Erguido em 1911, o casarão escolhido pelos proprietários para receber os porto-alegrenses na zona sul já serviu de refúgio para o ex-presidente Getúlio Vargas, que gostava de se deitar em uma rede de bambu na varanda e observar o Guaíba. Exatamente 100 anos depois, a construção deu lugar a este restaurante, que, antes de chegar à capital, fez sucesso na cidade serrana de Canela ao servir pratos inventivos, bem executados e equilibrados. Da cozinha envidraçada, comandada por Floriano Spiess, eleito pelo júri de VEJA PORTO ALEGRE "Comer & Beber" o chef do ano (pág. 104), saem pratos como a anchova negra com molho de saquê e camarões (R$ 61,00). Outra pedida interessante é o filé à parmigiana fusion, recheado com queijo gruyère e presunto royale, empanado em farinha panko e servido com molho de tomate (R$ 79,00). Sugestão de sobremesa, a banana thai chega grelhada com açúcar de palmeira e gengibre (R$ 18,00). Entre os 150 rótulos de vinho mantidos na charmosa adega de pedra, que se alinha à decoração rústica da casa, o branco argentino Norton 2010 (R$ 60,00), feito com uvas sauvignon blanc, tem boa relação custo-benefício. O menu degustação (R$ 180,00), uma boa oportunidade de viajar pelos criativos sabores do cardápio, pode variar entre dez e doze fases.
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