Exposições
Carlos Henrique Braz
Arte, paisagens e bom humor
Divulgação
Nascido em Santa Teresa, o carioca Marcos Chaves cresceu em contato com o verde da Floresta da Tijuca. E, desde criança, carrega na memória a grandiosidade da cidade do Rio vista do alto, em suas andanças pela Estrada das Paineiras. Com 46 anos de idade e vinte de carreira, o artista plástico uniu essas referências ao bom humor que marca sua obra nos mais de cinqüenta trabalhos da mostra É da Sua Natureza, em cartaz a partir de domingo (11) no Oi Futuro. "Fiz uma observação da natureza interagindo com o espaço urbano", explica Chaves. Essa idéia é bem resumida pelo enorme painel sem título com doze fotografias de uma trepadeira entrelaçada a uma grade, todas com o Pão de Açúcar ao fundo. Também no acervo estão as séries fotográficas Os Nós e Álbum, que retratam formas de adaptação das plantas às ruas, além de cinco videoinstalações. Uma delas, Talking Radio (foto), é uma curiosa boca cenográfica que "declama" um texto gravado. Do lado de fora do espaço, uma intervenção cobrirá a fachada com faixas amarelas e pretas. Perto dali, no Largo do Machado, a instalação Risos Contidos promete animar pedestres com sons de gargalhadas saindo de um contêiner.
Marcos Chaves. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo,
3131-3060, Metrô Largo do Machado.
Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 29 de junho. A partir de domingo (11).
ESTRÉIASARTE CONTEMPORÂNEA E PATRIMÔNIO. Mostra virtual com projeções de imagens de 143 obras de 63 artistas de diferentes gerações, que vivem e trabalham no eixo Rio–São Paulo. O curador Lauro Cavalcanti selecionou registros fotográficos e vídeos de pinturas, gravuras, esculturas, fotografias, objetos e performances cujos conceitos de alguma forma sejam ligados ao tema "patrimônio brasileiro". Estão na lista nomes como Anna Bella Geiger, Ascânio MMM, Beatriz Milhazes, Carlos Zilio, Daniel Senise, Luiz Áquila, Maria Bonomi, Paulo Vivacqua, Rubem Grillo, Simone Michelin e Wanda Pimentel, entre outros. Paço Imperial, Praça Quinze, 48, Centro,
2533-4407.
Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 27 de julho. A partir de sexta (9).
GUILHERME MARANHÃO. Vencedor do Prêmio Porto Seguro 2007 na categoria Pesquisas Contemporâneas com a mostra Pluracidades, o fotógrafo paulista exibe oito imagens da mesma série, trabalhos que lembram os efeitos de um caleidoscópio. Maranhão inspirou-se no trabalho do professor americano Andrew Davidhazy, um pesquisador de fotografia que desenvolveu a técnica de desintegração das figuras captadas por suas lentes. Galeria do Ateliê da Imagem. Avenida Pasteur, 453, Urca,
2541-3314. Segunda a sexta, 10h às 21h30; sábado, 10h às 17h30. Grátis. Até 28 de junho. A partir de sábado (10). www.ateliedaimagem.com.br.
LINHA DO HORIZONTE. Essa coletiva com 25 artistas portugueses exibe 63 obras, em diversas técnicas de pintura e de fotografia, com a proposta de mostrar um panorama da paisagem retratada na arte portuguesa da década de 1950 até hoje. Dividida pelos núcleos Apresentações, Paisagens Interiores e Desterritorializações, a exposição traz trabalhos como a tela Santa Maria, de Edgar Martins, que está com outras duas individuais na cidade, na Galeria Laura Marsiaj e na Casa do Saber. Caixa Cultural (Galerias 2 e 3). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro,
2544-7666, Metrô Carioca.
Terça a domingo, 10h às 22h. Grátis. Até 15 de junho. A partir de terça (6). www.caixacultural.com.br.
MISSÕES NO PAÇO. São três individuais integradas que têm como tema central o sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo, no Rio Grande do Sul. Em Sagrado Coração, Missão de São Miguel, o artista plástico Carlos Vergara apresenta pinturas, monotipias em telas e em lenços de bolso, além de dez fotografias manipuladas por ele e ampliadas em 3D. O fotógrafo gaúcho Luiz Carlos Felizardo participa com O Sonho e a Ruína – São Miguel das Missões, composta de cinqüenta painéis, quarenta com fotografias e dez com textos. João Eduardo Loureiro exibe em Reaparição projeções de imagens da fachada da igreja local encontradas no comércio e nos pontos turísticos da região, além da instalação Jaz, uma maquete do complexo religioso. Paço Imperial, Praça Quinze, 48, Centro,
2533-4407.
Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 27 de julho. A partir de sexta (9).
