Trata-se de um endereço para botequeiros de verdade. O acanhado salão passou por algumas mudanças desde que foi inaugurado, em 1981, mas manteve o estilo genuinamente pé-sujo. Há vinte anos, quem administra o lugar é Iria Lima, filha do falecido fundador da casa, o cearense João Alves Pessoa. Como cresceu ajudando o pai no balcão, ela tira de letra as múltiplas funções de servir mesas, cuidar do caixa e recepcionar os clientes, que fazem da calçada uma extensão do bar. Nas noites mais agitadas, a moçada chega a ocupar até o canteiro central da Avenida Senador Álvaro Maia, onde o boteco está localizado. Dois atrativos são responsáveis por tamanho movimento: a música ao vivo, tocada num diminuto palco, e as cervejas geladas, vendidas em garrafas de 600 mililitros. Às sextas, quando o som invade a alta madrugada com pagode, forró e samba, o público consome cerca de 100 engradados da bebida, servida em copos de plástico. As marcas Skol, Brahma e Bohemia custam o mesmo preço, R$ 5,00. Para comer, há apenas tábua de frios, que reúne salaminho, queijos, cubos de presunto e azeitonas (R$ 20,00).
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