Clássico da cena boêmia, o boteco resiste ao tempo e também se beneficia dele. Há quase três décadas é comandado pelo jornalista Álvaro Bandeira, que fez da decoração a memória do lugar - batizado com o nome do personagem burlesco criado pelo escritor amazonense Márcio Souza na obra Galvez, Imperador do Acre (1976). Uma parede reúne dezenas de reportagens antigas com histórias da casa, reduto de estudantes e artistas nos anos 80 e 90, época em que sediava exposições e apresentações musicais. Bem mais recente, um dos recortes registra a passagem dos violonistas Luiz Bueno e Fernando Melo, do Duofel. Em 2005, a dupla rendeu homenagens ao bar na canção Samba no Galvez, faixa do álbum Precioso, todo dedicado a Manaus. Nesse ambiente saudosista, os clientes saboreiam o chope Kaiser, eleito o melhor da cidade pelo júri de VEJA MANAUS "Comer & Beber". Em copos de 200 e 300 mililitros (R$ 2,80 e R$ 3,20, respectivamente), a bebida chega à mesa geladinha e com três dedos de colarinho cremoso. Para tomar em grupo, a torre contendo 3 litros custa R$ 30,00. No cardápio, há boa oferta de petiscos e pratos de sotaque nordestino, caso da porção de bolinho de macaxeira com charque (R$ 17,00, com dez unidades) e do arrumadinho, feito com feijão-de-praia, calabresa, farofa e charque (R$ 26,00). De acento regional, o bar serve pirarucu desfiado em leite de castanha, guarnecido de farofa e purê de banana-pacova (R$ 41,00, para duas pessoas).
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