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03 de Outubro de 2007Bares
Os melhores bares
Jobi
Fernando Lemos
Paiva: trinta anos de bons serviços prestados à boemia A comida é boa, o chope é honesto e, para ficar ainda melhor, o lugar não tem hora para fechar. Ao combinar esses três ingredientes, o boteco chefiado pelos irmãos Narciso e Manuel Rocha garante seu lugar entre os melhores de Veja Rio pela quinta vez consecutiva. Aberto em 1956, o Jobi está sempre cheio: há o público do horário do almoço; os que fazem do lugar um ponto de encontro pós-praia; e aqueles que terminam a noite seduzidos pelo chope (R$ 3,30, 300 mililitros) e por seus apetitosos quitutes, como o bolinho de carne-seca com catupiry (R$ 2,60) e o rissole de frango (R$ 16,20, seis unidades). Expostas no balcão ficam as empadinhas de camarão (R$ 2,40), frango (R$ 2,40) e palmito (R$ 2,60), outro xodó dos freqüentadores. Mas nada bate a cultuada porção de carne-seca acebolada com farofa (R$ 29,00). "Ela é servida bem desfiadinha e em boa quantidade. Uma delícia", recomenda a cineasta Anna Azevedo, do júri de Veja Rio. No coração do Baixo Leblon, a casa tem também a seu favor o atendimento eficiente dos garçons. Um deles já virou instituição carioca: João Paiva Melo, o popular Paiva, trabalha há trinta anos no botequim.
Avenida Ataulfo de Paiva, 1166, loja B, Leblon,
2274-0547. 9h/4h (sex. e sáb. até 5h). Cc: A, D e M. Cr.: T. T.: T.
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Drinkeria Maldita
Selmy Yassuda
Destaques do menu (a partir da esquerda): cachaça com mel e canela, esmeralda, B-52 e sex on the beach
De um lado estão os coquetéis clássicos, entre eles o manhattan (uísque, vermute, angostura e cereja, por R$ 15,00) e o cosmopolitan (vodca, Cointreau e cranberry, por R$ 16,00). De outro, invenções pouco ortodoxas, como o diablo, que combina tequila, suco de limão, pimenta dedo-de-moça e club soda (R$ 12,00). Há opções para todos no cardápio da Drinkeria Maldita, lugar que começou como um reduto de fãs de rock, no início de 2006, e hoje reúne um público eclético num trecho boêmio do bairro conhecido como Baixo Voluntários. A carta de drinques é ampla: são 32 sugestões, que, até o fim de outubro, receberão o reforço de mais quarenta, como o tarja preta, combinação de vodca Absolut, curaçao blue, grenadine (xarope de romã) e cereja, servido em copo pequeno, flambado. Para quem acha pouco, há ainda a possibilidade de criar o próprio drinque – o cliente marca os ingredientes de sua preferência em uma cartela e a bebida é preparada. E, se ainda assim faltar inspiração, peça ajuda ao barman. Por R$ 36,00, ele prepara quatro coquetéis especiais, uma espécie de menu degustação etílico batizado, apropriadamente, de "bebum confiança".Rua Voluntários da Pátria, 10, Botafogo,
2527-2456. 18h/4h (sex. e sáb. até 5h; dom. 20h/3h; fecha seg.). Cc.: todos. Cd.: R e V.
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www.matrizonline.com.br.
