Em uma eleição marcada por disputas acirradas, o Bar Brejas leva o prêmio de melhor carta de cervejas com apenas um voto de diferença. Dos botecos, o Bar do Carioca se sai melhor, enquanto o Grainne’s Irish Pub desponta como ponto de paquera. Outra estreia é a do Sonique, a revelação da noite na cidade. No total, são 116 endereços dedicados à boemia
Legítimo representante dos pés-sujos da cidade, o bar reúne predicados indispensáveis às boas casas do gênero: atendimento simpático, cerveja gelada e caprichadas receitas da chamada baixa gastronomia. É daqueles típicos botequins de bairro, com mesas de madeira e de plástico espalhadas por um despretensioso salão e na calçada. Carioca de nascimento e campineiro por adoção, é o proprietário Edilson Fernando Gabeta quem se encarrega de manipular as caçarolas. Sua receita mais famosa é a língua de boi ao molho de tomate, escoltada por pão fatiado (R$ 12,00). Outros clássicos de botequim também figuram em sua seleção, como as porções de coração acebolado com jiló (R$ 18,80) e de moela (R$ 12,00). Mas há opções para paladares menos aventureiros, preparadas com o mesmo esmero, caso do bolinho de bacalhau (R$ 18,00, com doze unidades). Para fazer os pratos chegar às mesas, Edilson conta com a ajuda dos filhos Fábio, Alex e Edilson Júnior. São eles que garantem também o fornecimento de garrafas de Original e de Serramalte (R$ 6,00), além de um bem tirado chope Brahma (R$ 4,50).
Rua Erasmo Braga, 1067, Castelo,
3243-5811. 11h/23h (fecha dom.). Cc: D, M e V. Cd: M, R e V. www.bardocarioca.com.br.
Numa disputa acirrada com o tradicionalíssimo Nosso Bar, a casa de Maurício Beltramelli sagrou-se campeã. Advogado que largou o direito para se dedicar às loiras, morenas e ruivas, ele criou em 2004 o site Brejas e, cinco anos mais tarde, o bar homônimo. Formou-se em beer sommelier pela escola Doemens Akademie, em Munique, na Alemanha, e mestre em estilos de cerveja pela Siebel Institute of Technology, de Chicago. Pôs em prática todo seu conhecimento na composição da carta. Trata-se de uma seleção de 200 rótulos de dezesseis países, que inclui preciosidades como a Deus Brut des Flandres (R$ 219,90, com 750 mililitros), produzida pelo método champenoise, o mesmo usado nos espumantes franceses. Mas há opções igualmente interessantes com preços bem mais baixos, caso da Weihenstephaner Vitus, alemã da família das weizenbock, elaborada com malte de trigo e cevada (R$ 20,90, com 500 mililitros). Também marcam presença produções nacionais, entre elas a Colorado Indica, pertencente à família das india pale ale, categoria que engloba cervejas de alta fermentação, mais encorpadas e alcoólicas. Para escoltar as estrelas da casa, saem da cozinha croquetes de carne com queijo brie (R$ 23,90, dez unidades) e trouxinhas de mortadela recheadas de ricota e nozes (R$ 19,90, com oito).
Rua Conceição, 860, Cambuí,
3251-7912. 18h/último cliente (fecha seg.). Cc: A, D, M e V. Cd: M, R e V.
www.barbrejas.com.br.
Escondido numa área residencial, o bar preserva a simplicidade reservada aos autênticos botequins. No salão, no qual se destacam apenas algumas antigas reportagens afixadas na parede, o proprietário, Giulio Spina, conta com o reforço de um cozinheiro e do trabalho de sua mulher, Valéria Schiezari Spina. É ela a responsável por tirar com esmero o chope, que neste ano retoma o posto de o melhor da cidade. Da marca Brahma (R$ 5,50), o líquido sai de uma antiga máquina que consome até 50 quilos de gelo para garantir a temperatura ideal da bebida, entre 2 e 3 graus. Até 500 caldeiretas são entregues nas mesas para ladear petiscos, entre os quais as oito versões de escondidinho. Sob a camada de purê de batata que caracteriza a receita pode vir carne-seca (R$ 17,90), bacalhau (R$ 19,90) ou mesmo frutos do mar (R$ 19,90). Edson Cassão, pai de Giulio e fundador da casa, está hoje longe da administração do negócio. Mas é a ele que cabe o preparo do petisco mais afamado do lugar: o camarão-rosa com quejo empanado (R$ 11,90).
