Tudo no restaurante tem a marca de Roberto Markan, a começar pelo projeto arquitetônico. Erguido no quintal da casa onde nasceu - e vive até hoje -, tem um salão principal à meia-luz, cujas paredes lembram as de uma construção de taipa, mezanino e área externa com mesas dispostas no estreito corredor. A decoração é composta de incontáveis quadros, antiguidades e quinquilharias, muitos deles trazidos pelo dono de suas viagens à França. Contrapõe-se ao cenário esfuziante a fachada discreta, coberta por heras e sem placa aparente, em meio a uma ruazinha bucólica de apenas um quarteirão. Cozinheiro autodidata, Markan é quem assina o cardápio, no qual apresenta criações como o turnedô de filé ao molho de queijo fundido, que vai à mesa ladeado por uma massa caseira frita (R$ 42,00). Outra sugestão é o pavê de badejo (R$ 49,00). Trata-se de posta de sirigado grelhada ao molho de manteiga de ervas e amêndoa, acompanhado por legumes ao vapor. Dos crepes, o de camarão e catupiry vem envolto em uma massa fininha e crocante (R$ 28,00). Pizzas também têm o seu espaço, em quinze versões - a vegetariana combina mussarela, tomate seco, cebola, pimentão, cogumelo-de-paris e palmito (R$ 33,00). Embalados pela chanson executada ao piano, os comensais tilintam taças de pinot noir chileno Ventisquero Grand Reserva, cuja garrafa sai da adega por R$ 110,00.
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