Bar Brasil
Selmy Yassuda
Fernando Ceza de Mesquita: responsável pelo colarinho na medida certa
Prestes a completar 100 anos, em novembro, o Bar Brasil é sinônimo de tradição – principalmente no que diz respeito ao chope, um dos seus carros-chefe. No antigo sobrado, decorado com telas do pintor chileno Selarón, a bebida recebe tratamento vip. Antes de serem abertos, os barris vão para a geladeira, onde podem permanecer por até 24 horas, dependendo do movimento. Depois, são conectados à serpentina de 66 metros, que fica dentro de uma caixa de aço inoxidável com gelo. Graças a esse mecanismo, o líquido chega à chopeira à temperatura de 1 grau. Mas não basta ter um equipamento tinindo. Para servir um chope no ponto, é fundamental ter um bom tirador, que vai regular a pressão da bebida. E mais um detalhe, observado religiosamente no bar: os copos são lavados com sabão neutro e esponja especial – nada de aproveitar aquela que limpa louças e talheres. Para acompanhar o cultuado chope da casa (R$ 3,00, 300 mililitros, e R$ 2,40, 200 mililitros), o cardápio apresenta saborosas especialidades alemãs. Uma delas é o kassler com chucrute e salada de batata (R$ 36,00) ou, para quem quer apenas petiscar, a salsicha branca de vitela fatiada (R$ 18,00, porção de 100 gramas).Avenida Mem de Sá, 90, Centro,
2509-5943. 11h30/23h (qui. e sex. até 0h; sáb. até 18h; fecha dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: todos.
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Aconchego Carioca
Selmy Yassuda
Camarão na moranga: estrela do cardápio
Há vinte anos, os dotes gastronômicos de Kátia Barbosa limitavam-se ao preparo de Miojo e arroz instantâneo. Seu repertório ampliou-se um bocado e cativou paladares exigentes. Sócia do simpático botequim na Praça da Bandeira, aberto em 2002, é ela a responsável pelos suculentos quitutes e refeições da casa. Como ponto de partida, vale a pena experimentar o magnífico bolinho de aipim (R$ 15,00 a porção de seis unidades), carro-chefe entre os petiscos. Achatado como se fosse um acarajé, deve ser cortado ao meio e ter suas metades besuntadas com o bobó de camarão servido à parte. Outro hit é a casquinha de siri (R$ 8,50), que vem numa forminha de barro, acompanhada de farofa de dendê. Aos mais famintos, aconselha-se, sem medo de errar, o baião-de-dois (R$ 32,00) ou o camarão na moranga (R$ 70,00, para três). As delícias de tempero nordestino estão em perfeita sintonia com o ambiente tomado por artefatos de Caruaru – selas de jegue, chapéu de cangaceiro e afins. Para beber, uma surpresa: o boteco tem um fornido cardápio de cervejas com 29 marcas importadas.Rua Barão de Iguatemi, 388, Praça da Bandeira,
2273-1035. 12h/0h (sáb. e dom. 12h/20h; fecha seg.). Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: todos.
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Nova Capela
Selmy Yassuda
O salão: movimento intenso na madrugada Terminar a noite no Nova Capela é uma tradição carioca. Nem mesmo o aumento considerável da concorrência ao redor, fruto da revitalização da Lapa, modificou a rotina do salão, cheio em altas horas da madrugada. Fundado no Largo da Lapa em 1903 e transferido para o atual endereço em 1967, tem a seu favor uma cozinha imbatível, de onde sai o cabrito assado com arroz de brócolis (R$ 50,00) mais conhecido da cidade. Mas, naquele longo momento que antecede a saideira, a fiel clientela abusa mesmo de petiscos como o crocante bolinho de bacalhau (R$ 3,00) e a porção de pastel de camarão (R$ 12,00, dez unidades). Para fazer tabelinha com o tira-gosto, chope Brahma – a R$ 3,00 (300 mililitros) e R$ 2,20 (200 mililitros) – ou caipirinha, por R$ 8,00 (cachaça comum) e R$ 10,00 (cachaça artesanal). No fim da festa (sim, até o Capela fecha), nada de jogar água nos pés dos últimos moicanos. "Quando chega a hora, a gente diminui a luz do salão. É o nosso código", conta o simpático Aires Farias de Figueiredo, um dos sócios do da casa.
Avenida Mem de Sá, 96,
2252-6228. 11h/5h. Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: S, T e V. T.: todos.