NICOLAS-ANTOINE TAUNAY NO BRASIL: UMA LEITURA DOS TRÓPICOS. Veja reportagem. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro,
2240-0068, Metrô Cinelândia.
Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 17h. R$ 5,00. Grátis aos domingos. Até 6 de julho. A partir de quarta (7).
PRÊMIO PROJÉTEIS FUNARTE DE ARTE CONTEMPORÂNEA. Quarta exposição do projeto que apresenta trabalhos de 24 artistas selecionados entre 372 inscritos e exibidos em cinco mostras ao longo do ano. Nessa edição aparecem quatro artistas. A catarinense Aline Dias exibe as instalações Cubo de Poeira, Petit (pêlos) e Traças. O gaúcho Cristiano Lenhardt comparece com Vídeo em Luz e Vídeo em Água. Cariocas, Izabela Pucu e Teresa Viana expõem obras bem distintas. A primeira apresenta os vídeos-performances Unidades Materiais de Tempo II e 1 Minuto, enquanto Teresa monta uma instalação sem título para interagir com a arquitetura da galeria. Palácio Gustavo Capanema – Galerias da Funarte. Rua da Imprensa, 16, Centro,
2279-8092, Metrô Cinelândia.
Segunda a sexta, 10h às 18h. Grátis. Até 20 de junho. A partir de terça (6).
EM CARTAZ
BICHOS. Essa mostra com curadoria de Anna Paola Baptista reúne 88 obras da coleção dos museus Castro Maya inspiradas no mundo animal. É um acervo de respeito: Picasso comparece com a gravura O Cervo, Miró é o autor da tela O Galo e Matisse assina a gravura O Cavalo, a Amazona e o Palhaço. Carneiro Jasmin, tela de Portinari, e Vista da Vila de Itu, Caminho de Sorocaba, aquarela de Debret, também estão presentes. Rica, a coletânea inclui ainda cerâmicas de Mestre Vitalino, livros do século XIX e esculturas como Carpas Enlaçadas, da dinastia Ming (século XIV-XVI). Museu da Chácara do Céu. Rua Murtinho Nobre, 93, Santa Teresa,
2224-8981. Segunda e quarta a domingo, 12h às 17h. R$ 2,00. Estac. Grátis para menores de 65 anos e grupos escolares. Grátis às quartas. Até 30 de junho. www.museuscastromaya.com.br.
CARLOS ZILIO. Há quatro anos sem apresentar uma individual no Rio, o artista plástico carioca exibe dezoito óleos sobre tela em grandes formatos, doze desenhos feitos com bastão de óleo e carvão, além de quatro objetos. Entre as pinturas destacam-se imensos dípticos como Quem Tem Medo de Verde, Amarelo, Azul e Branco e de Barnett Newman III e Jardim, ambos em esmalte sintético, óleo e bastão de óleo sobre tela. Há objetos interessantes como O Julgamento de Paris, reprodução de três maçãs em silicone, resina plástica e gesso sobre base de mármore. No terraço da galeria estão ainda belos óleos sobre tela, como Rubens On The Beach II, além dos desenhos sem título. A partir de R$ 10.000,00. Anita Schwartz Galeria de Arte. Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea,
2274.3873.
Segunda a sexta, 10h às 20h; sábado, 11h às 17h. Grátis. Até dia 17. www.anitaschwartz.com.br.
GALERIA DE ARTE BRASILEIRA MODERNA E CONTEMPORÂNEA. Inaugurado em dezembro de 2006, o espaço instalado no terceiro e no quarto andares do museu abriga exemplares de um período de rica produção nacional que vai de 1904 até 2006. Estão ali telas de Di Cavalcanti, Goeldi, Carlos Oswald, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Portinari, Fayga Ostrower, Pancetti, Abraham Palatnik, Daniel Senise, Gonçalo Ivo, Manfredo Souzaneto e Luis Áquila. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro,
2240-0068, Metrô Cinelândia.
Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 17h. R$ 5,00. Grátis aos domingos. Exposição permanente. Reabertura a partir de quarta (7).
HILAL SAMI HILAL. Esse artista plástico capixaba de ascendência síria, com 55 anos, traz para o Rio a mostra Seu Sami, vista por 17.000 pessoas no Museu da Vale, em Vitória. Concebida em homenagem ao pai, que morreu quando Hilal tinha 12 anos, a exposição ocupa todo o segundo andar do MAM com seis enormes e instigantes instalações, a exemplo de Sherazade, inspirada nos contos do clássico As Mil e Uma Noites, construída com o entrelaçamento das páginas de 400 livros. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: paga-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até dia 18. www.mamrio.com.br.
