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Editorial

 

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01 de Julho de 2007

Restaurantes

Preços coletados até agosto de 2007

O melhor restaurante da cidade O melhor contemporâneo
O melhor francês O melhor italiano
A melhor carta de vinhos Prêmio Tradição
O chef do ano O melhor oriental
A melhor casa de chá O melhor pescado
O melhor brasileiro A melhor pizza
A melhor carne O melhor variado

 

OS DEZ MELHORES

Além de opinar sobre o melhor em cada especialidade, cada jurado fez uma lista com dez restaurantes em ordem decrescente. O primeiro recebeu 10 pontos, o segundo 9, e assim até o décimo, com 1 ponto. O quadro mostra o campeão e as outras nove melhores mesas da capital

 

Veja também
Conheça os jurados
Quadro: Como eles votaram

 

O melhor da cidade
O melhor francês
A melhor carta de vinhos

Campeão da boa mesa

Boulevard

Hegemonia: dez vezes eleito o melhor restaurante da capital

A história dos dez anos de VEJA Curitiba não poderia ser contada sem mencionar o chef Celso Freire e seu restaurante. Desde a primeira edição do especial, em 1998, o Boulevard recebe do júri de especialistas o título máximo da edição. Neste ano, ele volta a ganhar o prêmio de o melhor restaurante da cidade, além de arrebatar os prêmios de o melhor francês e a melhor carta de vinhos. Um dos segredos dessa hegemonia é sempre surpreender seus clientes. A última novidade é a repaginação total da casa, depois de uma reforma de setenta dias. Da antiga decoração só restaram o piso de tijolos e a adega. O teto ganhou forro de placas acrílicas com texturas criadas pelo artista plástico Elvo Benito Damo. Um elevador, instalado ao lado da escada, melhorou a acessibilidade. "Creio que agora o ambiente ficou à altura da comida do restaurante", diz Freire. O novo cardápio dá igual destaque às culinárias francesa e italiana e traz surpresas, como o menu paranaense, uma seqüência de quatro pratos elaborados com ingredientes típicos do estado. A sugestão de entrada é a marinada de perna-de-moça, peixe vindo de Paranaguá, a R$ 18,00. Como prato principal, uma boa pedida é o coelho assado com cogumelos e quirerinha da Lapa (R$ 39,50), que pode ser acompanhado do vinho Château Saint-Roch Lirac Rose 2005 (R$ 67,00). Para fechar a refeição, faz sucesso o consomê de maracujá com sorbet de abacaxi e macarons, por R$ 18,50. Diariamente, das 18h30 às 20h30, uma equipe de cozinheiros prepara miniaturas gastronômicas ­ versões reduzidas dos pratos ­ no balcão do bar, que são servidas com vinhos e espumantes selecionados entre os 300 rótulos da carta.

Rua Voluntários da Pátria, 539, centro, 3224-8244 (70 lugares). 12h/14h30 e 19h30/23h30 (seg. a qui.); 12h/14h30 e 19h30/0h (sex.); e 19h30/0h (sáb.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Manobr. (somente para o jantar, gratuito). Couvert: R$ 6,50 (almoço); R$ 8,60 (jantar), ambos opcionais. Ar. Calefação. Aberto em 1991. $$$

 

O chef do ano

Celso Freire

O prato preferido de Celso Freire, mais uma vez eleito o chef do ano pelo júri de VEJA Curitiba, não é uma receita francesa ou italiana, as duas cozinhas que têm mais influência no cardápio de seu restaurante, o Boulevard. O que o faz suspirar é o cozido português que era preparado com carne, legumes e verduras no fogão a lenha da chácara onde cresceu, na região metropolitana de Curitiba. O caldo, lembra ele, virava um pirão. É com essas memórias saborosas que Celso Freire vai rechear o livro que pretende escrever em breve. O trabalho não terá só receitas, mas também histórias da trajetória que começou há vinte anos no antigo Hotel Bourbon, sob a supervisão do chef espanhol José Serra Masso. "Será um livro para usar", adianta. Freire teve ainda dois outros grandes mestres. Em São Paulo, trabalhou com Giancarllo Bolla, do restaurante La Tambouille, que o recomendou para assumir a cozinha da embaixada brasileira em Londres, e com Laurent Suaudeau, com quem aprendeu os segredos da culinária francesa. Formado em economia e sem diploma de chef de cozinha, Freire virou professor e hoje dá aula duas vezes por semana a gourmets e futuros chefs. A experiência em classe despertou nele outra ambição profissional: abrir uma escola para jovens sem condições de pagar por cursos de culinária. "A gastronomia é elitista", diz. "Como o esporte, a cozinha pode salvar muita gente, porque quem tem talento com as panelas é como um craque de futebol, só precisa da oportunidade."

