O chef Joca Pontes leva seu restaurante ao topo da categoria pela primeira vez com um trabalho em constante renovação. A cada seis meses ele altera o cardápio sem perder a referência da cozinha francesa, matriz adotada desde suas primeiras incursões pelo mundo das caçarolas. Apesar dos laços com esta especialidade, Joca também busca em outras fontes culinárias uma roupagem contemporânea e universal para as suas criações. É desse esforço que nascem, por exemplo, receitas como o camarão grelhado com caramelo de maçã verde, servido sobre risoto de ervas, queijo grana padano e lâminas de tomate verde seco (R$ 46,00). O cordeiro prensado ao molho karê, à base do caldo da carne, especiarias, cerveja preta e leite de coco, reflete influências ocidentais e orientais na fórmula. No Ponte Nova, ele ainda ganha a companhia de tomate ao forno, farofa de dendê e vegetais grelhados (R$ 42,00). Precede esses pratos principais no menu a sugestão da minifondue de queijo na cumbuca de barro, recheada de compota de tomate e uva verde, ladeada por fatias de pão rústico (R$ 20,00). Herdada de Maroca, tataravó de Joca, a receita do bolo de mandioca embebido em vinho do Porto entrou no capítulo de sobremesas. O quitute chega à mesa escoltado por sorvete de doce de leite e coulis de goiaba com gengibre. Na lista de vinhos selecionados pelo sommelier Angelo Miranda estão o chileno Casas del Toqui Pinot Noir 2010 (R$ 79,00) e o sul-africano Namaqua Pinotage 2009 (R$ 78,00).
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