Muito mais que uma experiência gastronômica, uma visita ao Guaramare é um mergulho na história do proprietário Vicente Bojovski. Nascido na Macedônia, o artista plástico autodidata percorreu dezenas de países como viajante errante até atracar no Brasil. Mais precisamente em Guarapari, onde abriu o seu restaurante, em 1986. Aprendeu a cozinhar e, para saciar os anseios criativos, passou a refletir a sua arte nas paredes da casa que construiu com as próprias mãos e que vive em constante mutação. O salão feito com tijolinhos, toras de madeira e material de demolição é todo decorado com seus desenhos. Nos fundos, uma área ao ar livre exibe um lago cheio de vitórias-régias e uma pequena ponte que compõem uma paisagem que parece ter saído de uma de suas telas. "O Guaramare é um mosaico de todas as minhas experiências de vida, e cada canto deste lugar conta um pouco da minha história", diz Vicente. Ele recebe a clientela pessoalmente, serve as mesas e muitas vezes cozinha. Um grande tacho exibe os peixes e frutos do mar fresquíssimos que são comprados diretamente dos pescadores da região. Depois que o cliente escolhe o que vai querer, a matéria-prima vai para a churrasqueira e é servida da maneira mais simples possível, grelhada e regada com um suave molho de manteiga e alcaparras. O prato mais completo reúne peixe (dentão, pargo, cioba ou papa-terra), camarão VG e lagosta. Como guarnição, salada, arroz com legumes e passas e batata. Quem preferir poderá trocar o arroz por talharim. Única opção de sobremesa, o pavê de pêssego com banana grelhada faz parte do menu, que custa R$ 140,00. Sem a lagosta, a mesma refeição sai por R$ 110,00.
Comentários
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Ofensas, spam, publicidade, dados pessoais(e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA. Para comentar você precisa estar logado.