 

A melhor casa de chá

Oli Gastronomia

Bistrô polivalente: sucesso tanto no almoço e no jantar quanto no chá da tarde

O bistrô serve delícias preparadas pela chef Geraldine Miraglia, uma ex-fonoaudióloga apaixonada por gastronomia desde criança. A linha de confeitaria e padaria, criada por Geraldine, fica exposta à gula dos clientes em um pequeno empório. Os pães, grissinis, crostatas, bolos e pães de mel podem ser degustados ali mesmo acompanhados de chás, cafés e sucos. No meio da tarde, o bistrô atrai freqüentadores para o serviço de chá, eleito pelos jurados de VEJA Curitiba o melhor da cidade, em um empate com a Provence Boulangerie. Tudo é preparado à vista do cliente na cozinha que é separada do salão apenas por uma parede de vidro. O cardápio mescla referências de várias culturas. Pode-se provar um croque monsieur e sentir-se em Paris, acompanhado de um café executado fielmente à moda da Itália, por exemplo. Uma das sugestões "de bistrô" é o mignon al espresso, envolto em crosta de grãos de café, com manteiga de gorgonzola e cavatelli (massa semelhante ao nhoque) em creme de queijo. Custa R$ 34,00. Outra boa pedida é o confit de bacalhau com batatas ao murro e legumes grelhados, a R$ 54,00. Como sobremesa, há o petit gâteau de banana com sorvete de creme e calda hot fudge, a R$ 10,00. Para arrematar, a sugestão é o chá Oli, unanimidade entre os clientes, feito com gengibre, limão e mel e servido gelado, a R$ 4,50 (copo grande).

Rua Senador Saraiva, 209, São Francisco, 3016-8696 (48 lugares). 8h/19 (seg); e 8h/23h30 (ter. a sáb.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R, C e V. Couvert: R$ 4,50 por pessoa. Ar. Calefação. Aberto em 2005. $$

 

O melhor brasileiro

Tempero de Minas

Sabor regional: delícias mineiras servidas em panelas de ferro

A proprietária, Marília Culpi, é curitibana, não cresceu em fazenda e tampouco sabia fazer tutu antes de abrir o restaurante, há doze anos, junto com a cunhada, Leodete Culpi. Hoje, pilota o fogão a lenha onde é preparada a melhor comida brasileira da capital segundo o júri de VEJA Curitiba. Casada com o técnico de futebol Levir Culpi, Marília se encantou pelos pratos típicos de Minas ao visitar Belo Horizonte em 1994 e se especializou nessa culinária regional. Na época, o marido era treinador do Atlético Mineiro. O futebol enfeita um dos salões da casa histórica onde funciona o restaurante. Há camisas, troféus, fotos e faixas do Galo, do Cruzeiro e até do Juventude gaúcho, primeiro clube comandado por Levir. Os demais ambientes são decorados com artesanato mineiro vindo de Tiradentes, prateleiras de cachaças e pôsteres autografados por Beto Guedes, Lô Borges, Flávio Venturini, Celso Adolfo e o pessoal do Skank. Os clientes se servem direto nas panelas de ferro e barro dispostas no enorme fogão. São cerca de 40 pratos quentes, como feijão-tropeiro, paella mineira (só com carne de porco e de frango), vaca atolada e pernil, R$ 17,90 por quilo. A cada dia da semana, o cardápio oferece uma especialidade. Tem carne moída com chuchu às segundas, bobó de camarão às terças, dobradinha às quartas e sextas e peixada com pirão às quintas. Sábado é dia de feijoada e leitão assado, com direito a cachaça como cortesia. Durante a semana, a dose da branquinha custa R$ 2,00. Quem resistir aos doces mineiros (R$ 1,50) como sobremesa pode arrematar o almoço só com cafezinho e bolo simples, um mimo da casa servido em prato esmaltado como nas casas do interior de Minas.

