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Editorial

 

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09 de Setembro de 2008

Restaurantes

* Preços coletados até setembro de 2008

O melhor da cidade A melhor happy hour
O melhor internacional A melhor carne
O melhor pescado O melhor variado
O melhor para ir a dois A melhor pizzaria
Chef do ano O melhor oriental
O melhor para petiscar A melhor patinha de siri
O melhor brasileiro  

Os melhores

Além de opinar sobre o melhor em cada especialidade, cada jurado fez uma lista com dez restaurantes em ordem decrescente. O primeiro recebeu 10 pontos, o segundo 9, e assim até o décimo, com 1 ponto. O quadro mostra o campeão e as outras nove melhores mesas da capital

 

Veja também
Conheça os jurados
Quadro: Como eles votaram

 

O melhor da cidade
O melhor internacional
O melhor pescado
O melhor para ir a dois

Pescador de prêmios
Wanchako

 

Sabores da culinária do Peru: peixes e temperos importados pela chef, que viaja duas vezes por ano ao país

Luz indireta, paredes de tons quentes, mesas de granito preto e cadeiras de fibras naturais compõem o ambiente do Wanchako, o grande vencedor desta primeira edição de VEJA Maceió. O restaurante de culinária peruana, comandado pela chef Simone Bert, eleita também a chef do ano, foi unanimidade entre os jurados nas categorias de o melhor da cidade e o melhor internacional. Levou também os títulos em pescado e para ir a dois. Na cozinha, Simone trabalha com temperos importados do Peru, que ela mesma traz das viagens que faz ao país, a cada seis meses. Casada com o peruano José Luis Risco Bert, ela coloca em prática o conhecimento adquirido com a sogra, dona Carlota, no preparo de pratos típicos como os ceviches – peixes curtidos no limão e servidos com batata-doce e milho verde. Outra especialidade é o filé de robalo a lo macho, grelhado com camarões ao forno e servido com risoto de camarão. A chef também mistura ingredientes da culinária peruana com os da japonesa, tendência que aparece em receitas como a otani, um filé de peixe grelhado com camarão e molho de gengibre agridoce, e o espaguete com lagosta e camarão ao molho de queijo levemente picante. Para fechar a refeição, ela sugere criações como o suspiro limeño, feito com creme de ovos e suspiro de vinho do Porto, e a banana com merengue de doce de leite. $$$

Rua São Francisco de Assis, 93, Jatiúca, (82) 3327-8701 (160 lugares). 12h/15h e 19h/23h30 (sex. almoço até 16h e jantar até 0h30; sáb. só jantar até 0h30). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Ar. Entrega em domicílio. www.wanchako.com.br. Aberto em 1996.

 

Chef do ano

Simone Bert

Simone Bert descobriu cedo a paixão pela cozinha. Passou a juventude criando suas receitas sem nunca pensar em se profissionalizar. Tanto que acabou se formando em educação física. Somente quando se casou com o então namorado, o peruano José Luis Risco Bert, é que ela retomou a vocação. Foi a sogra, dona Carlota, uma exímia cozinheira, quem lhe ensinou os segredos da culinária típica peruana, baseada em pescados e frutos do mar – ingredientes que ela sempre conheceu muito bem por ser filha de pescador. Em 1990, Simone mudou-se para Lima, no Peru, onde trabalhou na cozinha de um restaurante da tia de seu marido. Foi lá também que ela aprimorou seus dotes em um curso de culinária nikkei, que mistura influências peruanas e japonesas, com Humberto Sato, mentor do festejado chef Nobu Matsuhisa. De volta a Maceió, em 1996 ela abriu o Wanchako, o primeiro restaurante peruano do Brasil. A casa hoje integra a Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança e recebe viajantes gourmet de todas as partes. Para manter o cardápio sempre atualizado, a chef viaja duas vezes por ano ao Peru para fazer cursos e trazer ingredientes. Esse esmero ganha o reconhecimento dos jurados, que apontam Simone Bert como a chef do ano nesta primeira edição de VEJA Maceió.

