Quando retornou ao Brasil depois de quatro anos na Austrália, a ideia do chef Carlos Kristensen era aproveitar um breve período de férias com a mulher, Luciane, antes de os dois fixarem residência no país dos cangurus. Para reforçar seu bolso durante essa temporada nacional, ele utilizou a experiência adquirida em restaurantes no exterior e começou a vender sushi em Garopaba, no litoral catarinense. O quebra-galho deu tão certo que, meses depois, o casal abriu um restaurante japonês na badalada Praia do Rosa, também em Santa Catarina, já decidido a fincar raízes no Brasil. Foram nove anos de sucesso até que Kristensen resolvesse partir para um projeto ambicioso em Porto Alegre: montar um espaço que funcionasse o ano todo e onde ele tivesse mais liberdade criativa. Apoiado nas culinárias brasileira, francesa e asiática, o Hashi Art Cuisine nasceu servindo pratos inventivos, "sem compromisso com nenhuma cozinha específica", como afirma o chef. De entrada, o ceviche de ostras frescas (R$ 36,00) tem boa aceitação entre os clientes. Sugestão de Kristensen, o carré de cordeiro ao molho de ossobuco e vinho tinto ganha o acompanhamento do purê de mandioquinha e da farofa de amêndoa e hortelã (R$ 69,00). Para sobremesa, a indicação é o figo tempurá com redução de vinho do porto e sorvete de iogurte (R$ 16,00). Uma novidade da casa aparece na carta de vinhos, que ganhou reforço tecnológico: em um iPad, o cliente acessa um banco de dados com referências sobre o rótulo desejado e visualiza sugestões de harmonização para o prato escolhido. Na lista dos vinhos que podem ser encontrados na tela do tablet, está o tinto australiano Fox Creek Shadow's run, com uvas shiraz e cabernet sauvignon, safra 2007 (R$ 118,00).
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