Rua Marechal Deodoro, 303, centro, 3224-0403 (100 lugares). 11h30/15h (seg. a sáb.). Cc.: D e M. Cd.: M, R e V. Cr.: S, T, V e So. T.: C, T e V www.temperodeminas.com.br. Aberto em 1995. $

 

A melhor carne

Badida

Receita de sucesso: excelência na escolha e no preparo dos cortes

O proprietário da casa, Joel Troib, é quem zela pessoalmente pela maciez da carne, qualidade que ele reconhece só de olhar na hora da compra. "Carne ruim não fica boa depois de assada", diz Troib, que aprendeu com o pai, fundador do restaurante, tudo o que sabe sobre assados. A lição mais importante: maciez vem em primeiro lugar. Por isso, cortes como a picanha e o bife de chouriço são importados da Argentina, país que cria gado de raça européia, cuja carne é mais macia. O cuidado com os cortes foi reconhecido pelo júri de VEJA Curitiba, que elegeu o Badida o melhor restaurante na sua especialidade. Os assados são servidos à la carte tanto no almoço quanto no jantar. A opção mais econômica é o combinado do dia, que oferece carne acompanhada de salada mista, salada de cebola, batatinha, salada de berinjela com passas e pimentão, pães e azeitona, por R$ 15,90. Às segundas e aos sábados à noite, a pedida é picanha fatiada. À terças tem mignon fatiado. Quarta é dia de carneiro, quinta tem bife de chouriço e sexta, medalhão de mignon. Como sobremesa, a sugestão é o brownie com sorvete, R$ 6,90. Para acompanhar, o cardápio de bebidas lista cinqüenta rótulos de vinho, a maioria chilenos e argentinos. O restaurante passa por uma transformação há dois anos. A reforma já renovou o piso, ampliou os banheiros, deu tratamento acústico ao teto forrado de gesso, criou uma ala para não-fumantes e abriu mais sessenta lugares. Nos próximos meses, a casa terá ainda jardim-de-inverno, uma nova butique de carnes com produtos para viagem e uma adega climatizada com capacidade para 200 garrafas.

Avenida Batel, 1486, Batel, 3243-0473 (140 lugares). 12h/15h e 19h/23h30 (seg. a sex.); 12h/16h e 19h/23h30 (sáb.); e 12h/16h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: R e V. Cr.: T e V. T.: C, T e V. Manobr. Couvert: R$ 6,90 (opcional). Ar. Calefação. Aberto em 1983. $$

 

O melhor contemporâneo

Zea Maïs

Tricampeão: as receitas da chef Joy Perine sobem novamente ao pódio

O segundo restaurante do chef Celso Freire funciona em um casarão de 1917 onde ficava o Hotel Johnscher, que já foi um dos mais importantes da capital paranaense. A fachada do imóvel foi conservada e a decoração mistura cadeiras de madeira Cimo, estilo anos 50, com mesas de bistrô e cadeiras de aço trançado. O bar fica bem no meio do salão e é lá que o DJ Ralph Sperka comanda o pick-up às quartas e sábados, com repertório de música lounge. Um painel com imagens da faixa de pedestres no encontro das ruas Marechal Deodoro e Marechal Floriano completa o ambiente. Pela terceira vez consecutiva, o restaurante foi eleito pelo júri de VEJA Curitiba o melhor contemporâneo da capital. A cozinha é comandada pela chef Joy Perine, cuja inspiração para criar os pratos pode vir tanto de ingredientes isolados quanto de uma conversa de família. Foi uma reclamação da filha adolescente, que sentia falta de hambúrguer no cardápio, o mote para Joy inventar o zeaburguer, um hambúrguer de carne de porco que vem com banana-da-terra, rúcula, confit de tomate com tomilho, molho barbecue e mostarda picante. Custa R$ 25,00. O couvert traz broa de milho (R$ 5,95), uma referência ao nome do restaurante, que significa grão de milho em latim. Como entrada, a sugestão é o crepe de abobrinha com brie, a R$ 16,50. O carré de leitão com figo fresco, balsâmico e batatinha mal cortada é a dica de prato principal, por R$ 29,00. Para a sobremesa, a sugestão é uma opção que tem o sugestivo nome de final feliz. Trata-se de uma musse branca com frutas vermelhas e calda de laranja, a R$ 14,00. A carta de vinhos tem 125 rótulos, a maior parte chilenos, argentinos e franceses.

