Não fosse pela boa fama entre os boêmios da cidade, o Botequim Paulistapoderia muito bem passar despercebido entre os tantos outros bares da agitada região em que está estalado. É composto apenas por um balcão de frente para a rua, que mais parece um puxadinho, e mesas distribuídas pela calçada, nas quais um público bem eclético se acomoda para bater papo e tomar cerveja. Entre as marcas disponíveis, devidamente servidas no copo americano, estão Itaipava e Bavaria Premium por R$ 4,00 cada uma e Devassa a R$ 6,00. No canto do balcão, um velho quadro de letrinhas exibe as triviais opções de tira-gosto, caso da língua de boi ao molho de tomate com torrada (R$ 11,50) e do picles paulistano, que reúne salsicha, batata, cenoura, nabo e couve-flor curtidos em azeite e vinagre (R$ 6,50, para três pessoas). Sempre presente, o proprietário Carlos Sobral é quem empresta identidade à casa. Paulista radicado há duas décadas em Maceió, em 2005 deixou a carreira de bancário para abrir a casa. A decisão mostrou-se sábia: hoje, seu boteco conquista o tricampeonato como o melhor da categoria.
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