 

O melhor para petiscar

Akuaba

Tempero afro em receitas brasileiras: vatapá, acarajé e camarões

Numa colorida casa de esquina, com mesas no quintal sob a copa de uma árvore, são servidos os melhores petiscos da cidade, segundo os jurados de VEJA Maceió. Batizado de Akuaba, palavra do dialeto africano iorubá que significa "seja bem-vindo", o restaurante é marcado pela informalidade e tem no cardápio receitas da cozinha baiana. O tempero afro foi trazido por Vera Lúcia Moreira, que comanda o negócio ao lado do marido, Osvaldo Moreira, e que aprendeu os segredos do manejo do leite de coco, do azeite-de-dendê e do coentro com a mãe e com a tia. Entre as comidinhas que acompanham caipirinhas e cervejas estão o acarajé, servido com camarão defumado, vatapá, caruru e tomate verde; o abará, cozido no vapor em folha verde de bananeira; e o espeto de camarão fresco. Dos pratos, destacam-se o arroz de polvo, a moqueca de camarão e o peixe à castro alves, uma posta frita servida com molho de camarão e purê de banana-da-terra. Criação da proprietária, o mexidinho na bananeira é o prato que integra o cardápio da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança. Mistura mexilhão, camarão e polvo e chega à mesa com arroz de ananás. Como sobremesa, tem pudim de tapioca granulada com ameixa em calda e merengue de clara e açúcar. $$$

Avenida Álvaro Calheiros, 6, Mangabeiras, (82) 3325-6199 (120 lugares). 11h/último cliente (fecha seg.). Cc.: D, H, M, V e A. Cd.: M, R e V. Ar. www.akuaba.com.br. Aberto em 1996.

 

O melhor brasileiro
A melhor happy hour

Divina Gula

Mineiro, uai: receitas da roça, como purê de inhame, feitas no fogão a lenha

Em 1987, o casal André Generoso e Cláudia Mortimer saiu de Minas Gerais rumo a Maceió de carona no Fusquinha de uma prima. Tinham apenas 500 cruzeiros no bolso, o que não era muita coisa. Dispostos a recomeçar a vida na capital alagoana, alugaram uma pequenina garagem e começaram a vender pães de queijo e cachaças. Como bons mineiros, foram aos poucos incluindo no menu pratos e quitutes criados por André – engenheiro florestal que descobrira sua vocação para a cozinha na república da faculdade. Nascia assim o Divina Gula, restaurante que hoje ocupa um espaçoso imóvel na Jatiúca ambientado com paredes de tijolos aparentes, colunas de madeira e telhas à mostra, incluindo um jardim nos fundos com viveiro de pássaros. Dividem espaço no cardápio pratos "da roça", como a desfiada confiada, uma carne-de-sol desfiada com purê de inhame, abobrinhas frescas e banana-da-terra frita, e sugestões "do mar", a exemplo do camarão sertão vira mar, ao molho de requeijão e salsinha, servido na panela de pedra-sabão e acompanhado de arroz com castanha-de-caju, farofa de coco e salada orgânica de rúcula e manga. Muitos dos itens usados na cozinha são produzidos pelos proprietários num sítio em Japaratinga, no litoral norte, onde criam carneiros, porcos e galinhas e cultivam verduras e legumes orgânicos. A casa, que nesta primeira edição de VEJA Maceió arrebata o prêmio de melhor restaurante brasileiro, também leva do júri o título de melhor happy hour da cidade. Nos fins de tarde, circulam pelas movimentadas mesas da calçada calderetas de chope Brahma, caipirinhas de frutas com pimenta biquinho e a cachaça Divininha, produzida pela família dos proprietários na cidade de Gabinópolis (MG). Assim como os pratos, os petiscos também têm a assinatura de André. É o caso do queijo trancinha na chapa com bacon e pão de alho, do atolado de carne-de-sol e da panelinha de pé de porco com farofa de milho. $$

Avenida Engenheiro Paulo Brandão Nogueira, 85, Jatiúca, (82) 3235-1016 (350 lugares). 12h/2h (fecha seg.). Cc.: A, H, M e V. Cd.: C, M, R e V. www.divinagula.com.br. Aberto em 1988.

