Bares

Os bares vencedores

A novata Champanheria A Viúva ainda não completou seu primeiro aniversário e já aparece no rol dos vencedores, indicada como o lugar ideal para ir a dois. Já a moçada que prefere paquerar tem destino certo no All Night Pub, premiado também por oferecer as melhores noites de música ao vivo. E no ano em que completa três décadas de funcionamento, o ET Bar conquista o júri e triunfa entre os botecos da cidade. Para brindar e petiscar, confira nossa lista de 77 endereços.

O melhor boteco

Agito na madrugada: o público jovem ocupa a calçada e até a avenida em frente ao bar

ET Bar

Trata-se de um endereço para botequeiros de verdade. O acanhado salão passou por algumas mudanças desde que foi inaugurado, em 1981, mas manteve o estilo genuinamente pé-sujo. Há vinte anos, quem administra o lugar é Iria Lima, filha do falecido fundador da casa, o cearense João Alves Pessoa. Como cresceu ajudando o pai no balcão, ela tira de letra as múltiplas funções de servir mesas, cuidar do caixa e recepcionar os clientes, que fazem da calçada uma extensão do bar. Nas noites mais agitadas, a moçada chega a ocupar até o canteiro central da Avenida Senador Álvaro Maia, onde o boteco está localizado. Dois atrativos são responsáveis por tamanho movimento: a música ao vivo, tocada num diminuto palco, e as cervejas geladas, vendidas em garrafas de 600 mililitros. Às sextas, quando o som invade a alta madrugada com pagode, forró e samba, o público consome cerca de 100 engradados da bebida, servida em copos de plástico. As marcas Skol, Brahma e Bohemia custam o mesmo preço, R$ 5,00. Para comer, há apenas tábua de frios, que reúne salaminho, queijos, cubos de presunto e azeitonas (R$ 20,00).

Avenida Senador Álvaro Maia, 629, centro, telefone 3232-5387. 23h/5h (sáb. e dom. 18h/0h; fecha de seg. a qui.).

A melhor carta de cervejas
e a melhor cozinha

Delícias fermentadas: o acervo reúne sessenta rótulos, nacionais e importados

O chefão

A entrada discreta deste casarão do século XIX ajuda a compor o tom meio misterioso do bar, que tem viés de pub e decoração inspirada na famosa trilogia cinematográfica O Poderoso Chefão. Aqui, quem faz as vezes de Don Corleone é o chef-proprietário João Paulo Loureiro, o Babu. Formado pela Escola de Gastronomia UCS-Icif, parceria do Instituto Italiano de Culinária para Estrangeiros com a Universidade de Caxias do Sul (RS), ele apresenta um cardápio criativo, com pitadas de produtos regionais. É o caso da porção máfia do norte, que traz camarões empanados em castanha-do-pará na companhia de geleia de cupuaçu picante (R$ 65,00). Também fazem sucesso receitas menos arriscadas, como a costelinha de porco ao molho barbecue (R$ 50,00) e o sanduíche al capone, servido no pão francês redondo com hambúrguer de picanha (180 gramas), queijo mussarela, tomate e molho sugo (R$ 22,00). Para beber, o acervo de cervejas revela boas surpresas. Dos cerca de sessenta rótulos disponíveis, preste atenção na inglesa Fuller’s Honey Drew, refrescante e com um leve toque de mel (R$ 35,00; 500 mililitros), e na belga Kriek Boon, maturada em barris de carvalho e com adição de cereja na fórmula (R$ 40,00; 375 mililitros). Garrafas da Alemanha, Holanda, Irlanda, Áustria e República Checa engrossam a carta, que oferece ainda chope Erdinger (R$ 14,00 a caneca com 300 mililitros). Na medida para agradarem a um público mais maduro, as noites de quarta, sexta e sábado são dedicadas à dobradinha jazz e blues, tocada ao vivo. Nos demais dias da semana, o repertório mescla rock, MPB e anos 80.

Rua Ferreira Pena, 50, centro, telefone 3308-8213. 19h/1h (sáb. a partir das 20h; fecha dom.). Cc: A, D, M e V. Cd: M, R e V. Couvert art.: R$ 10,00. Ar. www.ochefao.com.

O melhor chope

Da marca Kaiser: gelado e com três dedos de colarinho

Galvez Botequim

Clássico da cena boêmia, o boteco resiste ao tempo e também se beneficia dele. Há quase três décadas é comandado pelo jornalista Álvaro Bandeira, que fez da decoração a memória do lugar — batizado com o nome do personagem burlesco criado pelo escritor amazonense Márcio Souza na obra Galvez, Imperador do Acre (1976). Uma parede reúne dezenas de reportagens antigas com histórias da casa, reduto de estudantes e artistas nos anos 80 e 90, época em que sediava exposições e apresentações musicais. Bem mais recente, um dos recortes registra a passagem dos violonistas Luiz Bueno e Fernando Melo, do Duofel. Em 2005, a dupla rendeu homenagens ao bar na canção Samba no Galvez, faixa do álbum Precioso, todo dedicado a Manaus. Nesse ambiente saudosista, os clientes saboreiam o chope Kaiser, eleito o melhor da cidade pelo júri de VEJA MANAUS “Comer & Beber”. Em copos de 200 e 300 mililitros (R$ 2,80 e R$ 3,20, respectivamente), a bebida chega à mesa geladinha e com três dedos de colarinho cremoso. Para tomar em grupo, a torre contendo 3 litros custa R$ 30,00. No cardápio, há boa oferta de petiscos e pratos de sotaque nordestino, caso da porção de bolinho de macaxeira com charque (R$ 17,00, com dez unidades) e do arrumadinho, feito com feijão-de-praia, calabresa, farofa e charque (R$ 26,00). De acento regional, o bar serve pirarucu desfiado em leite de castanha, guarnecido de farofa e purê de banana-pacova (R$ 41,00, para duas pessoas).