MARCELLO GRASSMANN. Gravador, desenhista e ilustrador, esse paulista com 82 anos de idade apresenta retrospectiva com mais de 100 trabalhos produzidos em todas as fases de sua carreira de mais de seis décadas. Grassmann participou da badalada Bienal de Veneza, em 1950, e da primeira Bienal de São Paulo, em 1951, entre 427 individuais e coletivas, sendo 116 no exterior. Seus trabalhos construídos com nanquim, sépia, extrato de nogueira ou crayon costumam conjugar figuras humanas com animais. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea,
3284-7400.
Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até dia 18. www.ims.com.br.
MARCO VELOSO. Individual do artista carioca com quinze séries de desenhos abstratos a carvão sobre papel pertencentes à coleção de Gilberto Chateaubriand. Com curadoria de Reynaldo Roels Jr., esse acervo é apresentado em painéis que reúnem entre dezesseis e vinte trabalhos, cada um. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro,
2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: paga-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 29 de junho. www.mamrio.com.br.
MARTA JOURDAN. Tirando partido de equipamentos domésticos como ferros de passar roupa e ferros de solda, essa artista carioca desenvolveu impressionantes instalações de grandes formatos. Líquidos Perfeitos ocupa a sala principal da galeria com treze bancos de bar de alturas variadas. Eles servem de apoio aos recipientes de vidro translúcido onde gotas d'água pingam sobre antigos ferros elétricos que, ligados, emitem sons e soltam vapores. Máquinha de Estanho # 1, no hall de entrada, e Estanho, na varanda, são trabalhos que contam com mecanismos que derretem o metal mencionado nos títulos. Suas gotas prateadas caem dentro de recipientes com água e formam objetos aleatórios, lembrando pingentes ou brincos. Outra obra é Zona de Lançamento #2, em que pingos d'água despejados constantemente em um retroprojetor são projetados sobre as paredes e telas do acervo do escritório de arte. Completam a mostra os desenhos e objetos da série Derramados. R$ 1.500,00 a R$ 10.000,00. Mercedes Viegas Arte Contemporânea. Rua João Borges, 86, Gávea,
2294-4305. Segunda a sexta, 13h às 19h; sábado, 16h às 20h. Grátis. Até dia 17.
NELSON AUGUSTO. Discípulo de Aluísio Carvão, Frederico Morais e Lygia Pape nas décadas de 1960 e 1970, o artista carioca comemora 42 anos de carreira com a mostra Pinturas e Pinturas. São doze trabalhos recentes em acrílica sobre tela e colagens com madeira e barbante. Merecem especial atenção as telas O Domingo Azul do Mar e Capela e o díptico Cello e Harpa. Construídos com madeira MDF em formato de caixas que acondicionam papéis pintados, os objetos de parede Vogais e Hino Nacional da Paty do Alferes lembram livros. R$ 2.000,00 a R$ 5.000,00. Galeria 90 Arte Contemporânea. Rua Marquês de São Vicente, 90, sala 101, Gávea,
2529-6588. Segunda a sexta, 14h às 19h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até dia 31.
UM NOVO MUNDO, UM NOVO IMPÉRIO: A CORTE PORTUGUESA NO BRASIL. Grande mostra comemorativa dos 200 anos da chegada da família real portuguesa, reúne objetos, pinturas, gravuras e documentos como a carta de elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves. Também há belas telas, a exemplo de Chegada de D. João VI a Salvador (1952), de Portinari, e Chegada da Família Real de Portugal, óleo sobre tela que reconstitui a entrada da frota na Baía de Guanabara, criado em 1999 pelo pintor da marinha inglesa Geoff Hunt a partir de informações do diário de bordo dos viajantes da época. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro,
2550-9220.
Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriado, 14h às 18h. R$ 6,00. Menores de 5 anos e maiores de 65 anos não pagam. Grátis aos domingos. Até 8 de junho.
NUNO RAMOS. Convidado da oitava edição do Projeto Respiração, que leva intervenções de arte contemporânea ao acervo da Fundação Eva Klabin – uma vasta coleção com peças que cobrem do Egito Antigo ao Impressionismo –, o artista plástico montou a exposição Pergunte Ao. Na instalação que dá título à mostra, espelhos refletem pinturas, como Madona, Menino e Dois Anjos (1510-1520), do flamengo Jan Provost. De granito negro, os trabalhos de Permito lembram lápides: as faces polidas espelham objetos como uma moldura de lareira do período gótico austríaco do século XV. Fundação Eva Klabin. Avenida Epitácio Pessoa, 2480, Lagoa,
3202-8550. Quarta a domingo, 14h às 18h. R$ 10,00. Estudantes, pessoas com mais de 60 anos e pais acompanhados dos filhos pagam R$ 5,00. Grátis para crianças de até 10 anos. Grátis às sextas. Visitas guiadas: 14h30 e 16h. Até 1º de junho.
