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22/07/2009

Bares

Veja também
Como foi a votação

O melhor boteco

Ponto 1

Decoração colorida: objetos doados por clientes

A antiga balança exposta sobre o armário remete à época em que a casa era uma mercearia que vendia arroz e feijão a granel. Com o passar do tempo, começou a servir um lanchinho aqui, outra bebida ali e foi mudando de perfil. Em 1990, a inauguração da moradia dos estudantes da Unicamp trouxe os universitários para Barão Geraldo e, de quebra, ajudou a consolidar o lugar como um bar no qual o cliente encontra cerveja gelada, bons petiscos e ambiente camarada. Hoje, moradores de diferentes bairros chegam ao melhor boteco da cidade. Boa parte dos objetos de decoração foi doada pelos fregueses. É o caso da coleção de latinhas de cerveja, com 500 peças. A carta de bebidas reúne 26 rótulos nacionais e importados. Para acompanhar a belga Leffe (R$ 7,50, com 330 mililitros) vai bem o pastel mineiro (R$ 2,80) feito com massa de fubá e recheio de pernil com catupiry. Há também uma boa oferta de sanduíches (calabresa e queijo no pão francês cortado em boca de anjo, R$ 6,00), tábuas de frios e porções como a de bolinhos mexicanos feitos com batata ralada, queijos prato e cheddar e chilli (R$ 10,50 a porção com quinze unidades). De quinta a sábado, rola música ao vivo - MPB, rock, samba e blues no volume certo para não incomodar o papo.

Rua Eduardo Modesto, 54, Vila Santa Izabel, Barão Geraldo, 3289-2378. 17h30/0h (fecha dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: todos. Cr.: T. Couvert art.: R$ 2,50 a R$ 5,00.   (valor variável)   www.ponto1bar.com.



O melhor chope

Cação Chopperia

Colarinho cremoso e na
espessura que o cliente pedir:
5 000 copos por mês

Não pense que, por causa do nome, os pescados sejam a especialidade da casa. Ela foi batizada assim em referência (adaptada) ao sobrenome do fundador, Edson Cassão. Hoje, o anfitrião marca presença apenas para preparar o petisco mais famoso do extenso cardápio, o camarão-rosa com queijo empanado (R$ 10,50), que costuma dividir atenções com as muitas versões do escondidinho. O comando do negócio está nas mãos de seu filho, Giulio Spina de Almeida, que conta com o reforço de um cozinheiro e do trabalho de sua mulher, Valéria Schiezari Spina. É ela quem nos últimos três anos vem sendo a responsável por tirar todos os meses cerca de 5 000 caldeiretas de chope. Muitos clientes juram que a delicadeza feminina faz a diferença. Cinquenta quilos de gelo são consumidos por dia para manter a temperatura ideal da antiga chopeira, pela qual passa o líquido de cerca de 40 barris entregues pela Brahma a cada mês. O chope campeão (R$ 4,00) só é tirado na hora do pedido, com muito ou pouco colarinho, conforme o gosto do freguês.

Avenida Armando Sales de Oliveira, 55, Taquaral, 3255-7346. 16h/último cliente (sáb. a partir das 12h; fecha dom.). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos.



A melhor cozinha

Facca Bar

Costela de javali assada
com cebola frita: R$ 28,50

Inaugurado há três anos, o bar presta uma homenagem ao Faca, com um "c" apenas, ponto de encontro da boemia campineira na década de 50, que funcionava no mesmo endereço. Mesas e balcão de madeira, iluminação baixa, meia parede de azulejo branco, fotos antigas e garçons usando gravata borboleta ajudam a recriar o clima daqueles tempos. Para tabelar com o chope Brahma (R$ 3,90), o cardápio traz mais de 100 receitas. Foram elas, preparadas pela equipe de quatro cozinheiros, que levaram o júri de VEJA CAMPINAS a eleger a cozinha da casa como a melhor da cidade, na estreia da categoria. O enorme camarão com catupiry empanado (R$ 11,90) abre o serviço. Bons comedores, porém, frequentemente exploram outras sugestões. São exemplos as porções de pernil com vinagrete (R$ 18,60) e a asterix, que exibe a costela de javali assada em pequenos pedaços e coberta com anéis de cebola frita (R$ 28,50).

Rua Conceição, 157, centro, 3232-0970. 11h/último cliente (fecha dom.). Cc.: M e V. Cd.: todos. Cr.: todos. T.: todos. Manobr. Ar.    (valor variável)



O melhor fim de noite

Astor

Altas horas: mesas cheias e cozinha aberta madrugada adentro

O enorme salão principal reproduz o mesmo ambiente da matriz instalada no bairro paulistano da Vila Madalena. Piso de ladrilho hidráulico, colunas espelhadas, balcão de madeira e cadeiras com estofado vermelho ajudam a evocar a atmosfera dos anos 50. Como upgrade, o piso inferior abriga uma mesa de sinuca e uma TV de plasma. Nos fundos do imóvel há ainda um agradável deque. Mas a principal herança da casa-mãe é mesmo a vocação boêmia. Às sextas e aos sábados, sobretudo a partir da 1 da manhã, enquanto muitos bares já estão encerrando o expediente, as mesas do Astor seguem cheias, o chope (Brahma, R$ 4,50 com 240 mililitros) continua abastecendo o público e a cozinha funciona a pleno vapor. Caldinho de feijão (R$ 7,50), creme de ervilha fresca com lascas de salmão defumado (R$ 17,50) e hambúrguer com queijo estepe e fritas (R$ 18,50) são boas pedidas para forrar o estômago antes de ir embora. Mas, ali, notívago de carteirinha só diz adeus depois de, na saideira, pedir um garotinho (chope com 160 mililitros, R$ 3,10).

