Com quatro décadas de tradição, a casa comandada pelo português Jaime Pinheiro ganha seu sexto prêmio na categoria. Natural da região litorânea de Aveiro, o chef lusitano acostumou-se a preparar pratos com peixes e frutos do mar desde muito cedo. No cardápio, mantido inalterado para não correr o risco de aborrecer a fiel clientela, há pratos como o bacalhau à moda da casa (R$ 160,00, para duas pessoas), que traz o nobre pescado guarnecido de brócolis, aspargo verde, ervilha-torta, repolho, couve japonesa, ovo cozido, grão-de-bico, azeitona preta e pimentão vermelho. O grelhado de frutos do mar (R$ 180,00) serve quatro pessoas e combina lagosta, camarão e pitu gigantes, congro, anchova negra, hadoque, ostra, mexilhão, lula, polvo e garras de centolla, um enorme caranguejo do mar do Chile. Sugestão de sobremesa, os pastéis de santa clara (R$ 5,00) fazem sucesso. A extensa carta de vinhos, uma das maiores do país, lista impressionantes 5000 rótulos, parte deles armazenada na curiosa adega montada dentro de um antigo cofre. O longo rol de títulos inclui, por exemplo, o tinto português Marquês de Borba 2008 (R$ 100,00), produzido com as uvas aragonês e trincadeira. Ao contrário do menu, essa relação de bebidas é constantemente alterada por Pinheiro, que faz viagens anuais à Europa para garimpar novidades. O conhecimento desse universo tem explicação genética: seus pais eram donos de uma vinícola em Portugal.
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