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19 de Dezembro de 2007Natal
Com jeito de Carnaval
Parada Iluminada leva para a Avenida
Atlântica heróis infantis e Papai-NoelCarlos Henrique Braz
Fotos Fernando Lemos
Como numa escola de samba: super-heróis virão no carro Monstros
do Futuro; no da Árvore de Natal, figurantes farão uma coreografiaAnjos, reis magos, soldadinhos de chumbo, super-heróis, fadas, bruxas, elfos e gnomos ganharão a orla de Copacabana a partir das 19 horas de sábado (22), na segunda edição da Parada Iluminada. A combinação heterodoxa vai percorrer 3 quilômetros da Avenida Atlântica, entre a Avenida Princesa Isabel e o Posto 6, para celebrar o Natal. Com uma estrutura semelhante à do desfile de uma escola de samba: quem estiver no canteiro central ou no calçadão da praia poderá assistir durante meia hora ao espetáculo itinerante dividido em seis atos – ou alas – que reproduz o nascimento de Jesus, passa pelo mundo encantado dos seres da floresta, o romantismo de príncipes encantados e as façanhas de super-heróis de ficção científica, culminando com a magia de Papai-Noel.
Para contar essa história, serão usados seis carros alegóricos de grande porte e outros 59 tripés e estruturas menores elaborados pelo carnavalesco da Unidos do Viradouro, Paulo Barros, o premiado criador das chamadas alegorias humanas que fazem sucesso no Sambódromo. Um elenco formado por 480 atores, bailarinos, artistas circenses e atletas vai apresentar esquetes e coreografias no chão e em carros alegóricos, como o Árvore de Natal, o Floresta Encantada, a Casa das Histórias Infantis e o Monstros do Futuro, com cinqüenta homens fantasiados como os personagens do seriado infantil de TV Power Rangers
Só faltou o samba para virar Carnaval completo. "Compus quatro canções instrumentais com ritmos afro, árabe, valsa e rap", conta o diretor musical do espetáculo, Guto Graça Mello. "E fiz dois arranjos mais contemporâneos para Noite Feliz e Jingle Bells." A superprodução, orçada em 4,5 milhões de reais, vem sendo preparada desde agosto na Cidade do Samba, na Gamboa, por especialistas recrutados em barracões de escolas como a Beija-Flor, Viradouro e Grande Rio. "Usamos a experiência do carnaval, mas a aplicação é teatral", diz Lu Araújo, diretora executiva do evento. Diante de uma planta baixa que traz a distribuição das alas e alegorias, ela acerta os detalhes técnicos do desfile com engenheiros, arquitetos e iluminadores. "É um cuidado para evitar que as marcações de luz e a trilha sonora vazem de um setor para outro", explica.