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26/08/2009

Restaurantes

Veja também
Como foi a votação

 

A chef do ano

Simone Bert (Wanchako)

A cozinheira: expert na culinária peruana

Filha de pescador, a chef alagoana cresceu dentro da cozinha, criando suas próprias receitas por pura diversão. Formada em educação física, sua vocação começou a aflorar quando se casou com o peruano José Luis Risco Bert e, de quebra, ganhou uma exímia cozinheira como sogra. Graças a ela, nos primeiros anos de casamento Simone fez uma verdadeira imersão na culinária peruana, baseada em frutos do mar. A experiência tornou-se ainda mais intensa a partir de 1990, quando ela se mudou para o Peru e passou a trabalhar no restaurante que a tia do marido comandava em Lima. Antes mesmo de voltar a Maceió, o destino do casal já estava decidido: abrir o primeiro restaurante peruano do Brasil, à frente do qual Simone Bert fatura, pela segunda vez, o título de chef do ano. As idas e vindas ao vizinho andino continuam frequentes: a cada seis meses ela embarca para lá a fim de estudar e abastecer a despensa com ingredientes como a geleia aguaymanto (feita com uma fruta local) e, claro, pimentas aji panca, aji amarillo, rocoto... Em um desses retornos ao Peru, fez curso de culinária nikkei, mistura das técnicas locais com a japonesa.

 

A melhor carta de vinhos

Palato

 

O atendente Roberval Batista dos Santos:
na adega de 700 rótulos

Um desavisado que passar os olhos na lista de vinhos do bistrô instalado nos fundos do empório gourmet corre o risco de ficar decepcionado. Ali constam apenas 28 sugestões, nenhuma com preço. Por isso, atenção: a melhor carta de vinhos de Maceió inclui, na verdade, os 700 rótulos à venda na adega da loja. Embora o cliente não precise sair da mesa – afinal, todas as opções estão registradas no palmtop dos garçons –, vale a pena fazer um passeio pela área das prateleiras. O valor para consumo no local é exatamente o mesmo que consta nas etiquetas. Para acompanhar o filé-mignon com brócolis, batata, berinjela assada, tomate seco e presunto cru (R$ 27,90), o chileno Porta Reserva Cabernet Sauvignon 2007 sai por R$ 39,00. Produzido na região da Borgonha, o espumante francês Louis Perdrier Brut Excellence (R$ 35,99) pode ser bom par do merengue de morango (R$ 8,90). Como promove degustações e cursos enogastronômicos, o local virou ponto de encontro de apreciadores de vinho – grupos costumam partilhar garrafas até as 2 da manhã.

Avenida Deputado José Lages, 700, Ponta Verde, 2121-7575 (80 lugares). 24h (bistrô: 7h/2h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Cr.: SP, T e V. Ar. Entrega em domicílio. www.palato.com.br. Aberto em 1999.

 

O melhor brasileiro/regional

Divina Gula

 

Picadinho de sirigado: R$ 45,00

Em 1988, recém-chegado a Maceió, o casal de mineiros André Generoso e Cláudia Mortimer alugou uma pequena garagem para vender pão de queijo e cachaça. Aos poucos, a lista de ofertas passou a ser incrementada por receitas de Generoso, engenheiro florestal que descobriu o talento na cozinha nos tempos de faculdade. Bicampeão da categoria, atualmente o restaurante ocupa um enorme imóvel próprio, com paredes de tijolos aparentes, salões climatizados, adega para 800 garrafas e jardim. No extenso cardápio, legendas indicam, por exemplo, quando a receita é mineira ou usa ingredientes típicos de Alagoas, o tempo de preparo ou se leva legumes orgânicos, todos produzidos em um sítio de Japaratinga, no Litoral Norte, onde os proprietários também criam carneiros, porcos e galinhas. A porção do delicado tijolinho de tapioca recheado de queijo de coalho (R$ 8,00) é boa pedida para abrir a refeição sem comprometer o apetite. Vem acompanhada de uma consistente e saborosa geleia de pimenta. Entre os pratos principais, todos para duas pessoas, a carne de sol desfiada com tutu chega escoltada de arroz de alho, couve e torresmo (R$ 38,00). Arroz com brócolis, farofa de cenoura e banana-da-terra guarnecem o picadinho de sirigado batizado de saudades do "lá em casa" (R$ 45,00), que homenageia o famoso restaurante Lá em Casa, de Belém (PA). Para a sobremesa, vale pedir o pastelzinho de banana-da-terra com sorvete de tapioca e calda de tangerina, chamado de doçura real (R$ 12,00).

