Chef do ano

Lucas Batista (Esquinica)

A jovialidade do cozinheiro reflete o clima do restaurante, que tem cardápio descomplicado e criativo

O jovem mestre-cuca: premiado duas vezes pelo júri de VEJA COMER & BEBER Campinas. Foto: Ligia Skowronski

O jovem mestre-cuca: premiado duas vezes pelo júri de VEJA COMER & BEBER Campinas. Foto: Ligia Skowronski

19.jun.2014 16:25:56 | por Natalia Horita

O segundo semestre de 2014 promete ser movimentado para Lucas Batista. Em outubro, o chef de 24 anos recém-completados embarca para uma temporada de trinta dias pela Europa. Portugal, Itália e França são alguns de seus destinos, mas a estada mais longa será na Espanha, país que o inspira a criar os pratos do Esquinica. Como não quer fazer feio por lá, Lucas começa, em julho, um curso intensivo de espanhol para se familiarizar com a língua. Compromisso que não deve atrapalhar sua rotina na cozinha do restaurante, onde costuma passar de dez a doze horas por dia comandando uma equipe tão jovem quanto ele — o funcionário mais velho tem 27 anos. Não à toa, paira na casa um clima descontraído e informal. À tarde, enquanto cortam legumes, porcionam carnes e montam as mesas para o jantar, sempre ao som de música em volume bem alto, Lucas e seu time conversam sobre as novidades do cardápio. “Acho esses momentos de interação importantes, eles se refletem na cozinha descomplicada proposta pelo Esquinica”, diz. Assim nascem algumas das criativas sugestões do cozinheiro para o menu degustação de tapas, alterado semanalmente. O pintxo de camarão-rosa com marisco marinado em manteiga de tomilho e o creme de abóbora japonesa com brie e alho-poró crocante são algumas das receitas que podem aparecer no serviço. Custam R$ 48,00, com direito a uma entrada fria e outra quente, uma tapa maior e uma sobremesa, ou R$ 62,00, se acrescidos de um prato quente, a exemplo do arroz rico, valorizado por frutos do mar e páprica picante. Embora com traquejos e simpatia de menino, Lucas demonstra competência semelhante à de quem já tem anos de experiência à frente dos fogões. Prova disso é o prêmio de chef do ano, que ele recebe pela segunda vez consecutiva do júri de VEJA COMER & BEBER.

 

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