Continua imbatível o restaurante de Hyroia Takano, que coleciona vitórias sucessivas desde a primeira edição de VEJA MANAUS Comer & Beber. Hegemonia mantida graças ao perfil inventivo e às mãos habilidosas do chef, ex-mecânico que deixou o trabalho com máquinas pesadas para lidar com a sutileza da cozinha japonesa. Foi em 1980, quando assumiu o comando da casa, inaugurada dois anos antes por seu pai. Hoje, aos 59 anos, Takano mantém disposição de menino. Vestido com seu quimono branco, acorda cedo para ir ao mercado comprar produtos frescos e cuida pessoalmente dos pescados servidos na casa - por semana, são 100 quilos de peixes de água salgada, trazidos de São Paulo, entre eles atum, robalo, olhete e pargo. Pouco ortodoxo, o chef também se vale da ampla oferta de exemplares regionais. Não poderia abrir mão dessa diversidade oferecida pelos rios amazônicos", explica. Com estreia recente no cardápio, há uma versão do pirarucu marinado no missô por 24 horas e depois levado à grelha. No prato, ganha a companhia de vinagrete de pimentões e maçã e uma curiosa gelatina de tucupi, obtida pela redução do caldo da macaxeira temperado com chicória e jambu (R$ 66,00). Já o tucunaré aparece cortado em finas fatias, cobertas com molho de soja, pimenta murupi ralada e raspas de limão (R$ 39,90). Do bonito sushi-bar montado no salão, sai o combinado de sashimis variados (R$ 39,90, com catorze peças) e doses de saquês nacionais (R$ 27,00) e importados (R$ 36,00).
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