 

A melhor carne

Grato Steakhouse

 

Cortes à moda argentina: grife certificada pela associação de criadores

Reconhecido como o restaurante que tem a melhor carne da cidade pelo júri de VEJA Maceió, o Grato Steakhouse foi aberto há três anos pelos sócios Fernando Costa e Bruno Marzullo – este, de família reconhecida na cidade por administrar tradicionais estabelecimentos italianos. O salão com pé-direito alto e a área externa coberta por toldo recebe muitos políticos e executivos na hora do almoço, que aparecem por lá em busca das carnes de grife. Os cortes vêm de uma fazenda de Espírito Santo do Pinhal (SP) e são certificados pela Associação Brasileira de Angus. Preparados à moda argentina em uma churrasqueira a carvão, o bife de chorizo, com dois dedos de espessura, e o assado de tira estão entre os mais pedidos. Ambos são servidos com uma combinação de molho e acompanhamento à escolha do cliente. O picante chimichurri, com salsinha, alho, vinagre e azeite de oliva, e o arroz do chef, feito com cebola, bacon crocante, batata palha e salsa fresca, são duas sugestões do menu. Para beber, chope Kaiser servido na caneca. $$

Avenida Pio XII, 523, Jatiúca, (82) 3377-3388 (130 lugares). 12h/15h e 19h/23h (sex. e sáb., 12h/1h; dom., 12h/17h). Cc.: A e V. Cd.: V. Ar. (sob consulta) Entrega em domicílio. Aberto em 2005.

 

O melhor variado

Le Corbu

 

Pratos franceses e ingredientes regionais: combinação campeã

Em 1997, quando o chef pernambucano Jorge Bandeira decidiu abrir seu restaurante em Maceió, quis começar do zero. Cuidou pessoalmente de tudo, do projeto do imóvel, com arquitetura de linhas retas inspirada no trabalho de Le Corbusier, à decoração, que utiliza móveis de designers internacionais, a exemplo das cadeiras do alemão Mies Van Der Rohe. Mas, graças a seu cardápio, em que pratos da cozinha francesa utilizam elementos regionais como mel de engenho e inhame, o restaurante foi eleito o melhor variado pelo júri de VEJA Maceió. Boa mostra dessa alquimia é a porção de mexilhões com ervas de Provence gratinados com queijo roquefort, servidos como entrada. A paleta de cordeiro com fettuccine ao azeite de alecrim, cuja carne é cozida a vácuo por dezoito horas, é sugestão da casa para o prato principal. De sobremesa, tem tarte tatin com sorvete de creme. A enxuta carta de vinhos lista apenas dezesseis rótulos, entre brasileiros, argentinos e chilenos como o Montes Reserva Cabernet Sauvignon e o Santa Helena Cabernet Sauvignon – devidamente acomodados em uma adega climatizada para 200 garrafas. $$$$

Rua Desportista Humberto Guimarães, 877, Ponta Verde, (82) 3327-4326 (100 lugares). 12h/15h e 19h/23h (sáb. jantar até último cliente; dom. só almoço até 16h; fecha seg.). Cc.: A, D, H, M e V. Cd.: M, R e V. Couvert art.: sex. e sáb., R$ 3,00. Couvert: R$ 3,50. Ar. (R$ 30,00) www.lecorburestaurante.com. Aberto em 1997.

 

A melhor pizzaria

Massarella

 

Tradição de família: discos assados no forno a lenha, com coberturas clássicas

Na família de Fabio Marzullo, gastronomia é um patrimônio que passa de geração a geração. Seus antepassados, de origem siciliana, comandaram padaria, armazém e restaurante no eixo Rio–São Paulo desde que desembarcaram no Porto de Santos, há quase um século – incluindo a lendária Cantina Sorrento, nos anos 50, na Avenida Atlântica, em Copacabana. Em 1986, depois de uma viagem de férias a Maceió, Fábio decidiu se mudar para a cidade, onde inaugurou o Massarella. Neste local, o cardápio lista receitas preparadas com massas de fabricação caseira, como o talharim com molho branco e camarão flambado, além de antepastos, saladas e risotos. Mas é por causa da pizza, servida a partir das 18 horas, que ela é lembrada pelo júri de VEJA Maceió, que lhe concedeu o título de a melhor pizzaria da região. Preparadas no forno a lenha instalado na área externa, cuja decoração imita a de uma antiga vila italiana – com direito a janelas coloridas e floreiras –, as redondas recebem coberturas tradicionais como margherita, quatro queijos e portuguesa. A que leva o nome da casa vem com mussarela, molho de carne, azeitona verde e pimentão e a light recebe ricota, tomate e manjericão. Todas elas podem ser preparadas em forma de calzone. Entre as bebidas, a carta de vinhos traz rótulos franceses produzidos na região de Côtes-du-Rhône e italianos, a exemplo do Chianti Ruffino. $$