Rua Barão do Rio Branco, 354, centro, 3232-3988 (65 lugares). 19h45/0h (seg. a sáb.). Cc.: D, H, M, V e A. Cd.: M, R e V. Manobr. Couvert: R$ 5,95 (opcional). Ar. Aberto em 2004. $$$

 

O melhor italiano

Famiglia Fadanelli

Cantina reformulada: reestruturação do atendimento ao cardápio

Uma curta temporada na cozinha do prestigiado restaurante nova-iorquino The Harrison bastou para o jovem Carlos Roberto Madalosso Filho voltar ao Famiglia Fadanelli com idéias fresquinhas. Beto comanda há cinco anos o caçula do grupo Madalosso e em 2007 implantou várias mudanças. Mexeu na decoração do restaurante e suavizou o jeitão de cantina da casa, modernizou a administração da cozinha, enxugou o cardápio e diversificou os ingredientes das receitas. Além disso, ele ficou mais criterioso na seleção de funcionários. "Só contrato gente apaixonada por gastronomia", diz Carlos Roberto. O restaurante também passou a investir na formação dos garçons, que toda sexta-feira fazem um minicurso de vinhos. Resultado: conquistou uma clientela mais exigente e o título de o melhor restaurante italiano da capital segundo o júri de VEJA Curitiba. Batizada com o nome da família da avó paterna de Beto, a casa foi aberta há quinze anos e só trabalha no sistema à la carte. As entradas podem ser uma das opções da ampla mesa de antepastos, R$ 4,90 cada 100 gramas. Para o prato principal, uma boa pedida é a costelinha de porco com brócolis crocante, R$ 27,50, ou o agnolotti vicenza (massa branca recheada de queijos especiais, coberta com molho de uva e amêndoas torradas), R$ 21,50. Como sobremesa, a sugestão é o tradicional doce da cozinha italiana tiramisu, que custa R$ 8,00. A adega, com capacidade para 600 garrafas, tem cerca de sessenta rótulos nacionais e importados.

Avenida Manoel Ribas, 5667, Santa Felicidade, 3372-1616 (220 lugares). 19h/23h30 (ter. a sáb.); 11h30/16h30 (sáb.); e 11h30/15h30 (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. T.: Tr. Couvert: R$ 4,50 (opcional). Ar. Aberto em 1992. $$

 

Prêmio tradição

Madalosso

Restaurante superlativo: ícone da boa mesa na capital

O maître Ernani Ribas do Vale, com 40 anos de casa, tem na ponta da língua os números superlativos do restaurante, que recebeu dos jurados de VEJA Curitiba o prêmio especial tradição, atribuído em 2007 em comemoração aos dez anos da edição. Famoso internacionalmente pelo tamanho, ocupa a área onde até os anos 60 ficava a plantação de uvas da família Madalosso, vinda do norte da Itália. São nove salões batizados com nomes de cidades italianas, onde cabem mais de 4 600 pessoas. O estacionamento de 29 000 metros quadrados tem espaço para 200 carros e 100 ônibus de turismo. Por mês, são vendidas 40 toneladas de frango e gastas 25 toneladas de farinha de trigo. Aos sábados e domingos, os dias de maior movimento, mais de 8 000 ovos são usados. Ernani gosta de usar um desses números para assustar os pequenos freqüentadores que não querem comer: ameaça obrigá-los a lavar os 17 000 pratos sujos que enchem a pia da cozinha nos fins de semana. Muitas dessas crianças são filhos de freqüentadores que almoçam no restaurante desde que tinham idade para sentar-se na cadeirinha. Da cozinha comandada por Flora Madalosso saem pratos típicos italianos, servidos à vontade em sistema de rodízio, a R$ 18,00 por pessoa. O cardápio é fixo e tem polenta frita, fígado frito, maionese, frango à passarinho e prensado, radicchio com bacon, risoto, lasanha, nhoque, espaguete e canelone. Como sobremesa, a sugestão é o profiterole, bomba de chocolate com sorvete de creme, a R$ 5,00.