Avenida Armando Sales de Oliveira, 55, Taquaral,
3255-7346. 16h/0h (sáb. a partir das 12h; fecha dom.). Cc: A, M e V. Cd: M, R e V.
Ícone da boemia campineira na década de 60, o Facca Bar renasceu em 2006, após permanecer fechado por três décadas. O ambiente à moda antiga inclui azulejos dispostos em diagonal, fotos da cidade em preto e branco e móveis de madeira escura. Acima do balcão, ficam penduradas peças de embutidos, garrafas de azeite e réstias de alho. Três cozinheiros se encarregam de preparar as noventa sugestões do cardápio. A porção de pernil acebolado chega à mesa na companhia de vinagrete e farofa (R$ 25,90), e a alheira tem por escolta pão e azeite (R$ 20,90). Dos bolinhos, o de bacalhau é entregue em porção de oito unidades (R$ 24,90). Há ainda um capítulo reservado a carnes menos comuns, entre as quais avestruz ao molho de gorgonzola e cogumelo (R$ 33,90) e jacaré ao alho e óleo (R$ 44,60). A feijoada entra em cena às quartas, quando integra o bufê do almoço (R$ 36,90 o quilo), e aos sábados, servida na cumbuca (R$ 51,00, para duas pessoas). Na caldeireta, o chope Brahma sai por R$ 5,10.
Rua Conceição, 157, centro, % 3232-0970. 11h/1h (fecha dom.). Cc: A, D, M e V. Cd: M, R e V.
Ar. www.facca.com.br.
Embora o trabalho na cozinha comece às 8 da manhã, é no fim da tarde que a chef Valéria Roberto se desdobra para dar conta dos pedidos enquanto o salão da casa começa a fervilhar. Com disposição para seguir noite adentro, um público na faixa dos 30 anos lota a varanda e aposta em porções de moela picante (R$ 22,90), de pastéis de carne e de queijo (R$ 21,90, com doze unidades) e de bolinho de bacalhau (R$ 26,90, com doze unidades). Pratos como o filé-mignon grelhado guarnecido de risoto de cogumelo (R$ 31,90) também fazem sucesso. Para beber, a escolha recai sobre o chope Brahma (R$ 5,10 o claro e R$ 6,00 o black) e os uísques, sobretudo Johnnie Walker Black Label (R$ 19,90) e Jack Daniel’s (R$ 17,00). Os quase 1 000 metros quadrados do bar abrigam também um mezanino com lounge e mesa de sinuca, mais procurado por animadas turmas de amigos a fim de curtir o som de videoclipes e shows exibidos nos nove televisores de LCD. A música só para em dias de jogos de futebol, quando a transmissão das partidas é prioridade absoluta.
Rua Doutor Oswaldo Cruz, 586, Jardim Nossa Senhora Auxiliadora,
3242-3734. 11h/1h30 (dom. a partir das 12h). Cc: A, D, M e V. Cd: M, R e V.
Manobr. Ar.
www.zinbar.com.br.
O ambiente pontuado por fotos, penduricalhos e paredes de tijolo aparente confere ao bar de Glaucio Muramatsu um jeitão de vila de subúrbio carioca. Responsável por lotar a casa todas as noites, a moçada não se incomoda com a falta de uma pista de dança propriamente dita, arrasta as mesas para longe do pequeno palco e arrisca uns passinhos ali mesmo, diante dos músicos. A programação é caprichada. Dudu Nobre, Luiz Carlos da Vila e Walter Alfaiate já passaram por lá, enquanto Izzy Gordon, Sandália de Prata e Lanny Gordin têm presença assídua na agenda. O som ao vivo rola até a 1 da madrugada, mas a animação costuma seguir por mais duas horas, ao som de DJs de samba-rock e de música latina. Do balcão saem hectolitros de cervejas Original e Serramalte (R$ 6,50), enquanto a cozinha manda para o salão a porções de carne-seca desfiada em manteiga de garrafa com mandioca e batata-doce frita (R$ 26,60).
Avenida Santa Isabel, 655, Barão Geraldo,
3249-1588. 19h/2h (fecha seg.). Cd: M, R e V. Entrada: R$ 5,00 a R$ 15,00. Ar. www.casasaojorgebar.com.br.
