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10/06/2009
Restaurantes

Os melhores restaurantes

Veja também
Como foi a votação

 

O chef do ano

Antony Carvalho (Cantina Dom Domênico)

Carvalho em ação: esmero no preparo de massas frescas

Executivo de uma operadora de telefonia celular, Antony Carvalho certa vez decidiu receber amigos para o jantar. Ao pesquisar receitas na internet, descobriu o site do Italian Culinary Institute for Foreigners (Icif), escola de culinária italiana com unidade em Flores da Cunha (RS). Bastou trocar algumas correspondências com a instituição para que aposentasse terno e gravata pelas panelas. Mulher e filho ficaram em Manaus, e ele foi estudar no outro extremo do país. Só voltou um ano depois, com diploma na mão, para abrir em sua própria casa um serviço de entrega de comida italiana. Chegou a contratar três motoqueiros para dar conta dos pedidos, até se encantar com um pequeno e aconchegante espaço distante do eixo gastronômico da cidade. Era o ponto ideal para montar a Cantina Dom Domênico. Hoje, na cozinha aparente, este simpático paulista de 40 anos mostra ao salão o que aprendeu. Ali ele prepara massas que lhe deram o título de o chef do ano pela segunda vez e ao endereço o prêmio de o melhor restaurante italiano da capital amazonense.

 

A melhor carta de vinhos

Palazzolo

Lista variada: 200 rótulos de onze países

O estabelecimento nasceu como uma modesta cantina italiana. Hoje é um suntuoso restaurante com pé-direito alto e decoração que privilegia elementos de cores branca e vermelha. No fundo do salão, a enorme adega ocupa boa parte da parede e guarda as centenas de garrafas dos 200 rótulos da carta de vinhos, escolhida pela segunda vez a melhor da cidade. Além de representar a Casa Valduga e a vinícola Marson, do Vale dos Vinhedos (RS), a casa distribui os produtos da importadora paulista Mistral. As garrafas trazidas de fora vêm principalmente da Argentina, Chile e Uruguai. Entre os exemplares constam o chileno Casa Lapostolle Cabernet Sauvignon (R$ 104,00) e o Mundvs Malbec 2006 (R$ 76,00), elaborado na Argentina com a supervisão de enólogos da Casa Valduga. Do Velho Mundo, o Dão Porta dos Cavaleiros, da portuguesa Caves São João, é vendido por R$ 79,00. Todos podem ser levados para casa ou degustados ali mesmo, na companhia de um dos pratos do variado cardápio. Duas sugestões: carré de cordeiro ao molho de vinho tinto com risoto de funghi (R$ 85,00) e caldeirada de tambaqui (R$ 66,00, para duas pessoas).

Avenida Djalma Batista, 1375A, loja 12, Casa Shopping, Vieiralves, 3584-4999/5000 (300 lugares). 12h/0h. Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Cr.: V. Ar. Entrega em domicílio. www.palazzolo.com.br. Aberto em 1986. $$

 

O melhor brasileiro/regional

Waku Sese

Costela de tambaqui: R$ 37,00

Inaugurada com o nome de Turiyá, a casa foi premiada duas vezes na categoria tapioca. Em 2007, o restaurateur Francisco Daou rebatizou o local: waku sese é uma antiga saudação dos índios saterés-maués, que significa "estar tudo bem". Apontado como o melhor brasileiro/regional, o restaurante ocupa uma construção de esquina, cujo ambiente simples contrasta com a bem-equipada cozinha aparente. O time de funcionários começa a trabalhar logo cedo, limpando e embalando a vácuo os ingredientes frescos a ser usados no preparo de pratos como a costela de tambaqui com arroz de jambu e banana frita (R$ 37,00) e o pirarucu waku sese (seco e desfiado, servido com purê de pupunha, banana frita e queijo de coalho, R$ 33,00). Listados como exóticos, encontram-se a maniçoba (R$ 22,00) e o picadinho de tartaruga (servido com farofa de tartaruga e arroz, R$ 42,00), criada em cativeiro, como manda o Ibama. Ao longo da tarde, fica à disposição uma seleção de opções rápidas de lanche, a exemplo de pão com tucumã (R$ 5,60), tapioca recheada de tambaqui com catupiry (R$ 13,50) e unha de caranguejo (R$ 10,00). O açaí, processado em uma fábrica própria às margens da BR-174, é entregue na tigela (R$ 6,00) ou sob a forma de um cremoso shake (R$ 7,00).