Avenida Manoel Ribas, 5875, Santa Felicidade, 3372-2121 (4 645 lugares). 11h30/15h e 19h/23h (seg. a dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. T.: C, T e V. Ar. www.madalosso.com.br. Aberto em 1970. $$

 

O melhor oriental

Kan Cozinha Japonesa

Novato de respeito: prêmio em menos de um ano de funcionamento

Antes mesmo de completar um ano, o restaurante comandado pelo chef Marcos Katsumi é eleito pelos jurados de VEJA Curitiba como o melhor da cidade para saborear pratos da cozinha oriental. Elementos tradicionais e atuais misturam-se no cardápio e nos seis ambientes, decorados em estilo zen. Os su- shis e sashimis são preparados no amplo salão principal, que é integrado ao bar e à sala decorada com o típico tatame e mesas baixas. Grupos maiores podem escolher a sala vip, que acomoda até oito pessoas e tem acesso e banheiro exclusivos, ou a sala de eventos. Equipada com televisor e mesa de som para DJ, pode ser reservada para festas com no mínimo vinte pessoas. O ambiente preferido da clientela, no entanto, é a sala de teppan-yaki, onde são preparados grelhados na chapa, como o filé niku, mignon grelhado servido com tigela de arroz e misoshiro, R$ 22,00. Outra sugestão é o teppan de lula com shiitake, R$ 45,00 para uma pessoa. Quem prefere pratos frios pode iniciar a refeição com uma entrada de carpaccio de atum (R$ 29,00) ou de salmão (R$ 25,00). Como prato principal, o combinado jô, com vinte fatias de sashimi de peixes variados, doze sushis e um shakemaki, enrolado com salmão dividido em seis pedaços, custa R$ 60,00 e serve duas pessoas. O prato pode ser acompanhado de um vinho especial para beber com sushi, fabricado em Mendoza, na Argentina, com uva pinot noir, R$ 38,00, a garrafa. Como sobremesa, serve frutas da estação com sorvete de creme, chocolate ou morango, R$ 23,00 para quatro pessoas.

Avenida Getúlio Vargas, 3121, Água Verde, 3078-8000 (150 lugares). 18h/0h (seg. a qui.); 18h/1h (sex. e sáb.); e 11h30/último cliente (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Manobr. (44 vagas). Couvert: R$ 6,00 (opcional). Ar. Calefação. Aberto em 2006. $$$

 

O melhor pescado

Bar do Victor

Receitas do mar: eleitas pelo júri por quatro anos consecutivos

Durante anos o restaurante funcionou como um despretensioso bar de porções e petiscos comandado pelo catarinense Victor Schiochet, um ex-pedreiro que se tornou especialista em peixes. Hoje, Francisco Urban, genro do fundador, está à frente da casa cujo pescado se sagrou tetracampeão na votação dos jurados de VEJA Curitiba. As receitas originais, como o espetinho de camarão e as casquinhas de siri, continuam no cardápio, mas ganharam a companhia dos pratos de alta gastronomia elaborados pela chef Eva dos Santos servidos no almoço e no jantar com guarnições diferentes. A carta de vinhos tem cerca de 160 rótulos, a maioria portugueses. O espumante Cava Don Román (R$ 8,00 a taça e R$ 38,00 a garrafa) é a sugestão para acompanhar a entrada de casquinha de siri (R$ 6,00). O branco Carmen Chardonay Classic (R$ 55,00) harmoniza bem com a moqueca capixaba de camarão (R$ 48,00), sugestão de prato principal. Sobremesa: cheesecake artesanal com calda de frutas vermelhas, que custa R$ 9,00.