Tudo colabora para o clima romântico: o jeito de casa do interior, com seus móveis rústicos, a luz de velas que vem de charmosos candeeiros e a MPB ao vivo, tocada sempre bem baixinho para não atrapalhar a conversa ao pé do ouvido. Não à toa, o Cafezal em Flor acumula o oitavo prêmio consecutivo de melhor lugar para ir a dois da cidade. Nessa atmosfera intimista, que se espalha pelos sete ambientes do bar, os pombinhos bebericam cervejas Original e Serramalte (R$ 7,00) ou o adocicado caju amigo, drinque que combina vodca, suco de caju e pedaços da fruta (R$ 15,00). Quando a ocasião pede um brinde, a escolha recai sobre um dos 52 rótulos de vinho da carta, que apresenta o sul-africano Stellenbosch Hills Polkadraai Pinotage-Merlot (R$ 67,00). Feitas para compartilhar, as opções da cozinha incluem escondidinho de carne-seca (R$ 33,90) e rolinhos de picanha defumada recheados com gorgonzola (R$ 17,00). Para um jantarzinho, tem filé-mignon com palmito ao molho branco (R$ 42,00).
Rua Diogo Prado, 40, Cambuí,
3252-0306. 19h/0h30 (sex. e sáb. até 2h; fecha dom. e seg.). Cc: D, M e V. Cd: M, R e V. Entrada: R$ 6,00 a R$ 12,00. Ar. www.cafezalbar.com.br.
O pub reúne todos os atributos que caracterizam as casas do gênero. Estão lá a mobília de madeira escura sob luz baixa, incontáveis placas e bandeiras trazidas da Europa nas paredes, os showzinhos de pop rock e, sobretudo, a vocação para point de paquera. Nos quatro ambientes, as mesas próximas umas das outras e frequentadas por gente bonita e bem arrumada são um convite à troca de olhares. Também colabora para deixar o público soltinho a carta com sessenta rótulos de cerveja, entre as quais a jamaicana Red Stripe (R$ 12,00, com 330 mililitros) e a australiana McQueen’s Nessie (R$ 16,00, com 330 mililitros). Das chopeiras saem pints de Guinness (R$ 19,00) e de Weihenstephaner (16,00). Entre um flerte e outro, o público belisca pratos do cardápio, elaborado por Théo Medeiros, eleito o chef do ano nesta edição de VEJA CAMPINAS. Figuram na relação o yellow submarine, filé cozido na cerveja preta e gratinado com cheddar (acompanha pão, R$ 22,00), e uma releitura do fish and chips feita de lascas de bacalhau envoltas em massa de tempura mais molho tártaro e batata frita (R$ 26,00).
Rua Padre Almeida, 170, Cambuí,
3368-4743. 17h30/2h (dom. a ter. até 23h; sex. e sáb. também almoço 12h/15h). Cc: D, M e V. Cd: M, R e V. Entrada: R$ 15,00 a R$ 20,00.
Manobr. Ar.
www.grainnes.com.br.
Sucesso há três anos na noite paulistana, o Sonique chegou a Campinas no último mês de junho e, em pouco mais de trinta dias de funcionamento, logo conquistou o júri de VEJA CAMPINAS. Assim como na matriz, seu ambiente estiloso combina paredes de bloco de concreto e um geométrico teto de neon. Moderninhos, gays e mauricinhos convivem na casa, com maior concentração de uma ou outra tribo, de acordo com a noite. Para embalar o clima festivo, DJs injetam batidas eletrônicas, funk, rock, indie e outros gêneros dançantes enquanto o público sorve drinques bem montados. O dark angel combina saquê, licor Cointreau, suco de cranberry e amora (R$ 21,00), e o 007 martini é feito de gin, vodca, vermute e limão (R$ 23,00). A carta apresenta ainda doses de uísques Jack Daniel’s (R$ 19,00), Buchanan’s 18 anos (R$ 52,00) e o caríssimo Johnnie Walker Blue Label King George V (R$ 144,00). A cerveja, Heineken (R$ 7,50), aparece também na versão importada Star Bottle, em garrafa de alumínio que brilha quando exposta à luz negra (R$ 16,00). Sofás e pufes acolhem quem procura petiscar uma porção das chamadas finger foods, feitas para se comer com as mãos. Constam dessa lista as bruschettas de tomate com manjericão (R$ 17,00, com nove unidades) e o churrasquinho de filé com emmental (R$ 19,00).
Rua Ferreira Penteado, 1449, Cambuí,
2512-0243. 19h/2h (fecha seg. e ter.). Cc: D, M e V. Cd: M, R e V. Cons. mínima: R$ 30,00 a R$ 40,00. Ar.
www.soniquebar.com.br.
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