Em Fortaleza desde 2003, o mineiro Lúcio Figueiredo fez de seu restaurante uma espécie de extensão do capixaba Guaramare, capitaneado pelo tio, o macedônio Vicente Bojovski. Até o ambiente pouco convencional, de ares medievais, ele reproduz aqui: inclui paredes de pedra e cadeiras de encosto alto, de madeira talhada. Uma vistosa vitrine refrigerada exibe peixes e frutos do mar fresquíssimos, comprados diretamente dos pescadores da região. Eles são assados na brasa sem nenhum tempero e no final recebem somente um molho de manteiga e alcaparras. A opção mais completa é o misto de pescados, com lagosta, camarão e peixe - que pode ser pargo, ariacó, guaiuba ou cioba. Acompanhado de arroz à grega e batata cozida, custa R$ 79,00, o mesmo preço da elogiada paella. De um aquário, no qual são mantidos vivos, saem os mariscos nativos, preparados em vinho branco e servidos de entrada (R$ 36,00, para duas pessoas). Segue imbatível, porém, a brochete de lagosta, em que cubos do crustáceo vão para a grelha na companhia de cebola e tomate (R$ 35,00). A adega guarda 1 500 garrafas de 200 rótulos, entre os quais o vinho espanhol Artero Rosado (R$ 68,00) e o espumante nacional Cave Geisse Brut (R$ 109,00).
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