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo, no Rio Grande do Sul. O fotógrafo gaúcho Luiz Carlos Felizardo participa com O Sonho e a Ruína São Miguel das Missões, composta de cinqüenta painéis, sendo quarenta com fotografias e dez com textos. João Eduardo Loureiro exibe em Reaparição projeções de imagens com representações da fachada da igreja que é o cartão-postal da região, encontradas no comércio em forma de letreiro de videolocadoras, de restaurantes de comida por peso e placas de rua, além de uma maquete da instalação Jaz, construída diante do complexo religioso. Paço Imperial, Praça Quinze, 48, Centro,
2533-4407.
Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 27 de julho.
NELSON AUGUSTO. Discípulo de Aluísio Carvão, Frederico Morais e Lygia Pape nas décadas de 60 e 70, esse artista carioca comemora 42 anos de carreira com a mostra Pinturas e Pinturas. São doze trabalhos recentes em acrílica sobre tela e colagens com madeira e barbante. Merecem atenção as telas O Domingo Azul do Mar, Capela e o díptico Cello e Harpa, além de objetos de parede interessantes como Vogais e Hino Nacional da Paty do Alferes, construídos com madeira MDF com formato de caixas que acondicionam papéis pintados, lembrando livros. R$ 2.000,00 a R$ 5.000,00. Galeria 90 Arte Contemporânea. Rua Marquês de São Vicente, 90, sala 101, Gávea,
2529-6588. Segunda a sexta, 14h às 19h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até dia 31. Fecha na quinta (22).
NICOLAS-ANTOINE TAUNAY NO BRASIL: UMA LEITURA DOS TRÓPICOS. Mostra com 71 pinturas e desenhos de Taunay (1755-1830), cedidas por prestigiosos museus internacionais e brasileiros, como o Victoria & Albert Museum, de Londres, e o Museu Nacional, no Rio. Com curadoria da historiadora Lilia Moritz Schwarcz, o acervo é distribuído por cinco setores. Em um deles, batizado As Grandes Telas Napoleônicas, há cinco óleos de grandes formatos pertencentes ao acervo do Musée National des Châteaux de Versailles et de Trianon. Na sala Retratos Íntimos figura uma interessante galeria com seis pinturas das filhas de dom João e Carlota Joaquina (Maria Teresa, Maria Isabel Francisca, Maria Francisca, Isabel Maria, Maria da Assunção, Ana de Jesus) que vieram do Palácio Nacional de Queluz, em Portugal. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro,
2240-0068, Metrô Cinelândia.
Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 17h. R$ 5,00. Grátis aos domingos. Até 6 de julho.
UM NOVO MUNDO, UM NOVO IMPÉRIO: A CORTE PORTUGUESA NO BRASIL. Grande mostra que comemora os 200 anos da chegada da família real portuguesa com objetos, pinturas, gravuras e documentos, como a carta de elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves. Também há belas pinturas, como a Chegada de D. João VI a Salvador (1952), de Portinari, e Chegada da Família Real de Portugal, óleo sobre tela que reconstitui a entrada da frota na Baía de Guanabara, criada em 1999 pelo pintor da Marinha inglesa Geoff Hunt, a partir de informações do diário de bordo dos viajantes da época. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro,
2550-9220.
Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriado, 14h às 18h. R$ 6,00. Menores de 5 anos e maiores de 65 anos não pagam. Grátis aos domingos. Até 8 de junho.
RIO DE JANEIRO, CAPITAL DE PORTUGAL. Outra mostra que marca os dois séculos da chegada da família real. O enfoque, porém, é sobre o impacto da vinda da corte na transformação dos costumes, na economia, na moda, na culinária e no urbanismo da cidade no começo do século XIX. Entre gravuras de Debret, o acervo iconográfico oferece um toque de bom humor, exibindo, por exemplo, uma série de retratos de dom João VI e Carlota Joaquina que, retocados a pedido dos clientes, resultam em uma galeria de personagens embelezados. No fim do percurso o visitante poderá levar duas receitas de 200 anos criadas pelo ex-cozinheiro de dona Maria, A Louca, Lucas Rigaud. Arte Sesc. Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo,
3138-1343, Metrô Flamengo.
Terça a sábado, 12h às 20h; domingo, 11h às 17h. Grátis. Até 1º de junho. Fecha na quinta (22).
ZOOM – COLETIVA DE PINTURAS. Essa coletiva, recentemente exibida no Centro Cultural Candido Mendes, marca a reabertura das galerias do Espaço Cultural Sérgio Porto, fechado desde o incêndio ocorrido em maio do ano passado. Trabalhos de sete artistas compõem essa mostra, com curadoria do fotógrafo e pintor americano John Nicholson, 57 anos de idade, há três décadas radicado no Rio. A partir da tela Zoom no Leme, em que retratou o Caminho dos Pescadores, um belo recanto do bairro, ele propôs aos demais artistas um jogo parecido com o do telefone sem fio, em que as frases ditas de ouvido em ouvido chegam totalmente modificadas ao último participante. Seguindo essa orientação, e inspirados pela obra de Nicholson, Andréa Canto, Jean-Baptiste Déchery, Cássia Castro, Ni da Costa, Ana Rondon e Patrícia Norman elaboraram suas coloridas telas. Galerias Marcantonio Vilaça, Espaço Cultural Sérgio Porto. Rua Visconde Silva, s/nº, Humaitá,
2266-0896. Terça a domingo, 13h às 20h. Grátis. Até 9 de junho.
FOTOGRAFIA
EDGAR MARTINS. Esse português de 30 anos, radicado em Londres desde 1996, é considerado pela crítica britânica um dos expoentes da fotografia contemporânea. Nessa individual estão presentes cinco dípticos em grandes formatos. São imagens registradas na Islândia, com montanhas e campos em degelo, além de mulheres cujos inusitados penteados bicolores chamaram a atenção do artista. Desponta no acervo um trabalho sem título da série Landscapes Beyond the Burden of Proof, que retrata um céu estrelado com o fenômeno da aurora boreal. R$ 12.000,00. Laura Marsiaj Arte Contemporânea. Rua Teixeira de Melo, 31 C, Ipanema,
2513-2074. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 15h às 20h. Até quarta (21). www.lauramarsiaj.com.br.
O RIO DE JANEIRO DE AUGUSTO MALTA NO ACERVO DO INSTITUTO MOREIRA SALLES. Autor da mais importante documentação fotográfica existente sobre o Rio, feita nas três primeiras décadas do século XX, Augusto Malta (1864-1957) foi contratado pelo prefeito Pereira Passos em 1903. Nesta mostra estão presentes cinqüenta imagens e uma projeção multimídia com registros como os da construção da Avenida Central (atual Rio Branco), da Exposição Nacional de 1908, da Exposição do Centenário da Independência de 1922 e de festas populares, como o Carnaval. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea,
3284-7400.
Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até 15 de junho. www.ims.com.br.