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Home » Revista » Edição nº 1254 » Bares
10/06/2009Bares
Veja também
Como foi a votação
O melhor boteco
Bar do Armando
Agito na calçada: ao lado do Teatro Amazonas Quando transformou sua mercearia em um bar, trinta anos atrás, o português Armando Dias Soares buscava escapar da concorrência das grandes redes de supermercado que começavam a chegar a Manaus. A decisão mostrou-se sábia: seu estabelecimento ganhou freguesia fiel e hoje conquista o tetracampeonato na categoria. Pelas mesas de plástico dispostas sobre a calçada do centenário casarão ao lado do Teatro Amazonas passam juízes, políticos, jornalistas, turistas, músicos, escritores e os mais diversos tipos boêmios. O que os atrai é a oferta de cerveja gelada – Brahma, Antarctica, Skol (R$ 4,00 cada uma) e Bohemia (R$ 4,50) –, companhia frequente do famoso sanduíche de pernil (R$ 6,00) temperado com limão e batizado de x-porco. Aos 74 anos, o proprietário responsabiliza-se por quase tudo ali. Se não está nos fundos do salão azulejado preparando um lanche, fica na porta observando o movimento, sempre trajando seu surrado avental azul, com um pano de prato apoiado no ombro. Apesar da cara amarrada, Armando Dias Soares apadrinha a Banda Independente da Confraria do Armando, a Bica, que todo sábado de Carnaval atrai foliões ao Largo de São Sebastião.
Rua 10 de Julho, 593, centro,
3232-1195. 15h/3h (fecha dom.).
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O melhor chope
Piccolino
Líquido cremoso e com colarinho denso: R$ 3,80 Poucos meses antes da Copa do Mundo de 1998, Jurandir Gaioto resolveu abrir um bar no bairro de Japiim, no mesmo ponto onde seu filho mantinha uma oficina mecânica. Queria receber os amigos naquele espaço e acompanhar as partidas. O plano, despretensioso, previa apenas a instalação de um aparelho de TV, uma geladeira e algumas mesas. A fama do lugar cresceu por meio da propaganda boca a boca, entre pessoas que trabalhavam no Distrito Industrial. Jurandir começou a ampliar o ambiente e resolveu também instalar uma chopeira. Hoje, a antiga máquina está aposentada, a matriz só abre para o almoço, mas as filiais do Millennium e do Manaus Plaza Shopping têm seu chope reconhecido pelo terceiro ano seguido como o melhor da cidade. Nos dois endereços, o cuidado com a bebida é o mesmo. Assim que desembarcam, os barris da Brahma, de 30 litros, são acomodados em câmaras frias a 4 graus, antes de ser conectados à chopeira a gelo. Dela sai um líquido cremoso, sempre coberto pelo colarinho de três dedos, que garante a manutenção do sabor e da temperatura por mais tempo. Para acompanhar a tulipa (R$ 3,80), são servidas porções de carne louca com shoyu, molho inglês e cebola (R$ 10,00) e de pernil assado (R$ 10,00), ambas escoltadas por uma cesta de pães.
Avenida Tefé, 4265, Japiim,
3237-2244. 11h/14h (fecha sáb. e dom.). Cd.: todos.
Ar.
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; Avenida Djalma Batista, 1661, Millennium Shopping, Chapada,
3214-2767. 10h/23h (dom. 12h/21h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos.
Ar.
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; Avenida Djalma Batista, 2100, Manaus Plaza Shopping, Chapada,
3632-0354. 10h/23h (dom. 12h/21h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos.
Ar.
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A melhor cozinha e a melhor happy hour
Cachaçaria do Dedé
Carta variada: 780 rótulos de cachaça Após uma viagem a Minas Gerais, onde tomou gosto pelas aguardentes produzidas ali, André Parente resolveu transformar em cachaçaria a pastelaria que funcionava no ponto embaixo de sua residência. Não demorou para que ele e sua mulher, Sandra, tivessem de se mudar e ampliar a casa para atender à demanda nos fins de tarde. Debutante nesta eleição com os prêmios de a melhor happy hour e a melhor cozinha, o bar ganhou em 2009 uma segunda unidade, no Manauara Shopping. Na filial, impressiona a estante de 7 metros de altura que abriga 10?000 garrafas. O cardápio indica as mesmas sugestões nos dois endereços, entre elas a carne de sol frita na pedra, com bolinho de macaxeira e queijo de coalho (R$ 18,90). O joelho de porco à pururuca tem guarnição de arroz, farofa, couve e pepino em conserva (R$ 44,90, para duas pessoas). A porção de costelinha de porco defumada (R$ 19,90) faz bom par com um dos 180 rótulos de cachaça servidos em dose – há outros 600 disponíveis apenas em garrafa. Para bebericar ali mesmo, sugerem-se as boas e triviais Salinas e Seleta (R$ 4,00 cada uma). A exclusiva Havana, cujo cálice sai por R$ 150,00, está lá só para reluzir no cardápio. Todas são apresentadas com informações sobre a origem, o tipo da madeira na qual foram envelhecidas e a graduação alcoólica. Como alternativa, vende chope Brahma (R$ 3,00) e sessenta marcas de cerveja – a holandesa La Trappe Quadrupel (R$ 49,90) e a alemã Erdinger (R$ 14,90) têm presença garantida.
Rua do Comércio, 1003F, Conjunto Castelo Branco, Parque Dez,
3646-6000. 16h/2h (sex. a dom. a partir de 11h; fecha seg.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Cr.: T e V.
