Entre todas as casinhas coloridas do centro histórico de Olinda, a Bodega de Véio chama a atenção pelo incessante movimento noturno. A boa fama se deve, sobretudo, à simpatia de Edival Hermínio da Silva, cujo apelido batiza o lugar. Foi ele quem fez da bodega, adquirida em 1981, uma instituição da boemia pernambucana. Sempre atrás do pequeno balcão de madeira, distribui cervejas Skol (R$ 4,00) e Bohemia (R$ 5,00) e monta os pratinhos de frios cercado por mais de 1 000 itens de mercearia - na inusitada coleção constam, por exemplo, um pente para tirar piolho e latas de óleo lubrificante. A R$ 60,00 o quilo, os antepastos da casa podem combinar pastrami, lombo canadense, copa, salame, mortadela, azeitona e queijos. Também é o proprietário quem prepara a outra comidinha disponível, a salada de bacalhau desfiado com cebola e batata, entregue em pequenas porções (R$ 5,00). Natural da cidade de João Alfredo e apaixonado por Olinda, Edival faz questão de preservar na casa a simplicidade dos autênticos botequins: em mais de trinta anos, a única grande mudança realizada foi a aquisição do imóvel vizinho para instalar, ali, algumas mesas e um banheiro.
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