RIO DE JANEIRO, CAPITAL DE PORTUGAL. Outra mostra que marca os dois séculos da chegada da família real. O enfoque, porém, é no impacto da vinda de dom João e sua corte na transformação dos costumes, na economia, na moda, na culinária e no urbanismo da cidade no começo do século XIX. Entre gravuras de Debret, o acervo iconográfico oferece um toque de bom humor, exibindo, por exemplo, uma série de retratos de dom João e Carlota Joaquina que, retocados a pedido dos clientes, resultam em uma galeria de personagens embelezados. Ao fim do percurso o visitante poderá levar duas receitas de 200 anos criadas pelo ex-cozinheiro de dona Maria, a Louca, Lucas Rigaud. Arte Sesc. Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo,
3138-1343, Metrô Flamengo.
Terça a sábado, 12h às 20h; domingo, 11h às 17h. Grátis. Até 1º de junho.
O TEATRO DE DEBRET. Chega ao fim a temporada da maior mostra já realizada sobre Jean-Baptiste Debret (1768-1848). Selecionadas pelo curador Júlio Bandeira da coleção dos Museus Castro Maya (Iphan/MinC), as 511 obras desse acervo estão divididas entre 346 aquarelas, 151 pranchas litográficas e cinco óleos de Debret, além nove trabalhos de outros artistas relacionados com o do pintor francês. A cenografia caprichada, com longas cortinas vermelhas entre as colunas do espaço cultural, valoriza o acervo e justifica o nome da exposição. Integrante da programação comemorativa pelos 200 anos da chegada da família real, a mostra enfoca o caráter de cronista e repórter do artista participante da Missão Artística Francesa, que viveu no Rio de 1816 a 1831 e registrou as rápidas mudanças nos costumes, no comportamento e na infraestrutura do país. Bons exemplos de seu trabalho são o óleo sobre tela Casamento de D. Pedro I e D. Amélia e as aquarelas Dia do Entrudo e Parte da Costa do Rio de Janeiro – Gigante Deitado. Fundação Casa França-Brasil. Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro,
2253-5366.
Terça a domingo, 10h às 20h. Grátis. Até domingo (11).
FOTOGRAFIAANDRÉ GARDENBERG. Arquitetura do Medo é o nome dessa individual em que o artista apresenta oitenta imagens coloridas registradas no Rio, em São Paulo, Salvador e Recife. Nelas, os objetos fotografados estão sempre atrás de grades, redes de proteção ou barras de ferro. Seu novo trabalho é a segunda parte de uma trilogia focada no homem contemporâneo e iniciada em 2001 com Arquitetura do Tempo, série em que Gardenberg registrou rostos famosos como os de José Celso Martinez Corrêa, Malu Mader, Nelson Motta e Fernanda Torres sem retoques nem maquiagem, explorando marcas de expressão. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro,
2253-1580.
Terça a domingo, 12h às 20h. Grátis. Até 1º de junho.
EDGAR MARTINS. O artista português de 30 anos radicado em Londres desde 1996 é considerado pela crítica britânica um dos expoentes da fotografia contemporânea. Nesta individual estão presentes cinco dípticos em grandes formatos. São imagens registradas na Islândia, com montanhas e campos em degelo, além de mulheres cujos inusitados penteados bicolores chamaram a atenção de Martins. Um dos destaques do acervo é um trabalho sem título da série Landscapes Beyond The Burden of Proof, que retrata um céu estrelado com o fenômeno da aurora boreal. R$ 12.000,00. Laura Marsiaj Arte Contemporânea. Rua Teixeira de Melo, 31 C, Ipanema,
2513-2074. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 15h às 20h. Até dia 21. www.lauramarsiaj.com.br.
PAISAGEM SUBMERSA. Mostra que leva o nome do coletivo formado pelos artistas mineiros João Castilho, Pedro David e Pedro Motta há sete anos. Entre 2001 e 2007, o trio de fotógrafos documentou, sob uma ótica contemporânea, o processo de alagamento de sete municípios do Vale do Rio Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais, para a formação do lago da hidrelétrica de Irapé. No acervo estão doze trabalhos com registros de demolição de casas e a mudança de 1.100 famílias. Destaque para o políptico com nove imagens em tons azulados de Pedro Motta, a fotografia Vitória Seca, de Pedro David, e a tela tracejada com fachos de luz de João Castilho. R$ 6.000,00 a R$ 18.000,00. Silvia Cintra Galeria de Arte e Box 4. Rua Teixeira de Melo, 53, loja D, Ipanema,
2521-0426.
Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 16h. Até sábado (10). www.silviacintra.com.br e www.galeriabox4.com.