Boteco Casual
Selmy Yassuda
Conversa e chope no fim do dia: em cenário de Rio Antigo No Centro, com sua infinidade de escritórios e empresas, as opções de happy hour, da relaxante à animada, são muitas. A campeã do ano é um modestíssimo boteco aberto em 2006, em meio ao preservado casario antigo da Travessa do Comércio e da Rua do Ouvidor. Espalhadas pela rua estreita, por onde só passam pedestres, as mesas são tampos de madeira sobre barris de chope. Na cozinha do sobrado, quem faz a diferença é o português Joaquim Santos, ex-chef do Arjamolho, restaurante de ótima e sofisticada culinária lusitana que funcionou na Lagoa. Por preços bem razoáveis, ele serve petiscos como a deliciosa patanisca de bacalhau (R$ 3,00 cada uma), bolinho feito sem batata, ótima companhia para o chope da Brahma (R$ 3,00, 350 mililitros). Há pratos mais consistentes no menu, como a feijoada de frutos do mar (R$ 46,00), um sucesso do almoço. Mas, lá para o fim do dia, o que a freguesia quer mesmo é jogar conversa fora, driblando a hora do rush com tira-gostos e caldeiretas com colarinho na medida certa.
Travessa do Comércio, 26, Centro,
2232-0250. 11h/0h (sáb. 12h/17h; fecha dom). Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: todos. T.: todos. www.casual.com.br.
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Trapiche Gamboa
Fernando Lemos
Roda de samba: disputada atração da sexta-feira Freqüentadora das pioneiras rodas musicais do Sobrenatural, em Santa Teresa, a advogada Claudia Melo Alves sonhava abrir seu próprio bar, com programação de samba e choro. Em vez da Lapa, já tomada por casas do gênero, ela preferiu instalar-se num charmoso sobrado de 1867, em meio à Zona Portuária. Inaugurado em novembro de 2004, o Trapiche Gamboa rapidamente caiu no gosto dos fãs de MPB e abriu caminho para outros estabelecimentos que estão revitalizando a área. Decorado com vitrais coloridos, oferece shows de terça a sábado – e um domingo por mês. Eduardo Gallotti (cavaquinho e voz), na sexta, e o grupo Galocantô, no sábado, comandam as noites mais concorridas. Entre um rodopio e outro no salão, o público aproveita boas sugestões do cardápio como a sempre gelada Antarctica Original em garrafa de 600 mililitros (R$ 5,00), a caipirinha de pitanga (R$ 6,50) e o patê de fígado de galinha com geléia de framboesa e torradas (R$ 11,00).
Sacadura Cabral, 155, Gamboa,
2516-0868. 18h30/1h (sex. até 3h30; sáb. 20h30/3h30; fecha seg.; abre um domingo por mês). Cc.: todos. Cd.: todos. Couvert art.: R$ 12,00 (ter. e qua.) e R$ 16,00 (qui. a sáb.).
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www.trapichegamboa.com.br.
Bar e Restaurante Urca
Fernando Lemos
Cerveja e bolinhos de bacalhau: servidos à beira da Baía de Guanabara
O cenário é, no mínimo, original: balcão às moscas, no sentido figurado, claro, e a clientela feliz da vida, amontoada do outro lado da rua. No Bar e Restaurante Urca, a graça está em acomodar-se na mureta à beira da Baía de Guanabara, num trecho repleto de coloridos barcos de pescador. Garçons atravessam a pista levando comes e bebes. "Tem gente que relaxa ouvindo o barulho do mar batendo nas pedras. Outros trazem cadeiras de casa para apreciar o visual", conta Armando Gomes Filho, um dos donos do estabelecimento. No fim do expediente a rua é varrida. Mureta e calçada são lavadas pelo menos uma vez por mês. "É preciso preservar esse presente", diz Armando. Entre os petiscos, tem pastel de camarão (R$ 1,20), um delicioso caldinho de frutos do mar (R$ 7,00), bolinho de bacalhau (R$ 1,50) e sardinha aberta frita (R$ 1,20). Para beber, cerveja em garrafa das marcas Antarctica (R$ 3,30), Brahma (R$ 3,30), Skol (R$ 3,80), Antarctica Original (R$ 4,30) e Bohemia (R$ 4,30).Rua Cândido Gaffrée, 205,
2295-8744. 6h/0h (sáb. até 23h; dom. até 21h). Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: todos. T.: T.