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; Manauara Shopping, loja R3, Adrianópolis,
3236-6570. 11h30/22h (qui. a sáb. até 23h). Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: T e V.
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www.cachacariadodede.com.br.
O melhor fim de noite
Porão do Alemão
Balada tardia: o movimento aumenta a partir da 1 da manhã Ainda que nas primeiras três semanas de funcionamento o som predominante no bar do catarinense William Lauschner tivesse sido a MPB, a data da inauguração já anunciava a verdadeira vocação da casa: 13 de julho, dia mundial do rock. Assim que o banquinho e o violão deram lugar no palco a guitarras, contrabaixo, bateria e muitos decibéis a mais, o Porão do Alemão passou a ser reconhecido como ponto de encontro de roqueiros. De quarta a sábado recebe bandas da região. O movimento começa tarde: à 1 da manhã, já está lotado. Entre as 1 200 pessoas que circulam pelo galpão subterrâneo a cada noite, o combustível é o chope da marca Battuta (R$ 3,00 a tulipa). O público se acomoda nas mesas do fundo do salão para beliscar porções de origem germânica, a exemplo do salsichão suíno acompanhado de pão, mostarda e pimenta (R$ 15,00). Como o agito sempre vai até o dia seguinte, recebe pela quarta vez o título de o melhor fim de noite da cidade.
Estrada da Ponta Negra, 1986, São Jorge,
3239-2976. 21h/6h (fecha dom. a ter.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Entrada: R$ 10,00.
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(R$ 50,00)
www.poraodoalemao.com.br.
A melhor música ao vivo
Chão de Estrelas
Rodas de chorinho: temas de Ernesto Nazareth e Pixinguinha O poema de Orestes Barbosa musicado por Silvio Caldas empresta o nome a este singular boteco escondido em uma viela. Com paredes de madeira e piso de cimento queimado, é todo decorado com rádios, fotos, instrumentos musicais antigos e outras dezenas de quinquilharias colecionadas pelo proprietário, Walter da Silva. Hippies, patricinhas, músicos e empresários se esbarram no entra e sai constante do apinhado salão – na verdade, uma saleta – enquanto músicos competentes tocam canções de Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Jacob do Bandolim e outros chorões. Um cartaz avisa que qualquer um ali pode assumir o microfone e cantar até três temas. Poucos são os que se arriscam – a maioria opta por dançar ao redor das mesas enquanto toma cerveja em garrafa (Skol, Brahma e Antarctica, R$ 4,00 cada uma) e belisca porções de queijo de coalho (R$ 7,00) e de pirarucu frito com farofa (R$ 15,00). Quando não há música ao vivo, pode-se escolher entre os cerca de 10 000 discos de vinil guardados ali e colocá-los para rodar.
Rua Chaves Ribeiro, 49, São Geraldo,
3233-3947. 21h/1h30 (sáb. 17h/22h30; dom. 17h/21h).
O melhor para ir a dois
Botequim
Atmosfera sugestiva: luz de neon e MPB ao vivo Por trás da fachada restaurada do velho casarão erguido no centro da cidade, encontra-se um bar moderninho, projetado pelo arquiteto Rui Franco de Sá, um dos sócios. As paredes trazem obras de arte e peças de neon que conferem uma iluminação suave ao espaço. Nesse ambiente, casais se aninham para um namorico embalado pela MPB executada ao vivo, bem baixinho. Para brindar, pedem drinques como margarita frozen (R$ 12,00), bloody mary (R$ 10,00) e outros com nomes sugestivos, caso do beijo do vampiro (composto de vinho tinto, leite condensado e gelo, R$ 8,00). Para petiscar são servidas canoinha de tambaqui (massa folhada coberta por lascas do peixe e farofa crocante, R$ 12,00 a porção com cinco unidades) e igara de pirarucu ao molho de ervas (pedaços de peixe sobre barquetes de farinha ao forno, R$ 13,00 cinco unidades). Conforme a noite avança, casais mais discretos procuram o reservado salão dos fundos. Os mais animados têm passe livre para a danceteria ao lado, o Cabaré Night Club, dos mesmos proprietários.
Rua Barroso, 293, centro,
3232-1030. 19h/3h (qui. a sáb.). Cc.: V. Cd.: V. Couvert art.: R$ 6,00. Ar.
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(R$ 50,00)
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O melhor para paquerar
All Night Pub
Salão apertado: flertes ao som de rock ao vivo Na decoração, composta de madeiras claras e colunas pintadas de vermelho, a casa pouco carrega o clima dos pubs britânicos. Mas a atmosfera é coerente com o conceito de "great craic", expressão muito difundida na Irlanda para definir a diversão regada a música e bebida. O público jovem se divide entre a bem iluminada varanda e o apertado salão, no qual bandas de rock e de pop se apresentam de quinta a sábado. Nos dois ambientes, rapazes e moças embalam a azaração com muita cerveja long neck. São onze rótulos, entre eles Bohemia e Kaiser Summer (R$ 4,00 cada uma), além de Stella Artois e Heineken (R$ 5,00 cada uma). Os mais saidinhos encaram drinques flamejantes, caso do tamirys (R$ 12,00), com tequila, licor de menta mais curaçau blue e red. Para petiscar, são servidas iscas de filé com fritas e tábua de frios (R$ 18,00 cada sugestão).
Avenida Efigênio Sales, 2085, Aleixo,
3236-2230. 21h/último cliente (qui. a sáb.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Couvert art.: R$ 15,00 a R$ 30,00.
Manobr. Ar.
(R$ 60,00)
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www.allnightpub.com.