Avenida Engenheiro Paulo Brandão Nogueira, 85, Jatiúca,
3235-1016 (350 lugares). 12h/0h (fecha seg.). Cc.: todos. Cd.: todos.    (valor variável)          www.divinagula.com.br. Aberto em 1988. $$$

 

A melhor carne

Grato Steakhouse

 

Rack de cordeiro (corte da costela
e do filé-mignon):
R$ 47,50

No elegante salão principal, com pé-direito alto, mesas de madeira escura, janelões e boa acústica, são vistos sobretudo os endinheirados da cidade. Os cortes de carne feitos à moda argentina vêm de uma fazenda de Espírito Santo do Pinhal (SP) e recebem uma certificação de procedência atribuída pela Associação Brasileira de Angus. Entre eles estão o bife de chorizo (R$ 39,60), o bife de tira (R$ 57,00) e o t-bone steak (R$ 57,00). Da Fazenda Castanha Grande, sede da empresa Búfalo Bill, localizada em São Luís do Quitunde (AL), chega a carne de sol de búfalo (R$ 31,00). Também é alagoano, da marca Dumaia, o rack, peça que inclui a costeleta e o filé-mignon de cordeiro (R$ 47,50). Todos os pedidos de carne incluem um acompanhamento, que pode ser batata assada, arroz com brócolis ou salada, por exemplo, e uma opção de molho. Para beber, chope Kaiser (R$ 3,40 a caneca com 280 mililitros) e vinhos como o tinto português Monte Velho (R$ 70,00).

Avenida Pio XII, 523, Jatiúca, 3377-3388 (130 lugares). 12h/15h e 19h/23h (sex. e sáb. sem intervalo até 1h; dom. só almoço até 17h; fecha seg.). Cc.: A e V. Cd.: V.  Ar.    (valor variável)       Entrega em domicílio. Aberto em 2005. $$$

 

O melhor italiano

Massarella

 

Tagliolini com camarão, tomate, manjericão
e alcaparra: R$ 54,00

A culinária sempre fez parte da vida de Fabio Marzullo, descendente de sicilianos que passou a infância no Rio de Janeiro, onde o pai foi dono de pizzaria. Em 1986, depois de um período de férias com a mulher e os filhos em Maceió, decidiu se mudar para a cidade e seguir a tradição familiar, inaugurando o Massarella. A essência cantineira é exibida na decoração dos ambientes, com direito a toalha xadrez, e principalmente no cardápio. Bruschetta de anchova (R$ 6,60) e carpaccio de lagarto com queijo e parmesão (R$ 16,90) aparecem na lista de entradas. Simples ou recheadas, as massas de fabricação caseira compõem combinações como o tagliolini zafferano, que leva camarão, tomate fresco, açafrão, alcaparra e especiarias (R$ 54,00). A tagliata di filetto a la enzo (R$ 29,00), cubos de filé-mignon flambados na vodca, vai bem com fettuccine na manteiga. À noite, boa parte da clientela pede as pizzas assadas no forno a lenha – a pomodoro, com cobertura de tomate, alho, cebola e azeitona (R$ 25,00), está entre as mais requisitadas.

Rua José Pontes Magalhães, 271, Jatiúca, 3325-6000 (280 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. até 1h; fecha seg.). Cc.: A e V. Cd.: V. Ar.     (R$ 30,00)       Entrega em domicílio. www.massarella.com.br. Aberto em 1986. $$

 