Entrega em domicílio.
Miam Miam
Selmy Yassuda
O casal Cesar Villela e Francine Alves da Silva: clima romântico Luz amena, som baixinho e cardápio irresistível. Decorado com móveis dos anos 50 e 60, o lounge do Miam Miam é convidativo para casais em busca de um programa a dois – mas não necessariamente a sós. Explica-se: com capacidade para trinta pessoas, o bicampeão na categoria tem o ambiente de uma sala de estar, o que é adequado para aqueles que não têm problema em interagir. De uma maneira geral, os casais preferem as noites de menor movimento, entre terça e quinta-feira. E não dispensam as apetitosas entradinhas sugeridas por Roberta Ciasca, eleita a chef revelação do ano. As trouxinhas fritas de pato com agridoce de laranja (R$ 17,30, seis unidades) caem bem com o drinque da casa, feito com saquê, suco de maracujá e grenadine (R$ 9,80), ou com o pink martini (gim, vermute seco e framboesa, por R$ 10,20). Se o casal preferir, pode fazer seu brinde com taças de espumante (R$ 16,50). O mobiliário no estilo retrô completa a atmosfera romântica.
Rua General Góes Monteiro, 34, Botafogo,
2244-0125. 19h30/0h30 (sáb. 20h/1h30; fecha dom. e seg.). Cc.: todos. Cd.: todos.
www.miammiam.com.br.
Braseiro da Gávea
Uma noite no Baixo Gávea: território da azaração Ocupar uma das mesas do Braseiro faz bem à vista. Pela quarta vez, o boteco que funciona no florido Baixo Gávea foi eleito pelo júri de Veja Rio o melhor lugar da cidade para paquerar. É bem verdade que o vaivém de gatinhas e marmanjos bebericando do lado de fora contribui bastante. Mas o clima de conquista invade o salão. Alguns ficam apenas trocando olhares; outros, mais atirados, recorrem aos garçons para disparar torpedos. "Já vi muito casal se formando aqui", conta um dos sócios da casa, Agenor de Jesus Lopes. Enquanto a azaração rola, os jovens matam o tempo tomando chope Brahma gelado (R$ 3,00), petiscando o galeto na brasa (R$ 9,00, o simples), especialidade da casa, ou a lingüicinha no espeto, vendida por unidade (R$ 2,00). Aos interessados: as noites de domingo e quinta-feira continuam sendo as mais concorridas.
Praça Santos Dumont, 116, Gávea,
2239-7494. 10h/1h (sex. e sáb. até 3h). Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: todos. T.: T.
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Entrega em domicílio.
Palaphita Kitch
Fernando Lemos
Ambiente rústico e bela vista: um point na Lagoa
Em 2004, Mário de Andrade Netto abriu um quiosque de nome esquisito, inspirado na sua Amazônia natal, num ponto pouco promissor às margens da Lagoa. Em pouco tempo, o Palaphita Kitch transformou-se no espaço mais badalado da área. Motivos não faltam. No ambiente rústico há móveis artesanais feitos de madeira de reflorestamento, almofadas coloridas e sofás de frente para o espelho-d'água. À noite, tochas iluminam o lugar. Diante da vista magnífica e do ambiente acolhedor, os freqüentadores relaxam: alguns põem os pés sobre as mesinhas baixas, outros se deitam nos sofás e espalham-se pelas almofadas. Os tira-gostos são servidos em utensílios indígenas como cuias e pratos de barro. Há opções bem saborosas, como a terrine de tambaqui com alfavaca e chutneys de açaí e mangarataia (gengibre amazônico), por R$ 18,00. No cardápio de drinques, uma ótima pedida é a caipirinha com mix de frutas amazônicas (R$ 18,00).Avenida Epitácio Pessoa, s/nº, quiosque 20 (Parque do Cantagalo), Lagoa,
2227-0837. 18h/3h.
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www.palaphitakitch.com.br