Adriana Didier foi uma das responsáveis por colocar Porto de Galinhas no mapa da gastronomia pernambucana. De suas criativas misturas entre pescados e frutas da época nasceu, há pouco mais de vinte anos, o Beijupirá, que ainda ganharia unidades em Tamandaré, Fernando de Noronha e Olinda. Esta última, inaugurada em 2010, difere do clima praiano da matriz pelo salão sóbrio, com vista para o sítio histórico da cidade. Os quatro endereços atuais operam sob a supervisão do chef Eduardo Santos, com passagens pelas cozinhas do D.O.M. e do hotel Renaissance, ambos em São Paulo - Adriana, por sua vez, se dedica a duas pousadas que levam o nome do restaurante. Das caçarolas de todas as casas da grife saem receitas como a brandade de bacalhau e palmito ao molho de pitanga (R$ 15,00), servida de entrada, e o camarão frito com tiras de manga e arroz de aipo (R$ 56,00). O peixe que batiza a casa (na falta dele, usa-se a pescada-amarela) entra na composição do beijucastanha. Neste prato, um filé de beijupirá é coberto por uma crosta de castanha de caju picadinha e ganha a companhia de arroz com espinafre e batata na manteiga (R$ 48,00). Pode encerrar a refeição o combinado de doce de leite, creme de limão e bricellete, um biscoito feito pelas freiras beneditinas de Olinda (R$ 14,00). Da enxuta seleção de vinhos, o Paulo Laureano Reserve Branco, produzido na região portuguesa do Alentejo, é vendido por R$ 118,00.
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