Foi com a missão de preservar o legado de Arlindo Amora que Alexandre Lima assumiu este ícone da boemia cearense, então instalado num estreito espaço em Dionísio Torres. A princípio arriscada, a decisão de transferir o bar para outro imóvel, mais amplo, mostrou-se certeira: no novo endereço, a casa reassume o posto de melhor boteco da cidade. Com paredes de azulejo e piso quadriculado em branco e preto, acolhe o público majoritariamente universitário nas mesinhas de madeira escura. Grande parte, porém, prefere ficar de pé, circulando por entre o salão, a calçada e a pracinha em frente. Atrai essa moçada a oferta de cerveja gelada - Original (R$ 7,50), Bohemia (R$ 5,20) e Skol (R$ 4,10) são vendidas em garrafas de 600 mililitros, enquanto Stella Artois (R$ 5,00) e Quilmes (R$ 6,50) aparecem na versão long neck. A cozinha entrega caldinho de feijão (R$ 5,00) e espeto de picanha (R$ 5,30). Mais substanciosa, a moqueca de arraia vem ladeada de arroz em porção para duas pessoas (R$ 17,85). Herança dos velhos tempos, a roda de samba anima as tardes de sábado e o chorinho, as noites de terça - a trilha dos outros dias, a cargo de DJs, inclui jazz, blues e MPB.
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