O melhor da cidade

O melhor petisco

Bolinho Baiano (Moleskine Gastrobar)

Do tacho à mesa, sem escala: recheado de bobó de camarão, o bolinho de aipim leva um toque de azeite de dendê. (Foto: Ramon Vasconcelos)

Do tacho à mesa, sem escala: recheado de bobó de camarão, o bolinho de aipim leva um toque de azeite de dendê. (Foto: Ramon Vasconcelos)

17.abr.2015 13:57:30 | por Mônica Marli
Ele é preparado com massa de aipim, empanado em farinha panko, recheado de bobó de camarão e servido ao lado de um molho puxado desse mesmo bobó. Assim é o bolinho baiano do Moleskine Gastrobar, considerado o melhor petisco da cidade pelo júri desta edição. Um toque de azeite de dendê e outro de pimenta dedo-de-moça dificultam seriamente a tentativa de ficar indiferente ao quitute que, frito na hora, chega à mesa quentinho, ainda estalando (R$ 24,00, seis unidades). O cardápio executado pelo chef Rafael Iori tem outras atrações. São bastante requisitados, por exemplo, o bolinho de arroz negro recheado de queijo gouda (R$ 24,00, seis unidades) e a coxinha de marreco guarnecida de molho de laranja (R$ 12,00 a unidade). Argentino, Javier Martinez comanda uma parrilla e envia para as mesas, fatiados e prontos para petiscar, o magret de pato (R$ 54,00) e o lombo de cordeiro (R$ 32,00) — antes de ir para a churrasqueira, eles são marinados em um caldo de ervas e vinho. A carta de cervejas relaciona mais de sessenta rótulos, entre eles o da belga Delirium Tremens, a R$ 39,00 (330 mililitros). Leva o nome da casa a caipirinha de vodca Absolut com limão, laranja, cravo e canela (R$ 18,00).
 
 
Jazz, bossa nova e lounge embalam a conversa entre paredes grafitadas. Ao lado, a caipirinha de vodca absolut com limão, laranja, cravo e canela (R$ 18,00). (Foto: Ramon Vasconcelos)
 
 
Tantos atributos gastronômicos fazem o público arrumadinho na faixa dos 30 anos esquecer da hora. Grupos de amigos bebericam, comem e batem papo ao som de So Nice, de Bebel Gilberto, o que por um momento faz lembrar aquelas cenas de filme, quando rola uma festa a céu aberto contornada pelas luzes da cidade e para a qual quase todo mundo quer ser convidado. Ajudam a compor essa atmosfera descolada o terraço à moda dos rooftops nova-iorquinos e o salão principal com jeitão de loft, marcado por vigas aparentes e paredes grafitadas. A trilha sonora de muito bom gosto, em volume que não atrapalha a conversa, fica a cargo dos DJs Saul Meirot, Eugênio Camarão, Fil e David Veiga. Eles se revezam nos pick-ups de onde saem peças de jazz, bossa nova e lounge. A Night in Tunisia (Miles Davis), Watermelon Man (Herbie Hancock) e Just Friends (John Coltrane) dificilmente são esquecidas.
 
Rua Professor Dias da Rocha, 578, Meireles, 3037-1700. 12h/1h (qui. a sáb. até 2h)
Cc: A, D, E, M e V. Cd: M, R e V. www.moleskinegastrobar.com.br.