Rua Lívio Moreira, 284, São Lourenço, 3353-1920 (204 lugares). 11h30/14h30 e 18h/23h30 (ter. a sex.); 12h/15h30 e 19h/0h (sáb.); e 12h/15h30 (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: V e So. Ar. Calefação. Aberto em 1969. $$

 

A melhor pizza

Avenida Paulista Pizza Bar

Sem segredo: as redondas são preparadas em fornos no meio do salão

A casa cujo nome homenageia a capital brasileira da pizza funciona em um imóvel histórico de 800 metros quadrados e serve a melhor redonda da cidade, segundo os jurados de VEJA Curitiba. No ambiente acolhedor, iluminado por luz de velas, o destaque são os dois grandes fornos construídos no meio do salão. Um assa as pizzas de massa fina em até três minutos e, do outro, mais "lento", saem massas como pappardelle, bavette (talharim fino), tagliatelle, espaguete e fettuccine. Além das especialidades da casa, preparadas à vista dos clientes, o restaurante dá especial atenção ao serviço de vinho, feito por garçons especialmente treinados. A carta de vinhos tem 50 rótulos nacionais e importados. A novidade do cardápio e uma boa opção de entrada são as paulistinhas, uma seleção de sabores servidos em massa fina enrolada. A porção com doze unidades custa R$ 24,00. Entre as pizzas, a sugestão é a parma i capri, feita com queijo de cabra tipo chèvre a l'huile, finas fatias de presunto Parma, manjericão e tomate seco da casa, R$ 34,00 (individual) e R$ 42,00 (oito fatias). A sugestão de vinho para harmonizar é o chileno Santa Ema Gran Reserva Carbenet, R$ 68,00. Como sobremesa, a sugestão é um sabor pouco usual: a pizza de pétalas de rosas vermelhas cristalizadas, com farofa crocante e sorvete de creme. Custa R$ 19,00 (individual) e R$ 27,00 (oito pedaços). Outra opção de sobremesa é a fondue rocher, preparada com chocolate e avelãs torradas e moídas (R$ 26,00), acompanhada de morangos, caqui, banana e uvas.

Rua Emiliano Perneta, 680, centro, 3322-4508 (200 lugares). 18h30/0h (dom. a qui.); e 18h30/1h (sex. e sáb.). Cc.: D, M, V e Club Habitue. Cd.: M, R e V. (R$ 5,00). Calefação. Entrega em domicílio ( 3322-1441). Aberto em 2003. $$

 

O melhor variado

Terra Madre Ristorante

Dupla perfeita: carta de vinhos e cardápio harmonizados

Duas casas abandonadas na esquina das ruas Martim Afonso e Desembargador Otávio do Amaral deram lugar, há dois anos, ao badalado espaço enogastronômico eleito pelos jurados de VEJA Curitiba como o melhor restaurante variado da cidade. A paixão dos proprietários pelo vinho aparece até na decoração: uma das paredes é forrada com caixotes de madeira e as luminárias são feitas de fundos de garrafa. O cardápio foi desenvolvido a quatro mãos por um dos sócios, Éder Fernandes, e pelo chef Rodrigo Martins, paranaense radicado em São Paulo. Os pratos têm influência das cozinhas italiana, francesa e brasileira. Uma das sugestões de entrada é a omelete caipira ao tartufo nero (R$ 38,00). Faz sucesso também o filhote – peixe natural da Amazônia – grelhado em crosta de amêndoas e servido com risoto de damasco (R$ 44,00). Outra boa pedida é a paleta de cordeiro ao forno com risoto de alcachofra, R$ 55,00, e o risoto de gorgonzola e rúcula com escalopes de filé milanês, a R$ 38,00. Como sobremesa, a sugestão é o mil-folhas de baunilha e gianduia (R$ 18,00). O restaurante fica anexo à loja Vino e os clientes podem escolher um dos 1 300 rótulos, de doze países, para para degustar no wine bar ou acompanhar a refeição, sem custo extra. No sábado, o único dia em que abre para o almoço, serve cassoulet, a R$ 48,00 por pessoa.

Rua Desembargador Otávio do Amaral, 515, Bigorrilho, 3335-6070 (52 lugares). 19h/0h (seg. a qua.); 19h/1h (qui. e sex.); e 12h30/16h e 19h/1h (sáb.). Cc.: D, H, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Couvert: R$ 8,00 (opcional). Ar. Calefação. www.terramadreristorante.com.br. Aberto em 2005. $$$


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