Rua Altair Severiano Nunes, 8, Conjunto Eldorado, Parque Dez, telefone 3646-1565. 17h30/2h (fecha dom.). Cc: A, D, M e V. Cd: M, R e V.

A melhor música e o melhor para paquerar

A nova varanda climatizada: para esticar a conversa ao pé do ouvido

All Night Pub

Construído em um amplo terreno, o espaço de 500 metros quadrados está mais para bar-balada do que propriamente para pub, como prevê o nome. Abre apenas de quinta a sábado e costuma receber cerca de 500 pessoas por noite, atraídas pelo som ao vivo das bandas convidadas, que fazem a temperatura da pista subir a partir das 23h. O gênero oficial é o rock, mas o repertório abre frequentes concessões ao samba-rock, ao pop e à MPB. Além de artistas locais, já passaram pelo palco da casa nomes como Lobão, Cláudio Zoli e Tico Santa Cruz. Em clima de paquera, a moçada dança no salão, que agora conta com três pequenos camarotes. Quem quiser esticar a conversa num lugar mais tranquilo poderá se deslocar para o bar instalado na varanda. Uma recente reforma climatizou o ambiente, onde há mesinhas e um grande balcão de madeira. Vendida em garrafas long neck, a cerveja é a bebida mais consumida (R$ 5,00 a Bohemia; R$ 6,00 a Heineken). Chamada de “chope sujo”, a caneca de 490 mililitros que mistura sal, limão e gelo no chope Brahma custa R$ 5,50. Entre os destilados, a dose do uísque Johnnie Walker Black Label sai por R$ 14,00. Para beliscar, o mix all night combina miniquibes, tirinhas de frango empanado, pastéis e batata frita (R$ 20,00, para duas pessoas).

Avenida Ephigênio Salles, 2085, Aleixo, telefone 3236-2230. 21h/5h (qui. a sáb.). Cc: A, D, M e V. Cd: M, R e V. Entrada: R$ 20,00 a R$ 50,00. estacionamento Manobr. Ar. banheiro para deficientes físicos fumante www.allnightpub.com.

O melhor para ir a dois

Salão intimista: luz baixa e confortáveis poltronas de couro

Champanheria a Viúva

Tranquilo e arborizado, o primeiro bloco da Rua Ferreira Pena, no centro, vive um princípio de revitalização graças ao trabalho do chef Babu Loureiro. Quando inaugurou seu premiado O Chefão, em 2009, ele já estava de olho no imóvel localizado exatamente do outro lado da rua. Não demorou muito e, em dezembro de 2010, abria as portas a Champanheria A Viúva, híbrido de bar e bistrô que veio para fortalecer a vocação gastronômica daquele pedaço. Como o nome anuncia, a casa brinda os clientes com uma caprichada seleção de champanhes e espumantes. “É o tipo de bebida ideal para uma cidade quente como Manaus”, diz Loureiro. As garrafas descansam glamourosas em uma banheira repleta de gelo, logo na entrada do salão, que tem iluminação difusa, poltronas de couro e música suave — clima perfeito para beber a dois. Entre os mais de trinta exemplares da carta, está um dos champanhes mais famosos do mundo, o Veuve Clicquot Brut (R$ 270,00), criado por Barbe-Nicole Clicquot (1777-1866), lendária viúva francesa que batiza o bar. Para degustar o requintado rótulo conterrâneo Krug Brut Grande Cuvée, é preciso desembolsar R$ 1 200,00. Mas há sugestões mais acessíveis, caso do espumante nacional Chandon Brut (R$ 60,00) e dos cavas espanhóis Freixenet Cordon Negro (R$ 65,00) e Codorníu Pinot Noir (R$ 130,00). Do cardápio, harmoniza bem com as borbulhas o ceviche de pirarucu, camarões e polvo, curtido em caldo de tangerina e servido com chips de banana-pacova (R$ 38,00, para duas pessoas).

Rua Ferreira Pena, 91, centro, telefone 3657-0757. 19h/1h (sex. e sáb. até 2h; fecha dom.). Cc: A, D, M e V. Cd: M, R e V. Ar.

VEJA paga todas as suas despesas na produção das revistas e na avaliação dos estabelecimentos, não aceitando qualquer tipo de cortesia. Nenhuma taxa é cobrada dos endereços indicados na edição impressa, no site ou nos aplicativos — apenas critérios editoriais são aplicados na escolha e avaliação dos lugares. Pessoas ou empresas que comercializam placas ou qualquer outro tipo de prêmio usando o nome VEJA Comer & Beber podem ser denunciadas pelo e-mail vejabrasil@abril.com.br para que sejam tomadas medidas legais contra elas.