(Foto: Ligia Skowronski)

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Museu da Casa de Portinari

Endereço: Praça Candido Portinari, 298 - centro - Brodowski

Telefone: (16)3664-4284

  • Funcionamento

    9h/18h (fecha seg.)
  • Preço

    Sem cotação
  • Pagamento

  • Serviços

    • SITE OFICIAL

    Resenha

    Localizada em Brodowski, a 30 quilômetros de Ribeirão Preto, a casa em que o pintor Candido Portinari (1903-1962) viveu a infância e a adolescência, e para onde voltou várias vezes na fase adulta, funciona como museu desde 1970. Eleito o melhor passeio nos arredores pelo júri desta edição, o lugar reabriu para visitação no último dia 30 de maio, após reforma e restauro que consumiram dois anos e custaram 4,2 milhões de reais à Secretaria de Estado da Cultura. Típica residência simples de interior, daquelas que ganham novos cômodos com o tempo, conforme a necessidade e os recursos da família, a casa possui 351,7 metros quadrados construídos, afora um jardim e uma capela. Durante a reforma, recebeu diversas melhorias em suas edificações, nas redes hidráulica, elétrica e de telefonia e no sistema de climatização. Além disso, os restauradores investigaram diferentes camadas de tinta nas paredes em busca das cores originais e, de quebra, descobriram uma pintura inédita. Trata-se da imagem de uma mulher com uma criança nos braços que carrega características marcantes do trabalho do artista. Se confirmada a autoria, ela tornará ainda mais rica a produção de Portinari, que ultrapassa 5 000 obras, entre afrescos, óleos e desenhos. A recente descoberta tornou-se um dos principais atrativos da nova exposição do museu, chamada Narrativas de uma Vida: um Pintor, um Tempo, um Lugar. No local, gastam-se cerca de cinquenta minutos para percorrer os cômodos e apreciar, além de desenhos e objetos pessoais, as pinturas-murais feitas nas técnicas de afresco e têmpera, de temática predominantemente sacra. No salão principal, por exemplo, chama atenção a obra São Francisco Pregando aos Pássaros, de 1934. São igualmente interessantes a cozinha, que mantém os móveis e utensílios da família, o ateliê, onde se destaca a pintura Fuga para o Egito (1936), e o quarto, que guarda peças de vestuário do artista. Ainda na parte interna da residência, recursos digitais apresentam uma linha do tempo e permitem aos visitantes ouvir narrativas de Portinari sobre a cidade, na voz de Lima Duarte. Do lado de fora, em meio ao singelo jardim, está a minúscula e bela Capela da Nonna, erguida para a avó do pintor quando, por questões de saúde, ela ficou impossibilitada de ir à igreja. No verão de 1941, ele perpetuou ali alguns santos de devoção da família, entre eles São João Batista e Santa Luzia, com fisionomias que remetem a amigos e familiares.