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21 de Maio de 2008Bares
Sirva-se à vontade
Torres de chope viram atração nos botecos cariocas
Gustavo Autran
Fotos Selmy Yassuda
Manuela (de branco) com as amigas no Galeto Mania: praticidade
Elas são chamativas, de fácil manuseio e aliviam a vida dos garçons, requisitados a todo instante para trocar as tulipas esvaziadas. Donos de concorridos bares cariocas se renderam às torres de chope, equipamento capaz de comportar até 3,5 litros do líquido em recipientes plásticos cilíndricos. À mesa, elas dão autonomia aos clientes para que se sirvam à vontade sem chamar o atendente. Ou melhor: só dependem dele na hora de levar a engenhoca à mesa. No mais, é o próprio bebedor quem tira o chope na quantidade e na pressão desejadas. No Rota 66 (
2286-8487) e no Galeto Mania
(2537-5733), ambos na Cobal do Humaitá, a garantia é que o aparelho mantém o líquido gelado por meia hora. "A baixa temperatura é conservada graças a um cilindro de aço inoxidável na base com uma solução de água e álcool congelada", explica Simone Faget, gerente de marketing do Galeto Mania, onde são consumidas em média sessenta torres em um fim de semana – o equivalente a 150 litros de chope, já que cada uma tem capacidade para 2,5 litros. "A tampa que veda o recipiente impede a saída de gás carbônico e conserva a pressão da bebida", atesta Roberto Santos, representante de uma distribuidora que fornece o equipamento a vários estabelecimentos da cidade, com preço médio de 385 reais a unidade. "Em março vendi 400 peças", afirma.
O Rota 66 importou seus modelos dos Estados Unidos. Ao todo são treze tubos disponíveis na matriz e na filial do Leblon (
2512-5961). Lá, a torre de 3 litros custa 29 reais, enquanto a tulipa com 300 mililitros sai por 3 reais. Outras casas aderiram ao modismo, como o Bar Boemia, no Leblon (
2540-8416), e a filial da choperia Na Pressão no Downtown, na Barra (
2493-2060). "Elas ajudam a melhorar a qualidade do atendimento", avalia Danielle Badaró, gerente de franquias e marketing da rede Na Pressão. O público concorda. "Tiro exatamente o que vou beber sem precisar de ninguém", diz a assistente comercial Manuela Borges, 24 anos, que na semana passada dividia a mesa com três amigas no Galeto Mania.