Rua Comendador José Pontes Magalhães, 271, Jatiúca, (82) 3325-6000 (280 lugares). 12h/1h (fecha seg.). Cc.: V e A. Cd.: V. Ar. (sob consulta) Entrega em domicílio. www.massarella.com.br. Aberto em 1986.

 

O melhor oriental

Takê

 

O sushiman Kawamura em ação: enrolados de água-viva, enguia e outros peixes feitos na hora

Depois de fazer carreira como sushiman no Rio de Janeiro, o manauara Nelson Kawamura se juntou ao paulistano Lucas Myung San Bo para abrir, na capital alagoana, o Takê. Eleito o melhor oriental pelo júri de VEJA Maceió, este restaurante com filial em Salvador tem ambiente moderninho, de frente para o mar, e uma decoração que privilegia as cores preto e vermelho. Ali, são servidas receitas da culinária contemporânea, sempre com toques orientais. Um exemplo é o dragon flambado, feito com camarão empanado e cream cheese envoltos em salmão e flambados no maçarico. Dos pratos típicos japoneses, Kawamura coloca sua experiência à prova no combinado do chef, em que cria na hora sushis e sashimis usando iguarias como água-viva, enguia e filhotes de polvo. Outras sugestões da casa são os kari prawns, camarões grandes ao molho indiano levemente picante com risoto de frutas frescas, e, de sobremesa, o tempurá takê, sorvete de creme envolto em massa de bolo e cereais e coberto com calda de laranja. Para beber, saquerinhas e uma pequena carta de vinhos com trinta rótulos, como o chileno Casa Silva Reserva Chardonnay. $$$

Avenida Silvio Carlos Lunna Vianna, 1731, Ponta Verde, (82) 3337-0253 (170 lugares). 12h/15h e 18h/0h (sex. e sáb. até 1h; dom. 12h/23h). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: V. Ar. (sob consulta) Entrega em domicílio (82 3337-4318). www.restaurantetake.com.br. Aberto em 2000.

 

A melhor patinha de siri

Massagueirinha

 

Crustáceos servidos no tacho de barro: a especialidade da casa

O restaurante trouxe para dentro de Maceió a culinária de frutos do mar típica do povoado de Massagueira, que fica às margens da Lagoa Manguaba, no litoral sul do estado. Embora esteja localizado em uma avenida movimentada, longe da praia, o lugar tem um clima informal, com cadeiras de plástico na calçada, que faz lembrar os barzinhos de lá. O siri é a iguaria mais cobiçada da casa, tanto de entrada como para petiscar na companhia de uma caipirosca ou de um coquetel de frutas. Apontada como o melhor da capital pelos jurados de VEJA Maceió, a patinha do crustáceo é temperada e refogada no azeite de oliva com leite de coco. Chega à mesa em um tacho de barro. Outra receita famosa, a do camarão à moda da casa, é preparada no vinho branco e servida com batata palha e arroz de brocólis. Os clientes também podem ficar à vontade para sugerir pratos: foi assim, por exemplo, que surgiu um dos itens mais famosos do menu da casa, a moqueca de polvo. $

Avenida Deputado José Lages, 1105, Ponta Verde, (82) 3327-1027 (250 lugares). 10h30/1h (fecha seg.). Cc.: H, M, V e A. Cd.: R e V. Cr.: V. Couvert art.: R$ 1,00. Ar. Entrega em domicílio (3325-5967 e 3235-2271). www.massagueirinha.com.br. Aberto em 2000.


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