Rua Doutor Emílio Ribas, 470, Cambuí, 3254-0704. 17h/1h (sex. e sáb. 12h/3h; dom. 12h/22h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos. Manobr. Ar.  www.barastor.com.br.



A melhor happy hour

Zin'Bar

Varanda espaçosa: fim de
tarde em novo endereço

A notícia de que o Shopping Jaraguá fecharia as portas no fim de 2008 foi motivo de chateação para os frequentadores mais assíduos do Zin'Bar, que funcionava no local. Mas a preocupação durou pouco, pois em abril de 2009 a casa voltou à ativa em um prédio próprio e maior, com capacidade para acomodar 400 pessoas no salão principal, lounge, mezanino e na espaçosa varanda. Embora abra para almoço, é no fim da tarde que o bar começa a ferver. Com pique para adentrar a noite, gente na faixa dos 30 e poucos anos joga conversa fora ao som de blues, jazz, rock e MPB que tocam baixinho. Para azeitar o papo, o público se divide entre o chope Brahma (R$ 4,10) e as cervejas que chegam do caminhão e seguem direto para uma câmara de resfriamento nos fundos do estabelecimento. Quando são acomodadas na geladeira, as garrafas de Brahma (R$ 4,60) e Stella Artois (R$ 4,20 a long neck), além das latas de Guinness (R$ 19,90), entre outras, já estão trincando. O cardápio lista pratos, sanduíches e porções como a de moela picante (R$ 16,90) e a de bolinho de mandioca com carne-seca (R$ 16,90 com doze unidades).

Avenida Oswaldo Cruz, 586, Jardim Nossa Senhora Auxiliadora, 3242-3734. 11h/último cliente (dom. a partir das 17h). Cc.: A, D, M e V. Cd.: todos.   Manobr. Ar.   (R$ 25,00)   



A melhor música ao vivo
e o melhor para paquerar

Casa São Jorge

A banda Guanabara Ska Club: som variado
e azaração

Postes de iluminação pública, fios da rede elétrica, bicicleta e outros objetos do cotidiano fazem o simples galpão parecer uma rua do subúrbio do Rio de Janeiro. Mesinhas de aço ocupam quase todo o espaço e no fundo do estreito salão está o diminuto palco, que abriga uma variada programação musical. Mais animada de quinta a sábado, nesses dias até 300 pessoas se espremem para dançar. Os universitários batem cartão por ali, mas o público e a faixa etária costumam variar de acordo com as atrações. As terças, quase sempre tranquilas, são dedicadas à MPB; quarta e domingo têm roda de samba; as quintas podem receber ritmos caribenhos ou samba rock; sexta é a vez do chorinho; e no sábado revezam-se bandas de todos esses estilos. Nos intervalos, as atenções se voltam para a cozinha, de onde saem receitas como o escondidinho de camarão com leite de coco e azeite-de-dendê (R$ 22,80, para duas pessoas) e a porção de pastéis com recheio sortido de carne-seca, couve com torresmo, camarão, rúcula com gorgonzola e queijo de coalho com castanha-do-pará (R$ 19,60, com dez unidades).

Avenida Santa Isabel, 655, Barão Geraldo, 3249-1588. 18h/2h (fecha seg.). Cc.: D, M e V. Cd.: todos. Couvert art.: R$ 15,00.      (valor variável) www.casasaojorgebar.com.br.



O melhor para ir a dois

Cafezal em Flor

Atmosfera sugestiva:
luz de velas e som baixinho

Pelo sexto ano consecutivo, o charmoso bar é apontado como o melhor lugar para ir a dois em Campinas. O segredo para o hexacampeonato está nos detalhes. Em vez de um único salão, o endereço se divide em pequenas saletas de paredes descascadas. Em todas, com volume na medida, caixas de som transmitem a MPB ao vivo executada em um dos ambientes. Velas sobre as mesas reforçam o clima intimista. Para bebericar, a carta relaciona vinhos, uísques e cervejas de diferentes procedências, caso da uruguaia Patrícia (R$ 15,00 a garrafa com 960 mililitros) e da Baden Baden (R$ 10,00), produzida em Campos do Jordão. Boa parte do público feminino prefere drinques, a exemplo do amor de roça, que mistura espumante doce, morango, licor de pêssego, gengibre e cereja (R$ 13,00). As porções preparadas no fogão a lenha podem ser compartilhadas por duas pessoas. Entre elas estão o escondidinho de bacalhau do porto (R$ 29,90) e os rolinhos de picanha defumada recheada com gorgonzola (R$ 12,90).

Rua Diogo Prado, 40, Cambuí, 3252-0306. 19h/0h30 (sex. e sáb. até 2h; fecha dom. e seg.). Cc.: D, H, M e V. Cd.: todos.    (valor variável) www.cafezalbar.com.br.


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