O melhor oriental

Takê

Menu degustação: 44 opções
de sushi e sashimi, mais pratos quentes, à vontade


O manauara Nelson Kawamura fez carreira no Rio de Janeiro antes de se juntar a outro colega de profissão, o paulistano Lucas Myung, e inaugurar o Takê. A parceria de sucesso já rendeu duas filiais, uma delas em Salvador. Enquanto Myung comanda o restaurante na capital baiana, Kawamura se reveza entre os dois endereços alagoanos. O que fica na Avenida Silvio Carlos Viana tem ambiente moderninho, com decoração em que predominam o vermelho e o preto, e acomodações na área externa, com vista para o mar. Levado até a mesa, um carrinho para o preparo de drinques como a caipirinha de saquê com siriguela (R$ 12,00) recepciona os clientes. Em seguida, a melhor maneira de provar as especialidades da casa, mais uma vez premiada, é escolher o menu degustação (R$ 29,90 no almoço de segunda a sexta; R$ 39,90 no jantar e nos fins de semana). O cliente recebe uma lista com 44 itens que são servidos à vontade, na ordem escolhida. As opções incluem sushis de peixes variados (entre eles o flambado dragon, com salmão, camarão e cream cheese) e sashimis de salmão, polvo, robalo e atum feitos na hora, mais pratos quentes como polvo grelhado, tempura de peixe e camarão empanado. No sistema à la carte há sushi de enguia (R$ 7,80) e água-viva (R$ 6,00), além de pratos com um leve acento contemporâneo, caso do camarão com tempura de banana (R$ 49,80).

Avenida Silvio Carlos Viana, 1731, Ponta Verde, 3337-0253 (180 lugares). 12h/15h e 18h/1h (dom. sem intervalo até 23h). Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: V. Ar. (valor variável)       Entrega em domicílio; Rua Senador Rui Palmeira, 46, Ponta Verde, 3337-4614 (150 lugares). 12h/15h e 18h/1h (dom. sem intervalo até 23h). Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: V. Ar.  (valor variável)   Entrega em domicílio. Aberto em 2000. $$$

 

A melhor cozinha de peixes e frutos do mar

Akuaba

 

Filé de robalo ao molho de ervas: R$ 42,00

Após a reforma concluída em dezembro, o bar foi trazido logo para a entrada, que agora conta com ampla varanda coberta. Na área interna, aberta para o salão, brilham os equipamentos e utensílios de uma moderna cozinha – o novo espaço está à espera de Jonatas Moreira, filho dos proprietários, Osvaldo e Vera Lúcia Moreira, que estuda gastronomia no Instituto Paul Bocuse, na França, e tem volta prevista para o mês de setembro. Enquanto o jovem não chega, a execução dos pratos continua nas mãos de Vera Lúcia, fera no uso de leite de coco, azeite de dendê e coentro como tempero de pescados. Badejo, arabaiana, camarão, polvo e lagosta, entre outros, chegam duas vezes por semana para compor moquecas, entre elas a de camarão com lagosta (R$ 51,00 para dois), e o filé de robalo com ervas na chapa, servido com arroz e purê de banana-da-terra (R$ 42,00). Para a sobremesa, difícil decidir: bolinho de estudante (R$ 9,00), cocada de forno (7,50) ou pudim de tapioca com merengue de claras (R$ 9,50)?

Avenida Almirante Álvaro Calheiros, 6, Mangabeiras,
3325-6199 (220 lugares). 11h30/0h (sex. e sáb. até 2h; fecha seg.). Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: T e V. Ar. (R$ 20,00)         www.akuaba.com.br. Aberto em 1996. $$$

 

A melhor pizzaria

Santorégano

Cobertura de pimentão, berinjela marinada
e lascas de parmesão: R$ 31,90

Distante do circuito Pajuçara-Ponta Verde-Jatiúca, a casa de Almir de Oliveira e Anand Niyati fica à beira da Rodovia AL-101 Norte, a 16 quilômetros do centro. Na construção rústica e num clima de interior, pequenas escadas e caminhos de pedra interligam os seis ambientes nos quais estão presentes mesas de madeira de demolição espalhadas sob mangueiras e cajueiros. À vista de todos, encontram-se o forno a lenha e a área de montagem das pizzas, que fazem valer o passeio. A receita da massa fina e crocante e a das coberturas são de um comissário de bordo italiano, sócio do casal de proprietários, que a cada seis meses pousa por ali para treinar os pizzaiolos e incrementar o cardápio. O disco que leva o nome da casa sai com molho pesto, mussarela, tomate, castanha de caju e manjericão (R$ 27,90). Já a fresca picante combina mussarela, berinjela marinada em anchova, pimentão, alho, cebola, rúcula e lascas de parmesão apimentado (R$ 31,90). No almoço de domingo, ganha preferência do público o ravióli alta marea, recheado de pasta de lagosta e camarão ao molho de tomate com alecrim (R$ 39,90, para duas pessoas), além de outras massas. Para beber, cerveja long neck (Skol, R$ 3,50; Bohemia, R$ 3,70) e caipirosca – no fim do ano, a de caju (R$ 6,90) é feita com a fruta colhida na hora.

