Poucas são as casas que refletem tão bem o espírito de seu dono. Neste caso, de Henri Sauveur Hirigoyen, chef francês nascido na região dos Pirineus que há quase quatro décadas desembarcou em Campinas. É dele todo o projeto arquitetônico do espaço, com cascatas, abajures de estilos diversos e cristais. O bar, nos fundos, é uma atração à parte: lembra uma caverna de gelo por suas paredes brancas de textura irregular que são decoradas com vasos, estátuas e máscaras africanas. Estalactites no teto e um aquário de 1500 litros completam o excêntrico cenário. Enquanto Henri hoje se dedica a outras de suas atividades, como a literatura, as artes plásticas e, sobretudo, à função de anfitrião do restaurante, a execução das receitas é confiada ao conterrâneo Gerard Jehanno. De preparo laborioso, o confit de canard compõe-se de coxa de pato cozida em sua própria gordura, guarnecida de arroz, creme de espinafre e cenoura (R$ 89,00). Outra sugestão é o badejo à la maison, que ganha molho à base de azeite, alho e camarão (R$ 77,00). Precedem os pratos o vol-au-vent de camarão (R$ 46,00) e a delicada alcachofra na manteiga (R$ 29,00). Para acompanhar a refeição, vinhos podem ser escolhidos diretamente da adega, que ocupa toda uma sala. O italiano Piccini Rosso di Montalcino (R$ 138,00) está entre os 240 rótulos disponíveis.
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