Rua Rio Purus, 260A, Conjunto Vieiralves, Nossa Senhora das Graças, 3584-4643 (80 lugares). 12h/1h (dom. e seg. 15h/23h). Cd.: todos. T.: C, T e V. Entrega em domicílio. www.wakusese.com.br. Aberto em 2000. $$$

 

A melhor carne

Churrascaria Búfalo

Costeleta de cordeiro: presente no rodízio (R$ 69,90 por pessoa)

Há quase três décadas, o gaúcho Honório Dalberto apresentou aos manauaras seu churrasco à moda dos pampas. Num casarão do centro antigo, fez história na cidade com cortes bem assados de picanha, maminha, costela e cupim trazidos do Rio Grande do Sul. Hoje, o herdeiro Jian Marcos Dalberto comanda outros três restaurantes, mais a nova unidade da churrascaria instalada em uma portentosa esquina do Vieiralves. As carnes agora chegam de rebanhos mantidos em fazendas do Acre e de Rondônia, e não mais do outro extremo do país. O proprietário, porém, não dispensa o trabalho impecável dos garçons vindos do Sul. Devidamente trajados com bombacha, botinas e laço vermelho no pescoço, eles circulam pelo salão do novo endereço com 39 opções de carne, além de peixes como tambaqui e salmão assados. De guarnição, o cliente escolhe entre dez itens, como arroz, feijão-tropeiro, farofa e polenta frita, que são entregues na mesa. Incluído no preço do rodízio (R$ 69,90 por pessoa) está o bufê de frios, que alinha saladas e sugestões das culinárias árabe e japonesa.

Avenida Joaquim Nabuco, 628A, centro, 3633-3773 (200 lugares). 11h/15h e 18h30/23h30 (sáb. almoço até 15h30; dom. só almoço). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Cr.: S, T e V. T.: T. Manobr. Ar. (R$ 40,00) ; Rua Pará, 491, Conjunto Vieiralves, Nossa Senhora das Graças, 3131-9000 (180 lugares). 11h30/15h e 19h/23h (sáb. e feriados almoço até 16h; sex. e sáb. jantar até 23h30; dom. só almoço até 16h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Manobr. Ar. (R$ 40,00) www.churrascariabufalo.com.br. Aberto em 1981. $$$

 

O melhor italiano

Cantina Dom Domênico

Lasanha de bacalhau: R$ 85,00

O chef paulista Antony Carvalho preserva o ambiente intimista de sua cantina, premiada pela terceira vez consecutiva. Instalada em uma estreita rua do Condomínio Anavilhanas, funciona a portas fechadas a fim de evitar que o burburinho no pequeno salão se propale. No cardápio prevalece a parcimônia: são dezesseis opções de prato, feitas com massa seca importada da Itália ou fresca de produção própria. Entre elas estão o fettuccine com camarão e abobrinha (R$ 77,00), a lasanha de bacalhau (R$ 85,00) e o penne com molho de tomate picante e linguiça de pernil (R$ 65,00). Como manda a cartilha cantineira, todas as receitas são servidas em porções fartas, para dividir, e com molho carregado. Atração à parte, a decoração composta de camisas de times de futebol e utensílios de cozinha acompanha o jeito esfuziante do proprietário.

Alameda Tucumã, loja 8, Condomínio Anavilhanas, Parque das Laranjeiras, 3236-0622 (36 lugares). 19h/23h (dom. só almoço 12h/15h, fecha seg.). Cd.: V. Ar. (R$ 20,00) Aberto em 2006. $$

 

O melhor oriental

Shin Suzuran

Sushi de filhote de enguia: R$ 28,80 a dupla

Hiroya Takano tinha 8 anos quando embarcou em um navio rumo ao Brasil. Sua família vivia na província de Hokkaido, no norte do Japão. Numa coincidência, Manaus foi a cidade escolhida para a família iniciar o cultivo de pimenta-do-reino, tarefa que foi substituída após duas décadas, nos anos 70, pela abertura do restaurante Suzuran. A casa recebia apenas integrantes da colônia e poucos curiosos que se aventuravam a provar a culinária que naquela época era tida como exótica. Hiroya aprendeu o preparo de sushis e sashimis e não demorou para que assumisse a cozinha. Nesse ambiente, passou a criar pratos com ingredientes típicos da Amazônia. Hoje, figuram no extenso cardápio do rebatizado Shin Suzuran itens como o usuzukuri de tucunaré (R$ 24,90), um carpaccio do peixe acompanhado de molho shoyu com pimenta-murupi e raspas de limão, e o peixe nipo-amazônico (R$ 51,00), feito com pescada, pimentão, tucumã, batata e kani puxados no azeite com caldo de peixe. O teishoku traz à mesa tempura, sashimi, peixe grelhado, raiz de bardana, queijo de soja, picles, missoshiru e arroz (R$ 86,70). Os pratos frios são preparados com a ajuda do filho Adriano. O sushiman constrói combinados como o ponte, com 56 peças (R$ 153,00), além de duplas de sushi. O par do toro (barriga de atum gordo) sai por R$ 19,90 e o do toro-sabá, de carapau, vale R$ 18,00. Entre os menos comuns, destacam-se o iidako (minipolvo, R$ 18,00) e o fuka kurage (barbatana de tubarão com água-viva, R$ 18,00). A carta de bebidas navega entre o Japão e a Amazônia: tem saquê Takashimizu (R$ 30,00 a dose) e suco de camu-camu (R$ 4,50).