Rodovia AL-101 Norte, 56, Riacho Doce, 3355-1222 e 3355-1801 (240 lugares). 18h/23h30 (sex. e sáb. até 0h; dom. a partir das 12h). Cc.: D, H, M e V. Cd.: todos. Couvert art.: R$ 2,40.     (R$ 15,00) Entrega em domicílio. Aberto em 2006. $$

 

O melhor variado

Wanchako

Robalo recheado de gorgonzola sobre arroz de quinoa: R$ 50,00


Iluminação indireta, cores quentes nas paredes e muitos objetos de decoração trazidos do Peru compõem o charmoso ambiente do Wanchako. O casal José Luis e Simone Bert, ela também destacada nesta edição como a chef do ano, comanda uma equipe de quarenta funcionários, nem sempre eficientes no salão. Um deles é responsável por comprar os peixes e frutos do mar, principal matéria-prima para o ceviche (uma forma andina de preparar o pescado cru). Além do de lagosta marinada no limão, servido com batata-doce (R$ 40,00), a cozinha prepara a receita com peixe branco, atum, polvo e camarão. Entre os pratos principais, aparecem o filé-mignon com foie gras (R$ 70,00) e o filé dos deuses, com molho de vinho do Porto e mostarda, acompanhado de batata frita (R$ 39,00). Mas os ingredientes do mar continuam a ser destaque. O pescado peruano apresenta robalo recheado de queijo gorgonzola sobre arroz de quinoa (R$ 50,00). Já o mama cocha reúne lula e camarão grelhados com tortilha de camarão e calda de curry levemente picante (R$ 55,00). Para fechar a refeição, segue imbatível o suspiro limeño (R$ 16,00). A sobremesa, servida em taça, combina creme de ovos consistente e suspiro de vinho do Porto.

Rua São Francisco de Assis, 93, Jatiúca, 3377-6024/6114 (160 lugares). 12h/15h e 19h/23h30 (sex. almoço até 16h e jantar até 0h30; sáb. só jantar até 0h30; fecha dom.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Ar.         Entrega em domicílio. www.wanchako.com.br. Aberto em 1996. $$$

 

Bom e barato

Carne de Sol do Picuí

A especialidade da casa, coberta com queijo
de coalho: R$ 59,90, para quatro pessoas

Brasil afora, não faltam restaurantes especializados em carne de sol que ostentam o nome da cidade paraibana de Picuí – só em Maceió há três desses casos. Mas o Carne de Sol do Picuí não é apenas mais um deles. Dez anos atrás, recém-formado em administração de empresas, Wanderson Medeiros aceitou o convite do pai para cuidar da reforma do restaurante da família, inaugurado em 1989. A obra acabou chegando à cozinha, da qual ele se tornou chef. Campeã de pedidos, a especialidade segue a receita tradicional, com 900 gramas de contrafilé cobertos de queijo de coalho, que chega à mesa na companhia de pirão de queijo, feijão-tropeiro, macaxeira frita, arroz, paçoca de carne, farofa e vinagrete. A porção generosa, suficiente para satisfazer quatro pessoas, sai por R$ 59,90. Os demais pratos exibem a verve de Medeiros, que adora imprimir sua marca no preparo. Assim nasceu a carne de sol de avestruz servida sobre purê de abóbora com banana salteada em azeite de ervas e alecrim (R$ 25,90) e o jerimum arretado, que traz filé-mignon seco ao sol frito na manteiga de garrafa, dentro da abóbora com molho de queijo de coalho. Para acompanhar, arroz e macaxeira frita (R$ 42,90 para duas pessoas). Na sobremesa, outra surpresa: o levíssimo sorvete de rapadura com fios de mel de engenho (R$ 8,90).

Avenida da Paz, 1140, Jaraguá, 3223-8080 (325 lugares). 11h/23h (dom. até 20h). Cc.: todos. Cd.: todos. Cr.: V. Ar.       Entrega em domicílio. www.picui.com.br. Aberto em 1989. $


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