(Foto: Ligia Skowronski)

Passeios > Construções históricas

Theatro Pedro II

Endereço: Rua Álvares Cabral, 370 - centro - Ribeirão Preto

Telefone: (16)3977-8111

  • Funcionamento

    9h/17h (para grupos, é necessário agendar)
  • Preço

    Sem cotação
  • Pagamento

  • Serviços

    • SITE OFICIAL

    Resenha

    A cidade ainda vivia da riqueza cafeeira quando João Meira Junior, na época presidente da Companhia Cervejeira Paulista, sonhou erguer um grande teatro inspirado na mais famosa casa de ópera parisiense. Sob a batuta de Hippolyto Gustavo Pujol Júnior, um conceituado arquiteto do início do século XX, a construção começou em 1928 e precisou ser barateada devido ao crash na Bolsa de Nova York, ocorrido no ano seguinte. Mesmo assim, o Theatro Pedro II estreou em grande estilo em 1930, com uma plateia para 2 500 espectadores, e tornou-se palco de grandiosas produções artísticas, muitas delas trazidas da Europa. Chegaram, então, os tempos de decadência: reformas descaracterizaram as linhas originais do prédio, e os espetáculos cheios de pompa deram lugar às atividades de bingo e cinema. No episódio mais trágico do enredo, em 15 de julho de 1980, o interior da construção de 6 500 metros quadrados foi reduzido a cinzas por um incêndio iniciado durante a exibição do filme Os Três Mosqueteiros Trapalhões. Depois de permanecer fechado por dezesseis anos - cogitou-se até mesmo abrigar um shopping ali -, o Theatro Pedro II finalmente voltou à ribalta, em 1996, graças a um movimento da classe artística encabeçado pelo maestro Roberto Minczuk, então titular da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto (OSRP). Tombado como patrimônio histórico, o local foi restaurado e teve sua capacidade reduzida para 1 500lugares. Ganhou, porém, um fosso para orquestra e uma belíssima cúpula, criada pela artista plástica Tomie Ohtake e adornada com um lustre de cristal em forma de gota d'água, que pesa 1,4 tonelada. Com a nova fase, veio ainda a criação da Fundação Theatro D. Pedro II, responsável por gerir os projetos sociais do espaço e cuidar de sua programação, que se tornou mais eclética. Concertos sinfônicos, espetáculos de dança e montagens operísticas agora dividem a cena com apresentações populares. "Essa agenda democrática, além de trazer mais recursos, atrai pessoas de perfis diferentes", diz a jornalista Dulce Neves, atual presidente da instituição. Em 2014, os ribeirão-pretanos puderam assistir a performances da OSRP, boa parte delas com a participação de maestros e solistas internacionais, recitais de formações mais enxutas, caso do Quarteto da Osesp, e também shows de nomes como Marina Lima e Almir Sater. Para o segundo semestre, entre outras atrações, estão confirmados o Ballet Nacional da Rússia (3 de setembro) e Guilherme Arantes (23 de outubro).