Avenida Djalma Batista, 3694, loja 1, Parque Dez, 3236-5333 (110 lugares). 12h/15h30 e 18h30/23h (sex. e sáb. jantar até 0h; dom. jantar até 22h; fecha seg.). Cc.: D, M e V. Cd.: todos. Cr.: V. Ar. Aberto em 1978. $$$$

 

A melhor cozinha de peixes e frutos do mar

Choupana

Pirarucu seco no tucupi: R$ 65,00, para duas pessoas

Toda segunda-feira, um caminhão estaciona em frente ao número 790 da Rua Recife para descarregar pirarucu, tambaqui e tucunaré fresquinhos, recém-pescados. Esses peixes serão preparados ao longo da semana na cozinha do restaurante quatro vezes vencedor da categoria. O sucesso da casa, reconhece a proprietária Erica Magalhães, se deve à apropriada decisão de servir apenas espécies de rios da região. O cardápio, portanto, lista receitas como o tambaqui à choupana (costela e lombo do peixe grelhados na companhia de salada de legumes, arroz, farofa de peixe e banana frita, R$ 82,00, para duas pessoas) e o pirarucu seco no tucupi (escoltado por arroz, R$ 65,00, para duas pessoas). No salão rústico, coberto de palha, são servidas também porções como a de bolinho de pirarucu com molho rosé e a de pastel de caranguejo (R$ 22,00 cada uma, com oito unidades). Cozinheira experiente, Maria Auxiliadora de Carvalho, a dona Dora, comanda a brigada que prepara ainda pratos da terra, digamos assim, a exemplo da galinha à cabidela (com batata portuguesa e arroz, R$ 72,00, para três pessoas).

Rua Recife, 790, Adrianópolis, 3635-3878 (174 lugares). 11h/15h e 18h30/23h30 (sex. e sáb. almoço até 16h e jantar até 0h; dom. só almoço até 16h; fecha seg.). Cc.: D, M e V. Cd.: todos. Couvert art.: R$ 3,00. Manobr. Ar. (R$ 25,00) www.restaurantechoupana.com.br. Aberto em 2003. $$$

 

A melhor pizza

Távola Redonda

Cobertura de copa defumada, agrião e orégano: R$ 32,00

Faltava lenha boa no mercado quando os sócios Marcelo Indalecio e Pedro Gaioto decidiram abrir uma pizzaria. Tomaram, então, uma decisão arriscada: a de usar forno a gás para assar os discos. O terceiro título consecutivo na categoria confirma que a iniciativa deu certo. Por noite, cerca de 150 pizzas de quinze sabores chegam às mesas. Entre eles, marguerita (R$ 30,00), camponesa (peito de peru defumado, catupiry e alho-poró, R$ 32,00) e rei arthur (copa defumada, agrião e orégano, R$ 32,00). São preparados também calzones como o lancelote, que leva molho de tomate, queijo, presunto, catupiry, orégano e parmesão (R$ 20,00). Opção de entrada, a fosca é uma massa crocante temperada com parmesão e orégano (R$ 4,00 a porção). Faz par com o chope Brahma servido na tulipa (R$ 3,50).

Avenida André Araújo, 1603, loja 2, Aleixo, 3611-4433 (140 lugares). 17h/23h (fecha seg.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Cr.: todos. T.: T. Ar. Entrega em domicílio. www.tavolaredonda.net. Aberto em 2005. $

 

O melhor variado

Bistrô Ananã

Roll de pato com abacaxi caramelado: R$ 18,00

Escondido em uma ruela do centro histórico de Manaus e aberto apenas no jantar de sexta e de sábado, o charmoso ambiente iluminado por velas e precedido por um gramado serve de cenário para as criações da paraense Sofia Bendelak. Eleita a chef do ano na edição de VEJA MANAUS de 2007, ela propõe uma fusão de técnicas contemporâneas e elementos regionais, que fica evidente em receitas como filé de tucunaré com aspic (gelatina) de tucupi guarnecido de arroz com jambu (R$ 39,90) e roll de pato com abacaxi caramelado (R$ 18,00). Para se beneficiar dos ingredientes da estação, as mudanças no cardápio são constantes. Não falta no couvert (R$ 8,00), porém, o tentador pão caseiro de castanha com manteiga de alho. Para beber, a cabocla cheirosa (R$ 14,00) é um drinque feito com saquê, fruta da época (pode ser, por exemplo, a rambutã, de sabor semelhante ao da lichia) e manjericão. No Dia dos Namorados, quando Sofia costuma sugerir um menu dito afrodisíaco, as reservas precisam ser feitas com até duas semanas de antecedência.

Travessa Padre Ghisland, 132, centro, 3234-0056 (42 lugares). Sex. e sáb. 19h30/0h30. Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Ar. Aberto em 2006. $$


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